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terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Portupanha

Península Ibérica é "Imagem do Dia" da NASA

NASA dedica imagem do dia à Península Ibérica

NASA dedica imagem do dia à Península IbéricaImagem

As luzes de Portugal e Espanha definem a Península Ibérica nesta fotografia da ISS. Diferentes áreas metropolitanas dos dois países são visíveis e marcadas por zonas iluminadas, sendo estas relativamente grandes e brilhantes, tais como Madrid ou Lisboa. A antiga cidade de Sevilha, visível a norte do estreito de Gibraltar, é uma das maiores cidades espanholas.

A agência norte-americana partilha na sua página oficial que pretende partilhar com o público, imagens, historias e descobertas sobre o clima e meio ambiente, baseadas em investigações. Para além de Portugal e Espanha, a agência ainda põe em evidência o estreito de Gibraltar, França e o norte de África.

A Península Ibérica é a mais ocidental das três grandes penínsulas do sul da Europa, sendo as outras a Península Itálica e os Balcãs. É formada pelos territórios de Portugal, Espanha, Gibraltar, Andorra e uma pequena fração do território de França. Tem aproximadamente 590 mil quilómetros quadrados e é banhada pelo Oceano Atlântico e pelo Mar Mediterrâneo.
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Créditos: Sapo

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Asteróide 2005 YU55 aproxima-se da Terra amanhã

(08 de novembro de 2011)

 


A agência espacial americana, NASA, confirmou que um grande asteroide potencialmente perigoso deverá cruzar o espaço entre a Terra e a Lua no início do mês de novembro. Segundo a agência, a aproximação não apresenta risco de colisão com nosso planeta, mas permitirá aos pesquisadores estudarem com mais detalhes a composição do objeto.


Batizada 2005 YU55, a rocha tem cerca de 400 metros de comprimento e foi descoberta no ano de 2005 pelo programa Spacewatch, da Universidade do Arizona. No momento, o asteroide está localizado a 183 milhões de quilômetros da Terra e quando atingir a máxima aproximação deverá chegar a menos de 325 mil quilômetros, distância inferior aos 384 mil quilômetros que separam a Terra da Lua.
No entender da cientista Barbara Wilson, ligada ao Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, JPL, não é incomum que asteroides passem perto da Terra, alguns até mais próximos ainda. O que diferencia 2005 YU55 dos demais é seu tamanho. "Nas outras ocasiões em que grandes asteroides passaram tão perto não tínhamos tecnologia e conhecimento para tirar algum proveito do evento. Agora, com mais recursos, a aproximação será uma grande oportunidade para que os instrumentos em terra possam acompanhar e coletar grandes quantidades de dados", disse Wilson.
Quando
Segundo os últimos cálculos publicados pelo laboratório de Dinâmica do Sistema Solar da Nasa, SSD, 2005 YU55 deverá atingir o ponto de maior aproximação da Terra a 325 mil km de distância no dia 8 de novembro de 2011 às 23h28 UTC (20h28 pelo Horário Oficial de Brasília e 21h28 pelo Horário de Verão), cruzando o espaço a 13 km/s. No dia seguinte a rocha se aproxima da Lua e às 07h14 UTC atinge apenas 238 mil km de distância do nosso satélite.

Em 19 de abril de 2011 a rocha foi acompanhada "de perto" pelo radiotelescópio de Arecibo, instalado em Porto Rico. Nesta ocasião os cientistas puderam fazer as primeiras imagens do visitante, quando o asteroide estava a 2.3 milhões de quilômetros de distância. No entanto, devido à resolução de apenas 7.5 metros por pixel, as imagens não apresentam grandes detalhes.
"Quando 2005 YU55 retornar em novembro, esperamos obter imagens de 4 metros por pixel de resolução, que serão feitas com auxílio da antena da Rede do Espaço Profundo (Deep Space Network), instalada na Califórnia", disse o radioastrônomo Lance Benner, do JPL. "O asteroide estará sete veze mais perto e as imagens de radar deverão fornecer muito mais detalhes", completou.
Antes dele
Antes da aproximação de novembro, outro asteroide deverá se aproximar bastante da Terra. Trata-se de 2009 BD, uma rocha de 10 metros de comprimento que chegará a apenas 345 mil km de distância no dia 2 de junho. Da mesma forma que 2005 YU55, a aproximação não apresenta risco de colisão, mas a simples presença de asteroides nas vizinhanças da Terra mostra que a localização de rochas potencialmente perigosas deve ser tratada com bastante seriedade pelos governos dos países que detêm melhores tecnologias.


