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quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Bingo

"Olha a CABALA que está montada!



Ah sim, o discurso de Cavaco. Talvez, talvez, depende, "eu avisei". Sempre tarde. Adiante. Falemos de coisas concretas e consumadas: o casamento da ANA uma historieta que tem tudo para sair muito cara. Passo a explicar: a ANA geria os aeroportos com lucros fabulosos para o seu pai, Estado, que, entretanto falido, leiloou a filha ao melhor pretendente. 

Um francês de apelido Vinci, especialista em autoestradas e mais recentemente em aeroportos, pediu a nossa ANA em "casamento". E o Estado entregou-a pela melhor maquia (três mil milhões de euros), tornando lícita a exploração deste monopólio a partir de uma base fabulosa: 47% de margem de exploração (EBITDA).

O Governo rejubilou com o encaixe... Mas vejamos a coisa mais em pormenor. 
O grupo francês Vinci tem 37% da Lusoponte, uma PPP (parceria público-privada) e assente numa especialidade nacional: o monopólio (mais um) das travessias sobre o Tejo. Ora é por aqui que percebo por que consegue a Vinci pagar muito mais do que os concorrentes à ANA. As estimativas indicam que a mudança do aeroporto da Portela para Alcochete venha a gerar um tráfego de 50 mil veículos e camiões diários entre Lisboa e a nova cidade aeroportuária. 
É fazer as contas, como diria o outro...

Mas isto só será lucro quando houver um novo aeroporto. Sabemos que a construção de Alcochete depende da saturação da Portela. Para o fazer, a Vinci tem a faca e o queijo na mão. Para começar pode, por exemplo, abrir as portas à Ryanair. No dia em que isso acontecer, a low-cost irlandesa deixa de fazer do Porto a principal porta de entrada, gerando um desequilíbrio turístico ainda mais acentuado a favor da capital. 
A Ryanair não vai manter 37 destinos em direção ao Porto se puder aterrar também em Lisboa. Portanto, num primeiro momento os franceses podem apostar em baixar as taxas para as low-cost e os incautos aplaudirão. Todavia, a prazo, gerarão a necessidade de um novo aeroporto através do aumento de passageiros. 

Quando isso acontecer, a Vinci (certamente com os seus amigos da Mota-Engil) monta um apetecível sindicato de construção (a sua especialidade) e financiamento (com bancos parceiros). A obra do século em Portugal. Bingo! 
O Estado português será certamente chamado a dar avais e a negociar com a União Europeia fundos estruturais para a nova cidade aeroportuária de Alcochete. Bingo! 
A Portela ficará livre para os interesses imobiliários ligados ao Bloco Central que sempre existiram para o local. Bingo! 

Mas isto não fica por aqui porque não se pode mudar um aeroporto para 50 quilómetros de distância da capital sem se levar o comboio até lá. Portanto, é preciso fazer-se uma ponte ferroviária para ligar Alcochete ao centro de Lisboa.


E já agora, com tanto trânsito, outra para carros (ou em alternativa uma ponte apenas, rodoferroviária). Surge portanto e finalmente a prevista ponte Chelas-Barreiro (por onde, já agora, pode passar também o futuro TGV Lisboa-Madrid). Bingo! 

E, já agora: quem detém o monopólio e know-how das travessias do Tejo? Exactamente, a Lusoponte (Mota-Engil e Vinci). Que concorrerá à nova obra. Mas, mesmo que não ganhe, diz o contrato com o Estado, terá de ser indemnizada pela perda de receitas na Vasco da Gama e 25 de Abril por força da existência de uma nova ponte. Bingo! 

Um destes dias acordaremos, portanto, perante o facto consumado: o imperativo da construção do novo grande aeroporto de Lisboa, em Alcochete, a indispensável terceira travessia sobre o Tejo, e a concentração de fundos europeus e financiamento neste colossal investimento na capital. 
O resto do país nada tem a ver com isto porque a decisão não é política, é privada, é o mercado...

E far-se-á. Sem marcha-atrás porque o contrato agora assinado já o previa e todos gostamos muito de receber três mil milhões pela ANA, certo?
O casamento resultará nisto: se correr bem, os franceses e grupos envolvidos ganham.
Correndo mal, pagamos nós. Se ainda estivermos em Portugal, claro.


