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quarta-feira, 29 de maio de 2013

Lixo limpo


10 cidades que multam quem atira lixo para o chão

10 cidades que multam quem atira lixo para o chão

Numa altura em que Lisboa poderá ficar uma semana sem recolha de lixo – de 10 a 17 de Junho – conheça 10 das cidades mais limpas do mundo. São urbes que multam quem atira lixo para o chão – algumas chegam a penalizar fortemente esta infracção, inclusive com penas de prisão.
Austin, Estados Unidos (na foto)
Austin é apenas uma das cidades do Texas que prevê multas de até €390 (R$1.030) para quem coloca até dois quilos de entulho na rua. O lixo atirado para o chão entra nesta regra, sendo que a multa aumenta conforme o peso do lixo. Se estivermos a falar de resíduos comerciais, a multa pode chegar aos €7.750 (R$20.500)
Cidade do Cabo, África do Sul
Na Cidade do Cabo, as multas variam entre €40 (R$105) os €800 (2.120). Em alguns casos, pode ocorrer a prisão de seis meses a dois anos, para situações mais sérias. A lei determina que é ilegal atirar qualquer tipo de lixo em locais públicos ou que tenham acesso público, o que inclui ruas e propriedades desocupadas.
Dubai, Emirados Árabes Unidos
É considerada uma das cidades mais limpas do mundo, sendo proibido cuspir em público, atirar lixo ou pontas de cigarro para o chão.
Dublin, Irlanda
Dublin é uma das muitas cidades globais onde há multas para quem atira lixo para as ruas. A cidade gasta mais de €31 milhões (R$ 82,5 milhões), todos os anos, com a remoção de entulho e limpeza das ruas. As multas variam entre €150 euros (R$400) e os €3 mil (R$7.960).
Edimburgo, Escócia
Atirar lixo para a rua, em Edimburgo, pode valer uma multa de €58 (R$155). Se a multa não for paga o valor aumentar e será feito um relatório ao procurador fiscal.
Hong Kong, China
Esta cidade não perdoa o lixo. Deitá-lo para a rua ou deixar fezes de animais em locais públicos vale uma multa de €155 (R$410). Também é proibido alimentar pombos e outros pássaros.
Londres, Inglaterra
É outra cidade britânica que impõe, desde 2005, regras duras para quem comete crimes ambientais que degradam as ruas. Atirar beatas de cigarros e pastilhas elásticas para o chão incluem-se nesta lista.
Miami, Estados Unidos
Uma lei estadual determina uma multa para quem atirar lixo para as ruas de Miami. As multas vão de €40 (R$105) até €7.750 (R$20.565). Ah, e a obrigatoriedade de retirar o respectivo lixo.
Paris, França
Há uma campanha de publicidade, nas ruas de Paris, que avisa os cidadãos para as multas de atirar lixo para o chão. Os pagamentos podem ir até aos €65 (R$175).
Singapura
Esta é outra das cidades com pesadas multas para quem atira lixo para o chão. A multa começa nos €235 (R$615) e pode ir até aos €3.875 (R$10.285). Por alguma razão a cidade já foi considerada a mais limpa do mundo.
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Créditos: greensavers.sapo.pt

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Tem tudo a ver, mas não tem nada a haver!

Muita gente confunde as expressões “ter a ver” e “ter a haver”, que têm significados muito diversos.

Quanto à primeira, tem-se generalizado em detrimento de “ter que ver”, que é mais antiga (e considerada mais correcta, até porque o uso da preposição a parece resultar da influência da língua francesa) e significa “estar relacionado”.

A segunda só deve usar-se quando quem “tem a haver” tem para receber ou recuperar algo (dinheiro, em muitos casos). Por exemplo: "tenho a haver cinco euros."

Assim, não devemos dizer nem escrever frases como “isso não tem nada a haver com o assunto”, muito menos “isso não tem nada haver com o assunto”.

Para mais esclarecimentos sobre estas expressões, consultem as diversas respostas que o Ciberdúvidas tem dado a perguntas dos leitores sobre o assunto.
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Créditos: http://linguamodadoisec.blogspot.com/2007/02/tem-tudo-ver-mas-no-tem-nada-haver.html

Português....