Artes: No topo, imagem do asteroide 2005 YU55 feita pelo radiotelescópio de Arecibo em 19 de abril de 2011, quando o objeto estaca a 2.3 milhões de quilômetros de distância. Na sequência, animação da aproximação do asteroide no dia 8 de novembro de 2011. Crédito: Nasa/SSD/Arecibo Observatory/Michael Nolan/JPL-Caltech/Apolo11.com.

sábado, 24 de setembro de 2011

Lua e a Atmosfera Terrestre

Fotografada pela tripulação da Expedição 28 a bordo da Estação Espacial Internacional, esta imagem mostra a lua, satélite da Terra. (..) A Terra perto do fundo a transição para a troposfera cor de laranja, a parte mais baixa e mais densa do A atmosfera da Terra. A troposfera termina abruptamente na tropopausa, que aparece na imagem como a fronteira nítida entre a atmosfera de laranja e de cor azul.
As nuvens azul-prateado noctilucentes se estendem muito acima da troposfera da Terra.
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Crédito de imagem: NASA
(tradução electrónica)

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Luz

 Linha azul fina
 
 Usando uma câmera fotográfica digital, a Estação Espacial Internacional Expedition Três tripulantes capturado um sol poente e a linha azul fina airglow no horizonte da Terra.
Alguns dos componentes da estação são recortados em primeiro plano.
Esta imagem foi obtida em 16 de setembro de 2001.
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Crédito de imagem: NASA

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Viagem à Lua

Sat, 10 set 2011 11:00:00 -0500
 Delta II envia foguetes sonda gêmea na primeira etapa de sua viagem lunar.
NASA lançamento comentarista George Diller:
10... 9.... 8... 7... 6... 5... 4... 3... 2... 1... zero e a decolagem do Delta II com Graal, em uma viagem ao centro da Lua!
Vôo comentarista Steve Agid:
Pressão da Câmara levantando-se em todas as seis aterrada motores sólidos.
Pressão da Câmara boa sobre os principais motores.
Pressão da Câmara bom em ambos verniers.
Pressão da Câmara bom em todas as seis motores iluminado por terra.
Vinte segundos da decolagem.
Temos 29 segundos. Mark. veículo de 29 segundos, Mach 1, agora vai transonic.
35 segundos.
38 segundos, MaxQ. Pressão dinâmica máxima (inaudível).
Chegando a marca de 45 segundos.
Mark. 45 segundos de, altitude 3,4 milhas náuticas. Distância de ponto 13.4 milhas náuticas.
Velocidade 1.742 quilômetros por hora.
A marca de um minuto. Mark. Um minuto da decolagem.
Prontos para sólidos burnout motor, 10 segundos, a partir de agora.
Pressão diminuir em sólidos.
Prontos para burnout. E temos de burnout.
Em pé para o Set. E temos de separação.
E temos a ignição sobre os três motores de airlit.
Os três motores de airlit vêm-se se a pressão da câmara.
Câmara de pressão sobre os motores airlit.
Um minuto e 39 segundos da decolagem, o veículo de Delta agora pesa apenas sobre a metade do que ele fez no lançamento expulsando propelente agora à taxa de cerca de 2.700 libras por segundo.
Um minuto, 50 segundos.
Altitude agora 21.8 milhas náuticas.
Distância de ponto 51 milhas náuticas.
Velocidade de 4.493 milhas por hora.
(Inaudível) e 30 segundos restantes agora sobre os nossos três motores de airlit.
Pressão da Câmara começa a declinar.
Nós temos um controle de bom motor no motor principal. Controle de bom motor nos verniers. Fixando-se para baixo para os lançamento inicial de transientes.
Prontos para a neutralização dos três motores airlit.
Temos burnout.
Prontos para a separação.
E temos de separação.

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Fonte: Nasa (tradução electrónica)

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Pólo Norte da Lua

Polo Norte da Lua
A Lua tem sido uma fonte inesgotável de fascínio pela humanidade há milhares de anos. Quando finalmente Apolo 11 pousou na superfície da Lua em 1969, a tripulação encontrou um orb desolado, sem vida, mas que ainda fascina cientista e não-cientista similar.
Esta imagem da região de polar norte da Lua foi tomada pelo Lunar Reconnaissance Orbiter câmera ou LROC. Um dos principais objetivos científicos de LROC é identificar regiões de sombra permanente e iluminação perto permanente. Desde o início da missão, LROC adquiriu milhares de imagens de grande ângulo câmera se aproxima do pólo norte. Estas imagens, cientistas produziram este mosaico, que é composto de 983 imagens tiradas durante um período de um mês durante o verão setentrional. Este mosaico mostra a pole quando ele é melhor illuminated, regiões que estão na sombra são candidatos à sombra permanente.
(tradução automática)
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Créditos: NASA / GSFC / Arizona State University

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Era uma vez uma estrela...

Uma estrela foi “engolida” por um buraco negro
Um buraco negro”engoliu” uma estrela numa das maiores e mais brilhantes explosões cósmicas observadas até agora, segundo a conclusão de 50 astrónomos de todo o mundo, que publicaram os seus resultados em dois trabalhos na revista científica Science.