Por Daniel Desusado"

sábado, 7 de setembro de 2013

Homem(nagem)

"Nunca Quis Acreditar que Aquela Farda Enrugada, Esfarrapada, Queimada e Encurtada era a Dele"

Talvez a imagem seja cruel... bem mais cruel é a realidade!

Este foi o momento em que me cruzo com a ambulância onde vinha o Toninho e o jipe onde vinha o Daniel e o Vítor. Foi o momento mais marcante deste verão... Atrás deles fui tentar ajudar... a guerra fazia vitimas. Estas foram vítimas inocentes de um terrorismo que roubou a juventude, a vida, a companhia, a presença de seres humanos que se destacam de uma sociedade anónima e invejosa, sem compaixão e sem respeito. Atacaram o nosso grupo. Sofremos baixas... Cada vez que morre um Bombeiro a sociedade fica mais pobre, as comunidades mais pequenas, as pessoas mais desprotegidas!

Hoje o Daniel partiu, nunca acreditei que seria esse o desfecho. Nunca quis acreditar que aquela farda enrugada, esfarrapada, queimada e encurtada era a dele. Rádio destruído, derretido ao peito não era bom sinal. Só quem o viu lutar nas ultimas horas, só quem ouviu as ultimas palavras antes de adormecer, só quem sentiu a aflição que ele passou e a força, e a valentia que manteve naquele plano duro, coberto com uma manta e embebido em soro, retorcendo-se no desconforto, na agonia desesperava uma ajuda, assim como todos à volta desesperávamos também... nunca acreditaria que a força iria esmorecer! As dores eram reais, consegui senti-las ao lado dele, ainda hoje parece que as sinto.

Foram momentos que custaram a passar e a acomodar na minha cabeça. Aos poucos começou a decair, mas nunca esqueceu a família. Pediu que não deixássemos que a família o visse assim, ele queria voltar, sem marcas, de roupa lavada e com um sorriso.

Nem no acidente quis acreditar... Um jovem que dedicou parte da sua vida a salvar, nem com um grupo tão grande de colegas, de enfermeiros, de médicos o conseguiram salvar... Sentimento de injustiça! Sentimento de impotência! Sentimento de raiva! Sentimento de incredibilidade! Estudante no Curso de Técnico de Defesa da Floresta Contra Incêndios, acreditou que conseguia bater o inimigo... Foi à falsa fé que foi apanhado, tenho a certeza! Mas acreditou na causa e na defesa do património florestal. E eu também acredito, e os que cá ficamos também acreditamos! E por isso continuaremos a defender as populações, lembrem-se estes de nós ou não. Defenderemos a floresta pois nós precisamos dela.

Protegeremos o ambiente, pois envolve o nosso habitat... Ainda mais acredito agora na causa comum que defendemos, e que muitos desvalorizam e não acreditam. Lembrar-nos-emos de ti sempre. Para mim, foste e és um herói revestido de altruísmo e imensa coragem, carregado de valores que muitos homens não atingem, de um sentimento profundo de solidariedade e disponibilidade que tão bem caracteriza o bom bombeiro português!

Agora chegou a tua hora de descanso... Descansa em Paz, e que Deus te acompanhe! Até já e um abraço, companheiro...

Paulo Ferro
BV Bragança
Colaborador do BPS
Nota no seu facebook

domingo, 28 de julho de 2013

domingo, 21 de julho de 2013

Nicolau Santos - Está a acontecer....

Texto brilhante sobre a apatia e morte da economia, cultura....e dos portugueses!!

Políticos, Governantes e os "Donos da Coutada Portugal" não passam de uma cáfila.

"Está a acontecer.
Já se apercebeu?

