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domingo, 6 de novembro de 2011

Envelhecimento versus Alterações Climáticas

O envelhecimento da população contribui para as alterações climáticas

Parece ser uma verdade inquestionável que o envelhecimento da população mundial terá impacto positivo nas alterações climáticas que agora se observam.

A revista Proceedings da National Academy of Sciences afirma que entre outras razões o envelhecimento populacional pode afectar significativamente as emissões globais de dióxido de carbono nos próximos 40 anos.

Prevê-se que até meados do século XXI a população possa aumentar em mais de três biliões de pessoas, principalmente nas áreas urbanas. Neste mesmo estudo consagra-se a teoria de que um “abrandamento do crescimento da população poderia contribuir para reduzir significativamente as emissões de gases de efeito estufa”. Este abrandamento “desejável” na evolução da população “poderia levar a 16% a 29% das reduções de emissões, o que seria o suficiente para evitar impactos mais graves.” Claro que esta redução não vai resolver o problema por si só, mas a inversão da tendência do crescimento populacional irá ter a sua contribuição a longo prazo.

Segundo Brian O’Neill, (investigador norte-americano que participou neste estudo) ao jornal i (Outubro de 2010), “as questões demográficas têm sido “negligenciadas” quando se fala de alterações climáticas. O envelhecimento continuado da população europeia poderá representar 20 a 30% das reduções necessárias para atingir a meta de reduzir metade do carbono até 2050.

Evidentemente que existem muitas outras formas de redução de gases nocivos para a atmosfera, pois, por exemplo, este estudo aponta para que nos “próximos 40 anos, Portugal pode perder um quarto da população, para sete milhões de habitantes. Destes, um terço deverão ser idosos…” No mínimo bastante preocupante!!!

Se globalmente podemos concluir esta relação directa entre envelhecimento populacional e minimização dos efeitos nas alterações climáticas, também o podemos afirmar quando se analisa dois grandes grupos de países: os países desenvolvidos e em vias de desenvolvimento. Nos países ditos desenvolvidos o crescimento manterá a tendência de crescimento “lento” enquanto nos países em vias de desenvolvimento (refira-se a China e a Índia) a desaceleração mais acentuada terá um enorme impacto no tamanho da população mundial (ainda esta semana a China, manteve as politicas anti-natalistas já instituídas à anos e que tem como objectivo controlar a explosão demográfica chinesa – 1 casal / 1 filho).

Este “decréscimo” na evolução do crescimento populacional por si só contribuirá para uma menor emissão de gases com efeito estufa; contudo, pela sua pujança industrial, a importância “per capita” será maior nos países desenvolvidos porque a “população idosa está associada a uma menor participação na força de trabalho, e a consequente diminuição da produtividade leva a um menor crescimento económico”. Estima-se que, nalguns países desenvolvidos, o envelhecimento possa reduzir até 20% a emissão de carbono para a atmosfera.

“A urbanização será particularmente importante em muitos países em desenvolvimento, especialmente China e Índia, e o envelhecimento será importante nos países industrializados” afirma O’Neill . A ideia, sengundo consta, passa por conter a pressão urbana e ter menos pessoas activas, pensando “melhor” a demografia.

A equipa de investigação descobriu que “o crescimento das populações urbanas pode levar a um aumento de 25 por cento nas emissões de dióxido de carbono em alguns países em desenvolvimento. O aumento do crescimento económico associado à população urbana foi directamente correlacionado com o aumento das emissões de dióxido de carbono, em grande parte devido ao aumento da produtividade e preferências de consumo da população urbana”.

“A Demografia irá influenciar as emissões de gases de efeito estufa nos próximos 40 anos”. Segundo o jornal i, só na Europa ela poderá representar 1/3 do caminho necessário para garantir que a temperatura global não aumenta acima dos 2 graus, uma das metas, acordada na cimeira de Copenhaga.
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domingo, 21 de agosto de 2011

Sol sem (a)gosto

Sol triste, deste Agosto....
sem gosto e sem paladar

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Clima sem norte.....

Portugal - Primeira quinzena de Agosto esteve mais quente quatro graus (DD)

O território continental registou de 1 a 15 de Agosto uma média da temperatura máxima do ar de 32,8 graus centígrados, «uma anomalia de mais quatro graus» relativamente ao valor normal mensal de 1971-2000 (28,8ºC)», segundo o Instituto de Meteorologia.