O fenómeno ocorreu numa galáxia distante localizada a cerca de 3.800 anos-luz da Terra, que é o tempo necessário para chegar até nós a sua luz. Os investigadores, astrónomos de todo o mundo, observaram no passado dia 28 de Março uma radiação extremamente brilhante procedente da Galáxia do Dragão, vizinha da Via Láctea. Comparada com outras explosões semelhantes, que duram minutos, neste caso os intensos Raios X e Gama duraram semanas e em 48 horas reactivaram-se pelo menos 3 vezes.A estrela era 10 vezes mais pequena que o Sol, mas o buraco negro tinha uma massa superior 10.000 milhões de vezes.


A primeira pista sobre o que estava a ocorrer foi captada pelo satélite espacial Swift da NASA. Depois de ter sido lançado o alerta seguiu-se a observação do fenómeno com os melhores telescópios do mundo, entre eles o Grande Telescópio das Canárias, o Keck do Hawai, e também os telescópios espaciais Hubble e Chandra.


Os peritos coincidem ao explicar que o fenómeno se trata de um buraco negro no centro desta galáxia, que até agora permaneceu inactivo, entrando em actividade quando uma estrela passou perto do seu centro de gravidade, puxando-a e “engolindo-a” em espiral, como quando a água sai pelo ralo. O buraco negro, que gira sobre si mesmo, enviou dois fortes feixes de energia um para cima e outro para baixo e o segundo apontado exactamente para a Via Láctea, o que possibilitou a sua observação a partir da Terra.


Os astrónomos acreditam que será muito difícil voltar a ver este fenómeno nesta galáxia. No entanto, recordam que o buraco negro central da Via Láctea também parece inactivo, mas que também poderia engolir uma estrela que passasse perto do seu campo gravitacional. Felizmente, o Sol encontra-se no extremo da nossa galáxia, não correndo o risco de ser “engolido”.
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Créditos: Elmundo/Sapo

Nota - Este buraco negro fazia um "jeitão" cá em Portugal... Existe muita erva daninha a precisar de ser engolida!!

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Eclipse Lunar - 15 Junho

"A lua nasceu «escondida» esta quarta-feira, dia 15 de Junho devido a um eclipse total, o único visível em Portugal, dos seis previstos para 2011.


Foto Nuno Veiga / Lusa

O eclipse total da lua é um fenómeno astronómico em que a lua mergulha completamente na sombra da terra, o que sucede quando a lua cheia passa nos nodos da sua órbita ou na proximidade." in IOL

Clique no link e veja como "acontecem" os eclipses lunares...

http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultnot/multi/2011/06/09/04024E1B376ADCB11326.jhtm?veja-como-acontece-um-eclipse-lunar
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Créditos: Portal UOL

domingo, 12 de junho de 2011

Marte mais "in"

Uma equipa de cientistas portugueses identificou os lugares de Marte onde é mais provável que possa existir vida e, ao mesmo tempo, menos inóspitos para os astronautas que venham um dia a aterrar no "planeta vermelho".
O geólogo Ivo Alves, da Universidade de Coimbra, disse à agência Lusa que o trabalho da sua equipa permitiu identificar os locais de Marte onde existem campos magnéticos que protegem a superfície do planeta e quaisquer formas de vida que possa albergar.

Ivo Alves explicou que "há 3500 milhões de anos", Marte teve um campo magnético a protegê-lo das radiações cósmicas, tal como a Terra tem, permitindo assim que a vida se desenvolva e evolua.
Mas o núcleo de Marte deixou de girar, é hoje sólido e não produz um campo magnético global para todo o planeta. O que resta são campos magnéticos "cristalizados nas rochas" que garantem que "zonas com milhares de quilómetros quadrados" têm proteção das radiações cósmicas.
"Esses campos remanescentes podem ter preservado das radiações e permitido que houvesse evolução", referiu o cientista, explicando que é nessas zonas que será "mais interessante apontar esforços para encontrar vida".
Ao mesmo tempo, quando um dia aterrarem seres humanos em Marte, poderão nessas zonas encontrar maior proteção sem terem que a levar consigo da Terra.
Apesar de o clima de crise financeira não ser propício a aventuras extraterrestres, Ivo Alves afirmou que "já existe tecnologia na Europa para colocar um astronauta em Marte", um projeto que teria mais hipóteses numa colaboração de vários países com mais meios, como a França, a Alemanha e Itália.
"Ou então será um país como a China, que pode tirar uma grande fatia do seu orçamento" para ir à conquista de Marte, apontou.
De qualquer maneira, para já a tendência é usar "o mais rápido, o mais pequeno e o mais barato": sondas não tripuladas e robôs.
Foi justamente com dados transmitidos pela sonda Mars Odyssey que a equipa de Ivo Alves, que incluiu ainda um biólogo e um astrónomo, conseguiu fazer o mapa das zonas com maiores campos magnéticos.
No total, analisaram "23 milhões de registos" da sonda, que leu os níveis de radiação a cada momento. Depois, foi descobrir de que locais vinham as leituras.
As conclusões deste e de outros estudos vão ser apresentadas a partir de segunda-feira numa conferência internacional sobre a habitabilidade em Marte, que decorre em Lisboa, numa organização conjunta das agências espaciais europeia e americana e da Universidade de Coimbra.
Especialistas de todo o mundo vão debater os avanços mais recentes no estudo das condições do planeta Marte que os cientistas admitem poder albergar vida.