Educação

Assim vai o português. "Os professores têm de estudar mais"
Novo livro da Fundação dirigida por António Barreto é uma reguada no ensino do português


Nos anos 1980, Maria do Carmo Vieira, formada em românicas, deixou de querer dar Francês. "Os textos passaram a ser só sobre queijos e cantores pirosos. A gramática era reduzida e o pretérito perfeito passou a ser considerado um conhecimento passivo, não era para ser ensinado", conta ao i. Admite, perante o fumo, não ter havido uma mobilização maior da classe, que contribuiu para o estado do ensino. "Nós não acreditámos que isto havia de se concretizar e por isso deixámos andar", lamenta. A leitura não é derrotista, mas um mea culpa com vontade de participar na solução.

Dedicou-se de corpo e alma ao Português - que ensina há 34 anos - e foi uma das mentoras do movimento contra o novo acordo ortográfico. Foi a experiência que motivou o convite do sociólogo António Barreto para assinar o primeiro de uma colecção de três de livros da Fundação Francisco Manuel dos Santos - criada no ano passado para aprofundar o conhecimento sobre o país. O ensaio "O Ensino do Português" chega hoje às bancas e é uma reguada à educação nacional e ao ensino da língua materna.

Os problemas vão da pedagogia à ilusão criada pelo programa Novas Oportunidades, explica a professora de 58 anos. A escola, na sua opinião, passou a ser "porta-voz do absurdo", uma metamorfose a que não faltam exemplos - a recomendação para transformar os "Morangos com Açúcar" em série educativa, promovendo a sua análise nas aulas, é um dos que aparece no livro. "Os professores têm de estudar mais. Não podem aceitar as aulas como receitas que se tiram dos manuais. Não podemos despirmo-nos de nós próprios e perguntarmos aquilo que nos dizem para perguntarmos", diz a autora que vê a distorção da pedagogia, com estatísticas positivas a mascarar o facilitismo ou o aumento da permissividade, com sinais de um objectivo maior: "Fazer com que as pessoas não pensem."

As críticas acentuam-se quando o tema é a polémica Terminologia Linguística para os Ensinos Básico e Secundário (TLEBS) ou a iniciativa Novas Oportunidades. A primeira, entende Maria do Carmo Vieira, veio afundar o lugar da gramática tradicional. "Impõem-se aspectos estéreis da língua, quando o importante é interiorizar a gramática. Não sabendo os tempos verbais, as conjunções, os advérbios, é evidente que não se pode falar bem a sua língua, e quando não se sabe falar bem não se sabe pensar bem", defende. Neste campo, Paulo Feytor Pinto, presidente da Associação de Professores de Português, diz ao i que a falta de visão sobre a gramática já existe há mais de 30 anos. "O que nós fizemos foi convidar o Ministério da Educação a criar uma terminologia única e foi o Carmo e a Trindade", diz.

Já a iniciativa Novas Oportunidades na opinião de Maria do Carmo Vieira, é um "sistema perverso": por um lado contraria as expectativas dos candidatos que pensam que vão regressar à escola para se cultivarem, por outro "cria a ilusão de terem obtido uma equivalência ao básico ou ao secundário, que não existe, é fraudulenta", escreve a autora. O balanço é negativo mesmo no mercado de trabalho, afirma. "Há empresas que preferem os alunos que fizeram o ensino recorrente aos das Novas Oportunidades. Se se questionassem estes alunos sobre determinados conhecimentos via-se logo a diferença."

Mal geral Se o tema do ensaio é o português, não faltam considerações sobre a nuvem que paira há anos sobre a educação - onde pesam professores transformados em máquinas, e nos últimos anos com medo da avaliação. "Há momentos em que temos de desobedecer. Os alunos confiam em nós e isso não pode ser abandalhado", apela, como síntese de um trabalho que pretende que seja uma bandeira branca para o debate.