Clima: A culpa não é (só) das alterações climáticas

Uma intensa onda de calor na Rússia. Chuvas intensas no Paquistão que causaram as piores inundações dos últimos 80 anos. Situação idêntica a ter lugar em alguns pontos da China. A culpa é do aquecimento global? Talvez, dizem os especialistas.

Os russos aguardam ansiosamente a chuva. Depois de tantos dias com um calor improvável para esta época do ano, e que acabou por dar origem a fortes incêndios e a causar danos na produção agrícola, a “dança da chuva” irá provavelmente ter efeitos. Ou não tivesse sido já anunciado “o último dia de calor” no país, pelos meteorologistas.

No Paquistão o saldo dos efeitos das fortes chuvas está para além do negativo. Mais de 1500 mortos e cerca de 20 milhões de afectados pelas inundações são, para já, os dados finais. Uma situação que levou o Ministro dos Negócios Estrangeiros do Paquistão a afirmar: “As alterações climáticas, com a sua inclemência e imprevisibilidade, tornaram-se uma realidade para 170 milhões de paquistaneses”.

Mas será que estes acontecimentos extremos a nível meteorológico estão realmente relacionados com as alterações climáticas? Se a ONU não teme afirmar que as cheias no Paquistão são um reflexo “do impacto adverso das alterações climáticas”, os especialistas preferem não colocar todo o peso sobre um só factor, embora não descartem a importância do fenómeno.

A resposta, para os cientistas, é simples. É cientificamente incorrecto relacionar fenómenos desta natureza, e em diferentes pontos do globo, com a mudança de clima. No entanto, como afirmou o director do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (PIAC), “inundações como as que atingiram o Paquistão podem tornar-se mais frequentes e mais intensas no futuro nesta e noutras partes do Mundo.

Correntes de jacto
Os meterologistas apresentam explicações para os fenómenos que assolaram Rússia e Paquistão nas últimas semanas. As culpadas são as correntes de jacto, umas corrrentes estreitas de vento forte, situadas na alta troposfera ou na estratosfera, que circulam para este à volta do globo e que são responsáveis pelo clima em muitas regiões por onde passam.

Especialistas citados pela The Economist, explicam que este ano a actividade dos anti-ciclones no Atlântico provocou correntes de baixa pressão na zona da Europa Central e Ocidental e correntes de alta pressão na Rússia. Uma situação que, ao causar um bloqueio na circulação da atmosfera, acaba por dificultar a formação de nuvens e, consequentemente, a queda de chuva. E é assim que algumas zonas da Rússia acabaram por experienciar temperaturas que só se deviam verificar de quatro em quatro séculos.

De certa forma, como explica o meteorologista Peter Stott, também citado pela The Economist, esta onda de calor pode relacionar-se com as fortes chuvadas sentidas no Paquistão. O especalista ressalta que a situação na Rússia enfraqueceu a corrente de jacto que circula para sul, provocando uma concentração de ar húmido na zona do Paquistão que, em conjunto com o ar frio que chega vindo da Sibéria, resulta em condições favoráveis para o surgimento de tempestades e chuvas fortes.

O relatório do PIAC divulgado em 2007 indica que a ocorrência de queda de chuvas fortes é hoje em dia mais comum do que há 50 anos. Mas este fenómenos, mais uma vez, não são suficientes para os cientistas associarem às alterações climáticas ou ao aquecimento global. Ainda que alguns, como o Professor Brian Hoskins, admitam que num mundo mais frio, estas situações não se verificariam de forma tão extrema.
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Créditos: Sapo Online / Fotos: Net

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Temperaturas altas.....

Os cinco primeiros meses deste ano foram os mais quentes desde 1880, quando começaram a ser registadas sistematicamente as temperaturas.


A informação é de um relatório do norte-americano Centro Nacional de Dados do Clima.

Entre Janeiro e Maio, as temperaturas combinadas da terra e dos oceanos estiveram 0,68 graus Celsius acima da média do século XX, indicou, por seu lado, o Instituto de Meteorologia, citado pela agência de notícias France Presse.

Em particular os meses de Março, Abril e Maio registaram temperaturas nunca antes atingidas e uma média de 0,73 graus Celsius acima do século passado.