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Creditos: SAPO

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Marte está a mudar...

A nave espacial da NASA revela mudanças dramáticas na atmosfera de Marte

WASHINGTON - A sonda Mars Reconnaissance Orbiter (MRO), descobriu o valor total da atmosfera de Marte sobre as mudanças dramaticamente como a inclinação do eixo do planeta varia. Este processo pode afetar a estabilidade da água em estado líquido, se ela existe na superfície marciana e aumentar a freqüência ea severidade das tempestades de poeira marciana.


Os investigadores que usam MRO radar penetrante do solo identificado um depósito grande, enterrada de dióxido de carbono congelado, ou gelo seco no pólo sul do planeta vermelho. Os cientistas suspeitam que grande parte desse dióxido de carbono entra na atmosfera do planeta e incha em massa da atmosfera aumenta, quando Marte inclinação. Os resultados são publicados em um relatório na revista Science.

O depósito recém-descoberto tem um volume semelhante a quase 3.000 Lago Superior de quilômetros cúbicos. O depósito tem capacidade para até 80 por cento mais dióxido de carbono a atmosfera marciana hoje. poços colapso causado por sublimação do gelo seco e outros indícios sugerem que o depósito está em fase de dissipação, acrescentando gás para a atmosfera a cada ano. A atmosfera de Marte é cerca de 95 por cento de dióxido de carbono, em contraste com a atmosfera muito mais espessa da Terra, que é inferior a 0,04 por cento de dióxido de carbono.

"Nós já sabíamos há uma pequena tampa perene de gelo de dióxido de carbono em cima do gelo de água lá, mas esse depósito enterrado tem cerca de 30 vezes mais gelo seco do que o estimado anteriormente", disse Roger Phillips, do Southwest Research Institute em Boulder, Colo . Phillips é vice-líder da equipe para o instrumento MRO Radar rasas e principal autor do relatório.

"Nós identificamos o depósito de gelo seco, determinando a assinatura radar encaixar as características das ondas de rádio-transmissão de dióxido de carbono congelado muito melhor do que as características da água congelada", disse Roberto Seu da Universidade Sapienza de Roma, líder de equipe do Radar rasas e um co-autor do novo relatório.
Uma evidência adicional veio de correlacionar o depósito de recursos de sublimação visível típico de gelo seco.
"Quando você incluir esse depósito enterrado, certo de dióxido de carbono de Marte é agora cerca de metade congelado e metade na atmosfera, mas em outros momentos ele pode ser congelado quase todos ou quase todos na atmosfera", disse Phillips.

O aumento ocasional na atmosfera reforçaria ventos, lofting mais poeira e levando a tempestades de poeira mais freqüentes e mais intensas. Outro resultado é um espaço alargado sobre a superfície do planeta onde a água líquida poderia persistir sem ferver. Modelagem com base na variação conhecida na inclinação do eixo de Marte sugere mudanças várias vezes na massa total da atmosfera do planeta pode acontecer em prazos de 100 mil anos ou menos.

As mudanças na densidade atmosférica causada pelo aumento de dióxido de carbono também seria amplificar alguns efeitos das mudanças causadas pela inclinação. Pesquisadores ligados a massa do depósito de dióxido de carbono enterrado em modelos climáticos para o período em inclinação de Marte e propriedades orbitais maximizar a quantidade de sol de verão atingindo o pólo sul. Eles descobriram que em tais ocasiões, global, a pressão do ar durante todo o ano médio é de aproximadamente 75 por cento maior do que o nível atual.

"A Mars inclinado, com uma atmosfera de dióxido de carbono mais espessa provoca um efeito estufa que tenta aquecer a superfície marciana, enquanto mais espessa e mais tempo de vida das calotas polares tentar resfriá-la," disse o co-autor Robert Haberle, cientista planetário da NASA Ames Research Center, em Moffett Field, Califórnia "Nossas simulações mostram as calotas polares se resfria mais do que o efeito estufa aquece. Ao contrário da Terra, que tem uma atmosfera densa e úmida, que produz um forte efeito estufa, a atmosfera de Marte é muito fina e seca para produzir como forte efeito estufa como o da Terra, mesmo quando você dobra seu teor de dióxido de carbono. "

O Radar Rasa, um dos seis instrumentos da MRO, foi fornecida pela Agência Espacial Italiana e suas operações são conduzidas pelo Departamento de Informação, Engenharia Electrónica e Telecomunicações na Universidade Sapienza de Roma. Jet Propulsion Laboratory da NASA em Pasadena, Califórnia, administra o projeto de MRO da NASA para a Ciência Mission Directorate, na sede da agência em Washington. Lockheed Martin Space Systems de Denver construiu a nave espacial.