     Está a acontecer. Aquilo que nem nos passava pela cabeça que pudesse acontecer está mesmo a acontecer. Está a acontecer cada vez com mais regularidade as farmácias não terem os medicamentos de que precisamos.
 Está a acontecer que nos hospitais há racionamento) de fármacos e uma utilização cada vez mais limitada dos equipamentos. Está a acontecer que muitos produtos que comprávamos nos supermercados desapareceram e já não se encontram em nenhuma prateleira. Está a acontecer que a reparação de um carro, que necessita de um farol ou de uma peça, tem agora de esperar uma ou duas semanas porque o material tem de ser importado do exterior. Está a acontecer que as estradas e as ruas abrem buracos com regularidade, que ou ficam assim durante longos meses ou são reparados de forma atamancada, voltando rapidamente a reabrir.
Está a acontecer que a iluminação pública é mais reduzida, que mais e mais lojas dos centros comerciais são entaipadas e desaparecem misteriosamente. Está a acontecer que nas livrarias há menos títulos novos e que as lojas de música se volatilizaram completamente.
 Está a acontecer que nos bares e restaurantes há agora vagas com fartura, que os cinemas funcionam a meio gás, que os teatros vivem no terror da falta de público. Está tudo isto a acontecer e nós, como o sapo colocado em água fria que vai aquecendo lentamente até ferver, não vemos o perigo, vamos aceitando resignados este lento mas inexorável definhar da nossa vida coletiva e do Estado social, com uma infinita tristeza e uma funda turbação.
Está a acontecer e não poderia ser de outro modo. Está a acontecer porque esta política cega de austeridade está a liquidar a classe média, conduzindo-a a uma crescente pauperização, de onde não regressará durante décadas. Está a acontecer porque, nos últimos quase 40 anos, foi esta classe média que alimentou cinemas, teatros, espetáculos, restaurantes, comércio, serviços de saúde, tudo o que verdadeiramente mudou no país e aquilo que verdadeiramente traduz os hábitos de consumo numa sociedade moderna.
Foi na classe média — de professores, médicos, funcionários públicos, economistas, pequenos e médios empresários, jornalistas, artistas, músicos, dançarinos, advogados, polícias, etc. —, que a austeridade cravou o seu mais afiado e longo punhal. E com a morte da classe média morre também a economia e o próprio país. E morre porque era esta classe média que mais consumia — e que mais estimulava — os produtos culturais nacionais, da literatura à dança, dos jornais às revistas, da música a outro tipo de espetáculos e de manifestações culturais.
 É por isso que a cultura está a morrer neste país, juntamente com a economia. E se a economia pode ainda recuperar lentamente, já a cultura que desaparece não volta mais. Um país sem economia é um sítio. Um país sem cultura não existe. Durante a II Guerra Mundial, quando o esforço militar consumia todos os recursos das ilhas britânicas, foi sugerido ao primeiro-ministro Winston Churchill que cortasse nas verbas da cultura. O homem que conduziu a Inglaterra à vitória sobre a Alemanha recusou perentoriamente. “Se cortamos na cultura, estamos a fazer esta guerra para qué?”
 Mutatis mutandis, a mesma pergunta poderíamos fazer hoje: se retiramos todas as verbas para a cultura, estamos a fazer este ajustamento em nome de quê?
Mas esta, claro, é uma questão que nunca se colocará às brilhantes cabeças que nos governam."

Nicolau Santos

quinta-feira, 18 de julho de 2013

porquÊ?

Se é suposto amar-se as pessoas e usar-se as coisas, porque será que usamos as pessoas e amamos as coisas?

domingo, 14 de julho de 2013

Pára ou para ??

Quais as ambiguidades que ocorrem com o verbo parar?

Diogo Arrais, professor de língua portuguesa do Damásio Educacional, dá exemplos divertidos de como o verbo parar e a preposição para podem causar confusão

          
      Placa                  
*Respondido por Diogo Arrais, professor de língua portuguesa do Damásio Educacional
 