Só o ano de 1998 teve igual número de meses (três: Fevereiro, Julho e Agosto) com temperaturas recorde. Foi também em 1998 que se registaram, nos cinco primeiros meses do ano, as temperaturas mais elevadas antes do recorde do presente ano.

Desde o início do ano, o planeta aqueceu sobretudo no Canadá, no Norte dos Estados Unidos, no Sul da Gronelândia, no Norte de África, no Sudoeste Asiático, na Sibéria e no Sul da Austrália.

Em contraste, as temperaturas atingiram valores mais baixos do que o normal no Sudeste dos Estados Unidos, na Ásia Central e na Europa Ocidental, tendo a Alemanha tido, este ano, o mês de maio mais frio desde 1991.

Também em Maio o gelo do Árctico derreteu 50% mais rápido do que o normal para aquele período do ano, assinalou o Instituto norte-americano.

As informações sobre o aquecimento global nos primeiros cinco meses do ano surgem no dia em que, por Portugal, os termómetros registam temperaturas na ordem dos 40 graus Celsius.

As previsões do Instituto de Meteorologia português apontavam para os 42 graus em Santarém, 40 em Setúbal, Évora e Beja e 39 em Lisboa.
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Créditos: Sapo; Foto: Net

Sai El Niño, volta La Niña

O fenónemo climatérico La Niña está a formar-se no Oceano Pacífico, o que anuncia uma activa temporada de furacões e, na Ásia, sistemas de ventos mais intensos do que o normal, alertou a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

"Depois do rápido desaparecimento do fenómeno El Niño 2009/10 no início do mês de Maio de 2010, prossegue a evolução para um episódio La Niña", indica a OMM.

La Niña é um fenómeno inverso ao El Niño, que se caracteriza por uma elevação das temperaturas na superfície do mar nos sectores central e oriental do Pacífico.

O fenómeno La Niña normalente gera chuvas intensas na Indonésia, Malásia e Austrália, período de seca na América do Sul, tempestades no Atlântico tropical, ondas de frio na América do Norte e um tempo chuvoso no sudoeste da África.


"Apesar de parecer provável que as condições de La Niña continuem a desenvolver-se nos próximos meses (...), é difícil saber quando acontecerá o fenómeno e qual será a sua amplitude em 2010", indica o organismo da ONU.

As variações de temperatura provocadas pelo El Niño ou La Niña estão estreitamente ligadas a importantes flutuações do clima em todo o mundo. Quando aparecerem, estas anomalias poderão durar um ano inteiro ou mais.

Ao intenso período do El Niño de 1997/98 seguiu-se a anomalia La Niña de grande duração, iniciada em meados de 1998.
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Créditos: SAPO/AFP - 06 de Julho de 2010

segunda-feira, 1 de março de 2010

Um Mundo em mudança.... Tempestade na Madeira

Tempestade na Madeira é "mais um sinal de um mundo que está em mudança"
Declarações de investigador António Baptista


Portugal “vai viver muito as alterações climáticas” e a violenta tempestade na Madeira é apenas mais um sinal de uma tendência global, defende António Baptista, director do centro norte-americano de Ciência e Tecnologia para a Observação de Margens Costeiras.

“Nenhum evento por si próprio é sinal de alterações climáticas. Não foi a primeira vez que aconteceu [uma tempestade na Madeira]. Há registos idênticos de há 30 ou 40 anos. Pode sim observar-se um conjunto vasto [de fenómenos] dos últimos anos (...) que representa um mundo que está em mudança”, disse António Baptista em entrevista à Lusa nos Estados Unidos.


Outros fenómenos invulgares nas zonas costeiras são o aparecimento de tipos de peixes em zonas onde historicamente não têm presença ou até a morte inexplicável de grande quantidade de espécimes.

“Quando posto num contexto de vários eventos extremos que estão a acontecer, temos indicação de que há mudança. (...) Faz sentido dizer que há mudanças profundas, mas não sabemos quais são”. As causas, afirma, estão lá: os gases com efeito de estufa estão a aumentar, o que tem influência directa na radiação solar e na temperatura. “Há causas básicas de mudança, estamos a ver os efeitos e temos de percebê-los”, disse.

Residente há mais de 20 anos nos Estados Unidos, e com fortes laços com o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) português, Baptista foi um dos oradores do Encontro de Ciências do Oceano, que decorreu na semana passada em Portland, Estados Unidos.