Para mais informações sobre MRO, visite: http://www.nasa.gov/mro
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Créditos: Nasa
(tradução electrónica)

sábado, 19 de março de 2011

A Lua acabou de "nascer".... super Lua

A Lua aqui tão perto

Hoje à noite teremos uma Lua cheia muito especial, não apenas por ser a maior dos últimos 18 anos, mas também porque neste século só haverá 20 super-luas cheias semelhantes a esta. É uma oportunidade única para passarmos a noite em branco.

(Apesar de apelidada de 'super-lua', os especialistas afirmam que as pessoas terão de olhar com atenção para conseguirem ver a diferença de 0,3 por cento no tamanho da Lua. Esta é a primeira vez, desde 19 de Janeiro de 1992, que a Lua se aproximou tanto da Terra.)



Hoje à noite teremos uma Lua cheia muito especial, não apenas por ser a maior desde 1993, mas também porque no século XXI só haverá 20 super-luas cheias semelhantes a esta, entre um total de 245.

Será uma noite deslumbrante, clara, límpida, plena, com um romantismo também muito especial, até porque coincide com o início da primavera. Enfim, é uma oportunidade única para passarmos a noite em branco. E em boa companhia...

Afinal de contas, a Lua é um dos maiores satélites naturais do nosso Sistema Solar, é a principal responsável pelas marés, e a tendência de os oceanos acompanharem o movimento da sua órbita atrasa em 0,002 segundo por século o movimento de rotação da Terra.

Filha da Terra
Parece uma ninharia, mas é por essa razão que a Lua se afasta do nosso planeta três centímetros por ano, em média. Apesar disso, é uma verdadeira filha da Terra, pelo menos a acreditar na teoria científica com mais adeptos.

Essa teoria, conhecida por Big Splash, diz que havia um planeta chamado Theia, com a dimensão de Marte, que no início da formação da Terra, há mais de quatro mil milhões de anos, chocou com ela, desintegrou-se e espalhou pelo espaço enormes pedaços de rocha no estado líquido.

Estes pedaços, parecidos com os asteroides que circulam entre Marte e Júpiter, foram-se juntando pouco a pouco, por ação da força de gravidade da Terra, e acabaram por formar o nosso único e romântico satélite natural, que nos acompanha sempre na nossa viagem pelo cosmos.

18 anos depois
Na última vez em que a Lua esteve tão perto da Terra como estará hoje à noite, Bill Clinton tinha apenas dois meses como Presidente dos EUA. Enfim, parece que foi há muito tempo, porque depois de Clinton já tivemos George W. Bush e Barack Obama à frente dos destinos da maior potência do planeta.

De acordo com David Luz, investigador do Observatório Astronómico de Lisboa, o perigeu da Lua (o ponto mais próximo da Terra, que sucede a cada 27,3 dias) atingirá o seu valor mais baixo desde o mínimo histórico de 8 de março de 1993.

"Isto sucede pela ação de outros astros, que influenciam a órbita da Lua", refere o astrónomo. Na prática, a Lua estará cerca de 6500 km mais perto, já que o valor médio do perigeu é cerca de 363 mil quilómetros.

Uma benesse para os astrónomos a observarem melhor, porque para além da Terra, a Lua é o único astro cuja geologia conhecemos em detalhe. Não apenas por estar tão perto de nós, mas também porque já deixámos as nossas pegadas no seu solo poeirento.
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As razões da Lua super-cheia....

Sábado vamos poder ver a maior lua cheia dos últimos 18 anos

O mundo vai poder observar a maior lua cheia das últimas duas décadas no próximo sábado. Como é véspera de equinócio, quem paga é a Páscoa, que se vê este ano empurrada para mais tarde no calendário.

No dia 19 de março, a lua vai parecer invulgarmente maior, porque vai ficar tão próxima da Terra como não acontecia há 18 anos, explicou à Lusa Rui Jorge Agostinho, diretor do Observatório Astronómico de Lisboa (OAL).

O fenómeno de aproximação da lua à Terra é designado perigeu (oposto ao apogeu , quando está mais afastada), explica-se por a órbita deste satélite não ser circular, mas elíptica, e não é invulgar, acontecendo todos os anos.

O que acontece de extraordinário este ano é explicado pelo astrónomo: "A forma da elipse, a excentricidade da elipse, varia periodicamente, às vezes é mais alongada, outras mais curta. Alguns dos perigeus que ocorrem sucessivamente são mais próximos do que outros".

"A coincidência é haver um perigeu desses muito próximos e que também coincide com a lua cheia, e isso dá uma lua maior do que o habitual", acrescentou.

4000 quilómetros mais próxima
Nelma Silva, do núcleo de divulgação do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto , especificou que este perigeu vai fazer com que a lua esteja a cerca de 356 mil quilómetros da Terra, enquanto que em média está à volta dos 360 mil quilómetros de distância.