De acordo com a recente Reforma Ortográfica, os pares pôr (verbo) e por (preposição); pôde (verbo no pretérito perfeito do indicativo) e pode (verbo no presente do indicativo) são os únicos que continuam enquadrados na regra da Acentuação Diferencial.
O verbo PARAR, por exemplo, na 3ª pessoa do singular, no presente do indicativo, deu adeus ao agudo: PARA.
Sim! Por questões relativas à regra de acentuação gráfica, a palavra ajustou-se a tantos outros paroxítonos finalizados em –A: CARA, CASA, MALA, LAVA, PARA.
Até aí, tudo bem! O problema, em alguns casos, está nas indubitáveis ambiguidades geradas pelo “novo” PARA. Em semana de mais manifestações no Brasil, viram-se as seguintes mensagens:
“SINDICATO PARA O TRABALHADOR”
Teoricamente, destinado ao trabalhador; ironicamente, é instituição que trava a população.
“O PARTIDO PARA O POVO”
Virgem! Depende da visão, né? A Política pode estacionar o povo.
“OBRA PARA O TRÂNSITO”
A obra deveria ser para o bem-estar das pessoas; com tantas falcatruas, no Brasil, muitas obras param o trânsito.
Vejamos, agora, o que um banco famoso cravou como lema:
“UM BANCO PARA VOCÊ”
Com tantas filas, taxas, atendentes eletrônicos, um banco é capaz de paralisar meu dia a dia, minha vida.
Enfim, sem o uso do acento agudo diferencial, a ambiguidade – ao menos irônica - pode surgir. A preposição “a”, pela relação semântica semelhante, serviria, pois, como elemento de retirada da confusão – caso o sentido pretendido seja de destinação.
Em tempos de Reforma Ortográfica em nosso condomínio, muitos sugerem chamar o Síndico: “Alô! Alô! Academia! A Reforma não pode ser praticada apenas no Brasil!”
Que os casos confusos sejam revistos! Por um Brasil sem a confusão gráfica ou semântica!
Um abraço e até a próxima!
Diogo Arrais
@diogoarrais
Professor de Língua Portuguesa – Damásio Educacional
Autor Gramatical pela Editora Saraiva

sábado, 4 de maio de 2013

Faltas

"Não é a falta de amor, mas a falta de amizade que faz casamentos infelizes."
Friedrich Nietzsche

sexta-feira, 26 de abril de 2013

pois..... mais do mesmo!!!

Sexta-feira, 26 de Abril de 2013
por Sérgio Lavos


Pacheco Pereira, na Quadratura do Círculo, referiu um episódio que passou despercebido a quase toda a gente: Álvaro Santos Pereira, numa entrevista dada a seguir ao anúncio do programa de revitalização da economia, diz que quando um seu secretário de Estado saiu, houve gente que abriu garrafas de champanhe.

A quem estava ele a referir-se? A Henrique Gomes, o homem que ousou enfrentar os lobbies da energia em Portugal e que pretendia fazer baixar as rendas excessivas da EDP. Extraordinário país, este, em que um ministro admite em público que um dos seus secretários de Estado foi demitido por tentar defender o Estado (que somos todos nós) dos interesses privados que o parasitam. E por quem foi ele demitido? Pelo primeiro-ministro, claro. A história é simples, e contada pelo próprio Henrique Gomes: duas horas após ter sido entregue ao primeiro-ministro o relatório onde se defendia uma taxa sobre as rendas da EDP, já António Mexia, um dos homens mais poderosos do país, conhecia o seu conteúdo. Henrique Gomes tinha o apoio do seu superior directo, o ministro, mas deparou-se rapidamente com as dificuldades inerentes ao estado corporativo em que vivemos. Passos Coelho (ou alguém por ele), assim que vislumbrou algo que de facto poderia fazer poupar muito dinheiro ao Estado, apressou-se a contactar quem de facto ele serve, o poder económico e financeiro. É claro que Mexia não poderia tolerar tal afronta, e rapidamente o secretário de estado foi exonerado, e apresentada uma pífia razão para o seu afastamento.