Formado em engenharia civil na Academia Militar, fez mestrado e doutoramento no Massachussetts Institute of Technology nos anos 1980 e hoje é professor na Universidade de Saúde e Ciência do Oregon, além de diretor do centro para as zonas costeiras.

Pelas características geográficas - uma grande costa em relação à área total - Portugal “deve ser olhado como indicador” do impacto das alterações climáticas nas zonas costeiras, a nível internacional, acredita Baptista.

“As mudanças serão significativas, só não se pode saber quais”, afirmou o investigador.

Noutros pontos do planeta, os dados recolhidos apontam para maior variabilidade e maior frequência de ocorrência de tempestades, mas por enquanto “é difícil provar qual vai ser a mudança”.

“Não é possível voltar ao passado nas zonas costeiras. É preciso antecipar agora, tomar as medidas necessárias para ter zonas saudáveis, que permitam aos animais ser saudáveis e aos homens também. Não há ambiguidade ou dúvida. É profunda e irreversível a mudança”, afirma.

“Pode discutir-se qual é a grandeza das mudanças climáticas a nível global, mas não há dúvida de que os gases com ‘efeito de estufa’ estão a aumentar de forma espetacular. (...) A questão agora não é julgar a sociedade pelo que fez para que chegássemos a isto, mas olhar para o futuro e perceber o que fazer para gerir melhor os recursos”.
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Créditos: Público online

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

El Niño

O garoto que agita o clima mundial
Ele é um garoto sapeca. Ninguém sabe muito bem a hora em que ele vai aparecer. Por onde aparece, muda a ordem das coisas, do jeito dele, sem se importar com as conseqüências. Quando alguém que não o conhece direito vê algo fora do lugar, já fala que a culpa é dele. Mas ele não é só desgraça, não: coisas boas acontecem quando ele passa. E, se não bastasse isso, ele tem uma irmãzinha, tão travessa quanto ele, mas que aparece bem menos. Você já ouviu falar dele...

El Niño é o garoto. El Niño é o nome pelo qual é conhecido o fenômeno que provoca o aquecimento da superfície da parte leste do oceano Pacífico, junto ao litoral de Peru e Equador, estendendo-se para oeste, ao longo da linha do Equador, fenômeno que, em geral, se inicia no meio de um ano e termina no fim do ano seguinte. Em oposição a ele, La Niña é o nome que se dá ao efeito contrário, ou seja, ao resfriamento da superfície da mesma região do Pacífico. Os efeitos dos dois fenômenos no clima mundial não são sempre opostos.

Ainda não há consenso entre os cientistas sobre as razões que provocam El Niño, mas o seu mecanismo já é bem conhecido. Em períodos normais, os ventos no oceano Pacífico sopram fortemente do leste (América do Sul) para oeste (Ásia). As correntes marítimas quentes do Pacífico equatorial têm essa mesma direção. Isto provoca uma elevação de até 60cm no nível do oceano na costa das Filipinas em relação à do Panamá, além de uma temperatura da água até 8oC mais elevada na costa asiática. Este excesso de temperatura facilita a evaporação e causa as chuvas intensas normalmente observadas na Indonésia.

A temperatura na superfície oceânica é mais baixa no litoral sul-americano porque a corrente marítima de Humboldt leva águas frias da região antártica para a equatorial. A corrente de Humboldt também arrasta plâncton, ou seja, animais e outros seres microscópicos, que servem de alimento aos peixes. Por isso, observa-se uma população de peixes muito grande nessa região do Pacífico.




Entretanto, toda essa dinâmica é alterada em períodos de El Niño. As correntes marítimas quentes da região equatorial passam a se deslocar no sentido inverso, ou seja, em direção à costa peruana. Os ventos em direção ao oeste tornam-se bastante fracos ou mesmo sopram na direção contrária, dependendo da força de El Niño.
O meteorologista britânico Gilbert Walker observou, em 1923, relação entre as leituras dos barômetros, ou seja, as pressões atmosféricas, de duas estações meteorológicas localizadas na ilha do Taiti, na Polinésia Francesa (Pacífico central), e em Darwin, no norte da Austrália. A pressão em Darwin geralmente é bem mais baixa que no Taiti, o que justifica os fortes ventos na direção da Austrália. Em períodos de El Niño, no entanto, as pressões atmosféricas se tornam mais próximas entre si, enfraquecendo os ventos.
Walker deu a esse fenômeno o nome de Oscilação Sul, visto que as duas localidades estão situadas abaixo do paralelo 10º sul. Ele também percebeu que, enquanto persistia a baixa diferença entre os barômetros, o sudeste asiático, a Índia e a Austrália passavam por períodos de seca intensa, embora fosse incapaz de explicar a razão. Novos fatos foram descobertos nas décadas seguintes, como ilhas do Pacífico equatorial que, embora desérticas, recebem chuvas muito intensas e contínuas em anos de El Niño, devido à mudança dos ventos.