Isto equivale a dizer que a lua se aproximará da Terra cerca de quatro mil quilómetros, sendo 12% maior, à vista humana, especificou.

Mas os fenómenos astronómicos do próximo fim-de-semana não se ficam por aqui: no domingo há o equinócio da primavera , dia que marca a mudança da estação e em que o dia e a noite têm exatamente a mesma duração.

Mas esta coincidência temporal não tem qualquer consequência a não ser atrasar o domingo de Páscoa.

Como explicou Nelma Silva, a Páscoa é um feriado católico, mas a data é calculada em função da astronomia: celebra-se no primeiro domingo a seguir à primeira lua cheia após o equinócio.

Uma vez que este ano há uma lua cheia imediatamente antes do equinócio, há que esperar pela próxima lua cheia e pelo domingo que se segue.

O mito das catástrofes naturais
Quanto à influência que a aproximação da lua pode ter sobre a Terra, designadamente desencadear catástrofes naturais, como se tem especulado ao longo dos anos, os cientistas afastam completamente essa hipótese.

Segundo David Luz, investigador do Centro de Astronomia e Astrofísica, do OAL, a lua exerce influência sobre as marés.
"Haverá uma amplitude das marés ligeiramente maior. Por exemplo, no porto de Lisboa o Instituto Hidrográfico prevê para a altura da praia-mar 4,27 metros e baixa-mar de 0,20 metros, enquanto na lua cheia precedente as alturas foram de 4,21 e 0,12 metros", afirmou.

Apenas isso e nada de sismos, já que o "comportamento da Terra depende do movimento das placas tectónicas, que por sua vez depende do movimento do magma no interior da Terra. São fenómenos muito lentos e independentes do movimento da lua em torno da Terra".

Existe, contudo, uma correlação documentada entre as atividades humanas (explosões em pedreiras, perfuração petrolífera, grandes obras) e a sismicidade, assegurou.

"Se admitirmos que as marés podem ter um efeito de desencadear um sismo no caso de existirem fortes tensões acumuladas, então também temos de admitir que as atividades humanas podem ter o mesmo efeito".
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Créditos: Expresso Online

sábado, 15 de janeiro de 2011

Fotos Eclipse

Estátua e Eclipse
(Fotografia de ChinaFotoPress / Getty Images)

A luz do início da 15 de janeiro de 2010, eclipse anular banha uma estátua em um parque na província de Fujian, China .
O eclipse anular começou na China em 16:41, hora local. Para as pessoas no caminho do eclipse, que demorou cerca de três horas e meia para a lua cruzar totalmente o disco solar.



quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

In verno

Terça, 21 de Dezembro
‎23h38m - Este instante marca o início do Inverno no Hemisfério Norte.
 Esta estação prolonga-se por 88,99 dias até ao próximo Equinócio que ocorre a 20 de Março de 2011 às 23h21m.
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Créditos: Observatório Astronómico de Lisboa.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Visita de Asteróides

Asteróide passa perto da Terra quando forem 11h51 (daqui a 20 minutos.....)


A NASA revelou hoje que dois asteróides estão a aproximar-se da Terra e deverão passar próximo do nosso planeta a uma distância semelhante à que se encontra a Lua.



O telescópio Catalina Sky Survey, localizado nas montanhas de Santa Catalina, no Arizona, e operado conjuntamente pelas Universidades do Arizona e Nacional Australiana com o patrocínio da NASA, descobriu os asteróides no domingo.

A NASA adianta que nenhum asteróide vai atingir a Terra. Serão visíveis com um simples telescópio e o primeiro, o asteróide 2010 RX30, deverá passar a 247 mil quilómetros da Terra pelas 11h51 (hora de Portugal). Tem entre 9 e 19 metros. O segundo asteróide, 2010 RF12, é esperado às 21h12. Tem entre 6 e 14 metros, e deverá passar a 78,8 (mil??) quilómetros da Terra.

Os dados captados pelo telescópio já foram analisados num centro especializado para determinar as órbitas preliminares e cálculo da distância a que se encontravam os dois asteróides.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***
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Créditos: Jornal I - Marta F. Reis com Agência Lusa , Publicado em 08 de Setembro de 2010

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

A Lua está a encolher

Imagens recentes revelam retracção de 100 metros nos últimos mil milhões de anos
A Lua está a ficar mais pequena. Segundo imagens da NASA, o satélite da Terra está a «encolher como uma maçã velha» e nos últimos mil milhões de anos «retraiu 100 metros», revela a revista Science, informa a France Press.

A NASA explica a contracção da lua pelo arrefecimento interno do único satélite natural da Terra. As imagens mostram modificações na superfície da Lua não detectadas anteriormente, e indicam que o diâmetro «retraiu cerca de 100 metros num curto período de tempo», explicou Thomas Watters, do Museu Nacional do Ar e do Espaço e principal autor desse trabalho.