Numa democracia avançada, este caso por si só seria razão para a queda do Governo. Imaginemos por exemplo o escândalo que não seria Obama afastar um membro da sua equipa por influência de um dos poderosíssimos lobbies de Washington. Pois. Mas não vivemos. Este é um dos pais que caiu mais algumas posições em 2012 no índice de corrupção. Este é o país em que a direita sobe ao poder no meio de uma gravíssima crise de sobreendividamento e consegue ir buscar 21 000 milhões de euros à classe média e aos mais desfavorecidos, deixando os intocáveis e inimputáveis do país continuarem a prosperar e a fazer os seus negócios. Esta direita que no governa é a direita do BPN, e é a direita que privatiza a EDP colocando no conselho de administração vários dos homens de mão - Catroga, Arnaut, etc. É a direita que renegoceia as parcerias público-privadas aumentando os encargos do Estado - o que antes era responsabilidade das concessionárias, a manutenção das vias rodoviárias, passou a ser obrigação do estado, em troca de míseras poupanças. É a direita que nunca irá tocar nas rendas energéticas que beneficiam a EDP e outras empresas privadas, porque os seus aliados naturais são a banca e as corporações que vampirizam o país.

Poderemos continuar a empobrecer e a regredir, que continuaremos a ter dos combustíveis mais caros do mundo, assim como a electricidade, a água, o gás e as telecomunicações. Bem pode a troika, pela voz de Abebe Selassie, surpreender-se por não baixarem os preços nestes serviços: isso não irá acontecer porque não existe verdadeira concorrência nestes sectores da economia, o capitalismo em Portugal é uma brincadeira - as leis do mercado, na realidade, não funcionam. Estas corporações são e serão protegidas enquanto esta direita se mantiver no poder. Haveremos de estar a pão e água, que a EDP, a Galp, as empresas de telecomunicações e os bancos continuarão a manter as suas rendas, benesses e lucros intocados. Nada é mais certo do que isto, custe o que nos custar.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

um novo Abril.... URGENTE!!!

Quando uma revolução não resolve..... que se façam duas, ou três, ou quatro.. até resolver!!


segunda-feira, 22 de abril de 2013

desperdícios em portuguÊs

No Cadaval, Óbidos e Caldas da Rainha: Custaram 35 milhões de euros as três barragens de regadio da Região Oeste que apresentam problemas. Duas dessas três barragens não funcionam e a terceira só começou a trabalhar seis anos depois de inaugurada. A SIC foi saber o que correu mal e como se desperdiçaram milhões de euros. .

http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2013/04/22/tres-barragens-no-oeste-incompletas-atrasadas-ou-com-problemas

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Créditos: Sapo online

quarta-feira, 3 de abril de 2013

la vie


quarta-feira, 27 de março de 2013

Exílio


Exílio 

Sophia de Mello Breyner Andresen

Quando a pátria que temos não a temos 
Perdida por silêncio e por renúncia 
Até a voz do mar se torna exílio 
E a luz que nos rodeia é como grades.

 Quando a pátria que temos não a temos
... Perdida por silêncio e por renúncia
Até a voz do mar se torna exílio
E a luz que nos rodeia é como grades.


Sophia de Mello Breyner Andresen 

sexta-feira, 22 de março de 2013

novidAde


sábado, 15 de dezembro de 2012

reSEITA

"Se existe uma receita para a mediocridade, cumprir apenas com as suas obrigações deve ser o ingrediente principal"

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

boM idiOTA


segunda-feira, 10 de setembro de 2012

mEdo

"Paz sem voz, não é paz..... é medo!!!"

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

uma mão CHEIA de tudo.. uma mão CHEIA de nada

A sociedade actual está assim: desiquilibrada, arrogante, imoral e necrófaga.
A equidade deixou de ser um vocábulo utilizado e a ganância a todos os níveis agrava os desiquilibrios na repartição dos recursos.. Tal como na sociedade, os valores humanos essenciais, foram  adaptados à geração "tasse bem", valorizando-se o ego, o imediato e o individual. A sociedade atravessa ciclos e estamos a terminar um, abrindo-se caminhos, diria mesmo avenidas, para a instalação da ditadura que não terá necessáriamente que ser politica, pois a economica e social, tem alcance mais profundo.
O velho ditado "divide para reinar" terá ele também que ser ajustado para "concentra para mandares".

quarta-feira, 25 de julho de 2012

cole tura a+

"É a falta de cultura, estúpido!

Portugal tem hoje uma pequeníssima elite que consome cultura, quase toda velha e sem sucessores.