O meteorologista sueco de origem norueguesa Jacob Bjerknes passou a pesquisar El Niño na década de 1960. Ele foi o cientista que primeiro registrou a elevação anormal de temperatura da superfície oceânica junto à costa do Peru. Foi ele também quem percebeu a relação entre esse fenômeno e a Oscilação Sul, explicando, assim, as secas na Ásia e na Austrália.

O fenômeno El Niño recebeu este nome no fim do século 19 dos marinheiros de Paita, cidade de 35 mil habitantes no noroeste do Peru. Os marinheiros associaram a mudança na direção da corrente marítima ao nascimento do menino Jesus porque o efeito é percebido próximo à virada de ano. Mas antes disso, pescadores peruanos já notavam, em alguns anos, uma grande redução na farta quantidade de peixes normalmente disponível.


Paita: cidade portuária de paisagem árida
Crédito: Paitanet.com

Essa redução da população de peixes em anos de El Niño é devida a um impedimento da corrente de Humboldt em emergir à superfície oceânica na região da linha do Equador. Com as correntes quentes indo em direção ao Peru, aumenta imensamente nessa região o volume de água quente, que fica na parte superior do oceano. Com isso, a água fria da corrente de Humboldt cruza a costa peruana em uma profundidade muito maior.
A corrente quente superficial, ao mudar de direção, leva os peixes para o sul, próximo da costa chilena. Nesse local a corrente fria ainda consegue emergir e alimentar os peixes, beneficiando a pesca chilena no lugar da peruana. Além disso, são beneficiados os agricultores peruanos, que vêem chover fartamente numa região normalmente muito árida. A produção de camarões nos estuários peruanos também aumenta muito, pelo aumento da vazão dos rios.

No Brasil, os efeitos de El Niño são menos intensos. As mudanças climáticas mais observadas são secas na Amazônia, principalmente no verão; secas também na estação chuvosa do interior do Nordeste (de fevereiro a maio); aumento de temperatura no centro-sul do país; e enchentes na região Sul, em especial no meio do segundo ano de El Niño.

El Niño é único no planeta. Um fenômeno que altera a dinâmica do clima em todo o planeta só ocorre no oceano Pacífico porque esse oceano é muito grande, ocupando quase 40% da superfície terrestre. Há oscilações equivalentes a El Niño no oceano Atlântico, mas sua influência no clima é apenas local. Ainda há muito a entender sobre os fenômenos meteorológicos do planeta. Conseguir prever quando chegará o "garoto", e com isso evitar tragédias e tirar proveito do fenômeno, é mais um desafio da ciência.
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Créditos: © Revista Eletrônica de Ciências - Número 16 - Fevereiro de 2003.
Daniel Perdigão Nass - Estudante do curso de química do IQSC-USP - Instituto de Química de São Carlos da Universidade de São Paulo

sábado, 14 de novembro de 2009

Icebergues de viagem...


Vinte icebergues da Antárctida a caminho da Nova Zelândia


Os cientistas da pequena ilha Macquarie estão com os olhos postos no oceano Pacífico. Pelo menos 20 icebergues, com extensões entre os 50 metros e os dois quilómetros, dirigem-se do Norte da Antárctida para a Nova Zelândia.

Há uma semana, os cientistas do programa polar australiano nem queriam acreditar no que viam, quando um bloco de gelo foi avistado a oito quilómetros da ilha. Tinha 50 metros de altura e 500 de comprimento.
Dean Miller, biólogo australiano do programa polar, foi o primeiro a avistar o icebergue. "Nunca tinha visto nada igual. Olhei para o horizonte e vi uma enorme ilha de gelo a fluturar", contou ao jornal "The Guardian".

Desde então, mais icebergues têm-se aproximado da ilha, flutuando ao sabor das correntes. Nas últimas 24 horas foram avistados pelo menos quatro, com extensões entre os 50 metros e os dois quilómetros.