As conclusões foram tiradas graças às fotografias registadas pelas poderosas objectivas posicionadas a bordo da Sonda de Reconhecimento Lunar (LRO), um instrumento espacial que a NASA colocou na órbita da Lua em Junho de 2009.

As fotografias revelam a existência de «escarpas onduladas» no solo da Lua. Estas formações situam-se principalmente nas regiões lunares de média altitude, em volta de todo o satélite. A contracção e o «enrugamento» da superfície lunar seriam, assim, consequências do arrefecimento do interior da Lua.

Esses traços geológicos já tinham sido fotografados próximos ao equador da Lua por câmaras panorâmicas durante as missões Apollo 15, 16 e 17, no início dos anos 70. Mas 14 novas escarpas desconhecidas apareceram nas imagens de alta definição do LRO.

«Um dos aspectos mais impressionantes dessas ondulações lunares é o facto de que elas parecem relativamente recentes», observou Thomas Watters.
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Créditos: Iol

sábado, 14 de agosto de 2010

Chuva de Estrelas

Mundo voltou a ver a chuva de estrelas. Foi na madrugada de 12 para 13, quando entraram na atmosfera terrestre pequenos detritos, dezenas por hora, deixados pelo cometa Swift-Tuttle, cuja cauda cruza a órbita da Terra.

Na madrugada de quinta-feira para sexta-feira, o brilho da lua não apagou a chuva de estrelas. Como o céu se apresentava limpo, foi possível observar, um pouco por todo o mundo, dezenas de meteoros (designação científica adotada pelo Observatório Astronómico de Lisboa) por hora a cruzarem o espaço. Este ano, o fenómeno foi visto com mais espetacularidade no hemisfério Norte.

É um acontecimento anual, observado há mais de 2000 anos, e tem origem nos detritos deixados pelo cometa "Swift-Tuttle".

A cada 133 anos, o cometa "Swift-Tuttle" cruza o sistema solar, deixando para trás um rastro de poeira e detritos. Quando a Terra passa pela região, os fragmentos chocam-se com a atmosfera e se desintegram em explosões de luz.

Chuva de meteoros das Perseidas
A chuva de meteoros das Perseidas (assim chamados porque os meteoros vêm da direção da constelação de Perseus) pode ser observada desde finais de Julho até finais de Agosto, mas foi na madrugada de 12 para 13 que apareceu em todo o seu esplendor.

O evento em toda a sua beleza foi desfrutado no campo, longe das luzes das cidades. Os meteoros, pequenos pedaços rochosos, a maioria menor que uma ervilha, tornam-se luminosos devido à grande velocidade com que cruzam o céu.

Segundo o Observatório Astronómico de Lisboa, a velocidade média de entrada dos cometas é de 212.400 km/h e o atrito na atmosfera aumenta a temperatura até ficarem incandescentes.

As chuvas de meteoros ocorrem aproximadamente na mesma data em cada ano, e recebem nomes relacionados com as constelações a partir das quais os pontos radiantes parecem surgir.

http://aeiou.expresso.pt/chuva-de-estrelas=f598961

http://www.youtube.com/watch?v=hzi8Q2DKvwM

Ver mais
http://www.astronomia.org/2010/calfugaces.pt.html

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Créditos: Expresso onLine Maria Luiza Rolim (www.expresso.pt)

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Eclipse total apagará o Sol este Domingo

O fenómeno que durará apenas cinco minutos será visível no sul do Oceano Pacífico, sobrevoará a Polinésia e extinguir-se-à no Chile.
O primeiro eclipse total do sol de 2010 promete ser um dos mais belos dos últimos anos já que terá lugar num dos lugares mais belos e selvagens de todo o mundo.
Serão poucos os privilegiados que poderão observar este fenómeno, sendo que não existe muita terra firme e as ilhas povoadas da zona não têm muitos habitantes, mas este presente natural será capturado por milhares de “caçadores” fanáticos por este tipo de acontecimento.
O ponto mais concorrido para assistir a este fenómeno será Rapa Nui, na Ilha de Páscoa, pelas suas maravilhas gastronómicas e pelas boas condições proporcionadas pelo local.
“É um eclipse muito especial numa zona única, e as previsões meteorológicas são boas”, assinala Juan Pedro Gomez Sanchez, um dos afortunados que verá ao vivo este espectáculo natural.
O eclipse terá início pelas 17.27 horas (GMT) na Nova Zelândia, local onde não será visível, e estender-se-à até a Polinésia francesa , Oceano Pacífico, Ilha de Páscoa até chegar à Península Patagónia chilena, onde terminará.
A sua duração máxima será de cinco minutos e 20 segundos nas águas no Oceano Pacífico.
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Créditos: JN online

quarta-feira, 7 de julho de 2010

UNIVERSO

O satélite Planck, concebido para ajudar a entender melhor o início e o destino do Universo, enviou a primeira imagem da abóbada celeste, um verdadeiro tesouro de dados para os astrónomos, anunciou nesta segunda-feira a Agência Espacial Europeia (ESA).