Nós merecemos isto. Nós elegemos esta gente. Nós não somos muito diferentes disto. No meio do anedotário que converteria um homem mais inteligente num homem trágico, convém não esquecer o que nos separa, exatamente, do Relvas. Pouco. O dito não é um espécime isolado, um pob...re diabo animado de força e disposição para fazer negócios e trepar na vida, que entrou em associações e cambalachos, comprou um curso superior e, de um modo geral, se autoinstituiu em conselheiro do rei. Já vimos isto.

Nunca vimos isto nesta escala, porque na 25ª hora da tragédia nacional, quando Portugal se confronta com a humilhação da venda dos bens preciosos (os famosos ativos) aos colonizados de antanho e seus amigos chineses, o que o país tem para mostrar como elite é pouco. Nada distingue hoje a burguesia do proletariado. Consomem as mesmas revistas do coração, lêem a mesma má literatura (que passa por literatura), vêem a mesma televisão, comovem-se com as mesmas distrações. Uns são ricos, outros pobres.

A elite portuguesa nunca foi estelar, e entre a expulsão dos judeus e a perseguição aos jesuítas, dispersámos a inteligência e adotámos uma apatia interrompida por acasos históricos que geraram alguns estrangeirados ou exilados cultos permanentemente amargos e desesperados com a pátria (Eça, Sena) e alguns heróis isolados ou desconhecidos (Pessoa, 0'Neill).

Em "Memorial do Convento", Saramago dá-nos um retrato da estupidez dos reis mas exalta romanticamente o povo. Todos os artistas comunistas o fizeram, num tempo em que o partido comunista tinha uma elite intelectual e de resistência inspirada por um chefe que, aos 80 anos, quase cego, resolveu traduzir Shakespeare. Cunhal traduzindo o "Rei Lear" de um lado, Relvas posando nas fotografias ao lado da bandeira do outro. Relvas nem personagem de Lobo Antunes, o (descritor da tristeza pós-colonial, chega a ser. É um subproduto de telenovela O tempo dos chefes cultos acabou, e se serve de consolação, não acabou apenas em Portugal.

A cultura de massas ganhou. No mundo pop, multimédia, inculto e narcisista, em que cada estúpido é o busto de si mesmo, a burguesia e o lúmpen distinguem-se na capacidade de fazer dinheiro. Acumular capital. O dinheiro, as discussões em volta do dinheiro acentuadas pela falta de dinheiro, fizeram do proletariado (e desse híbrido chamado classe média) uma massa informe de consumidores que votam. E que consomem democracia, os direitos fundamentais, como consomem televisão, pela imagem. Sócrates e o Armani, Passos Coelho e a voz de festival da canção. Nós, e quando digo nós digo o jornalismo na sua decadência e euforia suicidaria, criámos estas criaturas. Os Relvas, os Seguros, os Passos Coelhos, os amigos deles.

O jornalismo, aterrorizado com a ideia de que a cultura é pesada e de que o mundo tem de ser leve, nivelou a inteligência e a memória pelo mais baixo denominador comum, na esteira das televisões generalistas. Nasceu o avatar da cultura de massas que dá pelo nome de light culfure em oposição à destrinça entre high e low. O artista trabalha para o 'mercado', tal como o jornalista, sujeito ao raring das audiências e dos comentários online.

A brigada iletrada, como lhe chama Martin Amis, venceu. Estão admirados? John Carlin, o sul-africano autor do livro que foi adaptado ao cinema por Clint Eastwood, "Invictus", conta que Nelson Mandela e os homens do ANC, na prisão, discutiam acaloradamente, apaixonadamente, Shakespeare. Foram "Júlio César" ou "Macbeth", "Hamlet" ou "Ricardo III" que os acompanharam. Não é um preciosismo. A literatura, o poder das palavras para descrever e incluir o mundo num sistema coerente de pensamento, é, como a filosofia e a história, tão importante como a física ou a álgebra. A grande mostra da Grã-Bretanha nos Jogos Olímpicos é Shakespeare (no British Museum) e não um dono de supermercados ou futebolista.