O glaciologista daquele programa, Neal Young, afirma que existem pelo menos 20 icebergues em redor da ilha. É raro que estes blocos de gelo subam tanto para Norte e entrem em águas menos frias, salienta. "Das imagens de satélite podemos observar um grupo de icebergues, abrangendo uma área com cerca de mil por 700 quilómetros, distanciando-se da Antárctida com a corrente oceânica", lê-se num comunicado. O especialista acredita que estes icebergues são fragmentos recentes de um enorme bloco que se separou há nove anos da plataforma de gelo Ross.

O responsável pela estação na ilha, Cyril Munro, diz que esta tem sido uma semana excitante para os cientistas. "Todos têm os olhos postos no horizonte". Os cientistas que trabalham na ponta mais a Sul da ilha "ficaram espantados por verem aqui um icebergue com dois quilómetros", acrescentou. Os blocos de gelo deverão continuar para Norte e Este, em direcção à Nova Zelândia.

Gelos na Gronelândia também trazem novidades

Icebergues a caminho da Nova Zelândia são um cenário que poderá dar novos argumentos para as negociações climáticas na cimeira de Copenhaga, em Dezembro. Mas a verdade é que a Antárctida não tem a exclusividade nestas questões.

Ontem, a revista "Science" revela que o gelo da Gronelândia está a desaparecer mais depressa do que nunca. De 2006 a 2008, Verões mais quentes do que o costume elevaram o degelo a um ritmo sem precedentes, com uma perda anual de 273 quilómetros cúbicos, concluiu a investigação, que recorreu a imagens de satélite e a um modelo atmosférico regional.

A camada de gelo da Gronelândia contém água suficiente para causar uma subida média do nível do mar de sete metros, afirma aquela universidade. Desde 2000, a camada de gelo perdeu cerca de 1500 quilómetros cúbicos, o que representa uma subida de cinco milímetros.

"A perda de massa na Gronelândia tem vindo a acelerar desde o final da década de 90 e as causas do fenómeno sugerem que esta seja uma tendência para continuar num futuro próximo", lê-se num comunicado assinado por Jonathan Bamber, um investigador da Universidade de Bristol que participou no estudo.

Segundo os investigadores (das universidades de Utrecht, Delf e Bristol; do Instituto de Investigação Marinha e Atmosférica; do Real Instituto de Meteorologia da Holanda; e o Jet Propulsion Laboratory), esta perda de massa gelada explica-se com o aumento do degelo à superfície e com o facto de os glaciares estarem a dirigir-se mais rapidamente para o oceano.
Até 2100, o nível médio do mar deverá subir entre 28 e 43 centímetros, estima o Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas.
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Créditos: Publico online -Helena Geraldes

terça-feira, 3 de novembro de 2009

A neve do Kilimanjaro


As neves do Kilimanjaro: por quanto tempo?

As neves do Kilimanjaro icônico ainda existem, mas por quanto tempo?

Os restantes campos de gelo em cima do famoso Monte Kilimanjaro, na Tanzânia, pode desaparecer dentro de duas décadas e talvez até mais cedo, com base no último levantamento dos campos de gelo remanescente na montanha.

Estas previsões, publicadas esta semana na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), estão entre as últimas provas físicas dramáticas da mudança climática global.
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Créditos: National Science Foundation Update

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Conservar é preciso....

Brasil lança 2.ª fase do maior programa conservação florestas

O Ministério do Meio Ambiente lançou segunda-feira, durante o VI Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação, em Curitiba, a segunda fase do Programa Áreas Protegidas da Amazónia (Arpa), considerado o maior programa de conservação do planeta.
Criado em 2002, o Arpa é um programa do Governo federal que tem a meta de proteger 500 mil quilómetros quadrados (50 milhões de hectares) do bioma Amazónia, uma área equivalente ao território da Espanha.
Na primeira fase, o programa possibilitou a criação de unidades de conservação de protecção integral em 13,2 milhões de hectares, consolidando 8,5 milhões de hectares.

Créditos: Diário Digital / Lusa

sexta-feira, 1 de maio de 2009

O Nosso Mundo.... Fotos

Katrina - 28 de Agosto de 2005
Paisagem Rural da China
Agricultura Tradicional na Indonésia
Vida no Ártico
Desflorestação - Mato Grosso / Brasil
Créditos: National Science Foundation, Net