Satélite Planck envia primeira imagem do conjunto do Universo

                                                              05 de Julho de 2010


"A primeira imagem do céu completo obtida pelo Planck constitui um extraordinário tesouro, repleto de dados inéditos para os astrónomos", explica a agência em comunicado.

Planck registra a radiação cósmica de fundo em microondas (CRMB, da sigla em inglês), a luz mais antiga do cosmo, em torno de 380.000 anos depois do Big Bang, que deu origem a nosso Universo. Esta radiação "fóssil" estende-se por todo o céu e constitui-se, de acordo com os cientistas, no "rastro indelével que o Universo deixou da sua juventude".

O mapa das flutuações dessa radiação deverá avançar o conhecimento sobre a geometria do Universo, o ritmo da sua expansão e o futuro previsível.

"Abrimos a porta através da qual os cientistas poderão buscar os elos perdidos que permitirão compreender como se formou o Universo e como evoluiu desde então", explica no comunicado David Southwood, director de Ciência e Exploração Robótica da ESA, afirmando que a qualidade da imagem é "altíssima".

Colocado em órbita em Maio de 2009, o Planck, localizado a 1,5 milhões de quilómetros da Terra, continuará a obter dados até ao início de 2012.
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Créditos: SAPO/AFP

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Sol - Sempre diferente mas sempre o mesmo

NASA divulga imagem inédita do Sol

A NASA divulgou imagens inéditas do Sol, tiradas com a ajuda do Solar Dynamics Observatory.

A NASA divulgou imagens inéditas do Sol, tiradas com a ajuda do Solar Dynamics Observatory (SDO). Foi no dia 11 de Fevereiro que a NASA lançou ao espaço o Solar Dynamics Observatory, equipamento que vai estudar o Sol durante cinco anos. Agora, o aparelho começa a enviar imagens que permitem compreender melhor a dinâmica da nossa estrela mais próxima.

Os dados enviados pelo SDO ajudam a entender o papel que o Sol exerce na química da atmosfera e no clima terrestre. Algumas das imagens já mostram detalhes inéditos de materiais ejectados na da superfície da estrela. O complexo campo magnético é convertido nas violentas tempestades, gerando nuvens enormes de material que vêm em direção à Terra e causam tempestades magnéticas.

Uma das imagens inéditas reveladas pela agência espacial norte-americana mostra diferentes comprimentos de ondas de infravermelhos, indicando temperaturas distintas nos gases.
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Créditos: Sapo onLine

sábado, 20 de março de 2010

Sidereus Nuncius

Livro de Galileu lançado hoje (17 Março 2010) no encerramento do Ano Internacional da Astronomia

O lançamento da tradução portuguesa do primeiro livro de Galileu, "Sidereus Nuncius", e uma conferência marcam o encerramento do Ano Internacional da Astronomia em Portugal. A cerimónia decorre hoje na Fundação Calouste Gulbenkian.

É a primeira tradução feita em Portugal da obra Sidereus Nuncius, publicada há precisamente 400 anos, em Março de 1610. Nela, Galileu revelou as primeiras observações astronómicas feitas com o auxílio de um telescópio, incluindo descobertas que geraram um aceso debate científico na época: as irregularidades da face da Lua, os satélites de Júpiter, a existência de um número de estrelas muito superior às que até então se conheciam.

O Mensageiro das Estrelas, na tradução portuguesa, é considerado "uma das obras mais importantes do pensamento ocidental e um marco na História da Astronomia", afirmou João Fernandes, comissário do Ano Internacional da Astronomia em Portugal, à agência Lusa.

A presente tradução é da responsabilidade de Henrique Leitão, investigador do Centro Interuniversitário de História das Ciências e da Tecnologia e coordenador da edição completa das obras de Pedro Nunes, lançadas pela Fundação Calouste Gulbenkian. O volume inclui, para além da tradução, um estudo de Henrique leitão, uma cronologia e um facsimile da edição original.

Nesta sessão de encerramento vai ser também inaugurada a exposição"A astronomia no Portugal de hoje".

Em Portugal, o Ano Internacional da Astronomia foi coordenado pela Sociedade Portuguesa de Astronomia, com o apoio da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, da Fundação Calouste Gulbenkian, do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, da Agência Nacional Ciência Viva e da European Astronomical Society. As actividades do AIA2009 incluíram cerca de 2000 eventos e envolveram milhares de pessoas (ver balanço do AIA2009).

Ao longo de todo o ano, a comissão do AIA2009 publicou artigos de divulgação e análise num espaço semanal incluído no SAPO Notícias - não só sobre as actividades, mas também sobre descobertas, curiosidades e novas imagens captadas pelos grandes telescópios astronómicos. Veja aqui os artigos publicados.
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Créditos; sapo Livros