Os 'heróis' portugueses descrevem-nos. E descrevem a nossa ignorância Passos Coelho é fotografado à entrada do La Féria ou do casino. Um dono de supermercados ou um esperto ministro reformado são os reservatórios do pensamento nacional. Uma artista plástica é incensada não pela obra mas pela capacidade de "agradar ao mercado", transformando-se, pela manifesta ausência de candidatos, em artista oficial do regime. É assim.

Não teria de ser assim. Portugal tem hoje uma pequeníssima elite que consome cultura quase toda velha e sem sucessores. Não estamos sós. Por esse mundo fora, a arte tornou-se cópia e reprodução (daí a predominância dos grandes copiadores de coisas, os chineses), tornou-se matéria tornou-se consumo. Como bem disse Vargas Iiosa, em vez de discutirmos ideias discutimos comida. A gastronomia é uma nova filosofia. Ferran Adriá é o sucessor de Cervantes e de Ortega Y Gasset."

Crónica de Clara Ferreira Alves publicada na última edição do Expresso.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

porca miséria....

Dia do amigo???
Procuram-se....


A sociedade actual não tolera amizade,
não tolera que apliques um segundo em prol do próximo..
É um sociedade egoista, uma sociedade virada para o umbigo..
Não promove a felicidade para eventualmente mais tarde não ferir..
Eventualmente.... Que cinismo!!!!!
As pessoas são privadas de amizade, convivio, amor e tranquilidade em nome de uma eventualidade futura....
"Hoje queria ser feliz contigo, mas amanhã posso mudar de ideias e então não vou ser feliz hoje em nome do amanhã"..
Amanhã existe???
Quem chega ao amanhã???
Deixar de ser feliz hoje só porque amanhã posso nãoo querer ser???
Quem manda no amanhã???
Eu????
TU????

A sociedade actual recusa o amor hoje, para amanhã poder ser salta pocinhas.. sem ter que olhar para trás e dar explicações devidas e minimamente justificativas..
A sociedade, as relações, as pessoas, HOJE, são egoistas... extremamente egoistas e egocentricas..
Simplificam tudo para se salvaguardarem.. Ninguém tem coragem para assumir nada...
É tudo uma cambada de "Velhos do Restelo" só porque é mais fácil e conveniente...
Tudo é éfermo...tudo é volátil... tudo é descartável
Tudo é tristeza..
Tudo é cobardia..
Tudo é miséria..
Tudo é porcaria..
Tudo é parasita..

e por si só..
tudo é actual

Procruram-se amigos....
Que raio de procura..!!!!!!

terça-feira, 10 de julho de 2012

real IDADE


Há falhas no ensino a crianças com necessidades especiais, revela relatório europeu

Há falhas no ensino a crianças com necessidades especiais, revela relatório europeu

Adultos portadores de deficiência encontram-se na mesma situação

De acordo com relatório publicado hoje pela Comissão Europeia, os sistemas de ensino ainda não oferecem um tratamento adequado às crianças com necessidades educativas especiais e aos adultos portadores de deficiência.
O relatório revela que muitos são colocados em instituições segregadas e os alunos integrados no ensino regular carecem frequentemente de um apoio adequado.
Segundo Androulla Vassiliou, comissária europeia responsável pela educação, cultura, multilinguismo e juventude, “é preciso redobrar esforços para garantir a aplicação de políticas educativas inclusivas e devidamente financiadas, se pretendemos melhorar a vida das crianças com necessidades educativas especiais e dos adultos portadores de deficiência. Temos de colocar os mais vulneráveis no centro das nossas ações, para garantir uma vida melhor a todos”.
Estatisticamente, cerca de 45 milhões de cidadãos da UE em idade ativa são portadores de deficiência e 15 milhões de crianças têm necessidades educativas especiais.
O documento alerta ainda para o facto de as crianças com necessidades educativas especiais saírem da escola com poucas ou nenhumas qualificações, para de seguida integrarem uma formação especializada que em alguns casos limita, em vez de melhorar, as suas perspetivas de emprego. Logo ficam com um futuro comprometido.
Além disso, o relatório realça as divergências entre Estados-Membros na identificação das crianças com necessidades especiais e ao decidir a sua colocação numa escola regular ou especial. A conclusão é de que urge uma política comum e ações em conjunto para acabar com as discrepâncias.

Créditos: Sapo