Especialistas contactados pelo i concordam que a falta de paz na educação está na origem de muitos dos problemas. "Há falta de paz nas escolas com guerras entre os professores e o Ministério da Educação nos últimos dois mandatos de governo. Nunca sabemos o que vai acontecer e isso reflecte-se nos alunos que vivem na incerteza", diz ao i Jaime Pinho, do Movimento Escola Pública. Paulo Feytor Pinto aponta ainda o descrédito das instituições: "A sociedade não acredita na escola, nem no papel que a escola tem na formação da personalidade dos jovens."

São unânimes ao considerar que os problemas do português são graves, por serem estruturantes. "Dá-se cada vez menos importância à língua falada e escrita, e há ausência de rigor. Os professores tornaram-se instrumentos de lógicas facilitadoras", diz João Grancho, da Associação Nacional de Professores. Feytor Pinto apresenta uma lista de lacunas: falta de critérios de avaliação no sistema educativo, a carga horária (três horas por semana) é insuficiente e a pressão excessiva dos exames. "Portugal é o país na UE com menos horas para a língua materna", adianta. "O sistema educativo português é uma manta de remendos", remata o responsável. É por aqui que passa a mudança, acredita Maria do Carmo Vieira. "Não podemos esperar que outros remedeiem o mal e ponham fim aos nossos lamentos", cita no fim do livro.
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Créditos: Texto - Cláudia Garcia e Marta F. Reis , Jornal i online
Publicado em 14 de Junho de 2010 .
Foto: Net

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Obama e a escola

MANIFESTO DE OBAMA PARA OS ALUNOS
Leia e guarde esta lição
Publicado em 09 de Setembro de 2009
O presidente falou ontem aos alunos da América
Sei que para muitos de vocês hoje é o primeiro dia de aulas, e para os que entraram para o jardim infantil, para a escola primária ou secundária, é o primeiro dia numa nova escola, por isso é compreensível que estejam um pouco nervosos. Também deve haver alguns alunos mais velhos, contentes por saberem que já só lhes falta um ano. Mas, estejam em que ano estiverem, muitos devem ter pena por as férias de Verão terem acabado e já não poderem ficar até mais tarde na cama.

Também conheço essa sensação. Quando era miúdo, a minha família viveu alguns anos na Indonésia e a minha mãe não tinha dinheiro para me mandar para a escola onde andavam os outros miúdos americanos. Foi por isso que ela decidiu dar-me ela própria umas lições extras, segunda a sexta-feira, às 4h30 da manhã.

A ideia de me levantar àquela hora não me agradava por aí além. Adormeci muitas vezes sentado à mesa da cozinha. Mas quando eu me queixava a minha mãe respondia-me: "Olha que isto para mim também não é pêra doce, meu malandro..."

Tenho consciência de que alguns de vocês ainda estão a adaptar-se ao regresso às aulas, mas hoje estou aqui porque tenho um assunto importante a discutir convosco. Quero falar convosco da vossa educação e daquilo que se espera de vocês neste novo ano escolar.

Já fiz muitos discursos sobre educação, e falei muito de responsabilidade. Falei da responsabilidade dos vossos professores de vos motivarem, de vos fazerem ter vontade de aprender. Falei da responsabilidade dos vossos pais de vos manterem no bom caminho, de se assegurarem de que vocês fazem os trabalhos de casa e não passam o dia à frente da televisão ou a jogar com a Xbox. Falei da responsabilidade do vosso governo de estabelecer padrões elevados, de apoiar os professores e os directores das escolas e de melhorar as que não estão a funcionar bem e onde os alunos não têm as oportunidades que merecem.

No entanto, a verdade é que nem os professores e os pais mais dedicados, nem as melhores escolas do mundo são capazes do que quer que seja se vocês não assumirem as vossas responsabilidades. Se vocês não forem às aulas, não prestarem atenção a esses professores, aos vossos avós e aos outros adultos e não trabalharem duramente, como terão de fazer se quiserem ser bem sucedidos.

E hoje é nesse assunto que quero concentrar-me: na responsabilidade de cada um de vocês pela sua própria educação.

Todos vocês são bons em alguma coisa. Não há nenhum que não tenha alguma coisa a dar. E é a vocês que cabe descobrir do que se trata. É essa oportunidade que a educação vos proporciona.
Talvez tenham a capacidade de ser bons escritores - suficientemente bons para escreverem livros ou artigos para jornais -, mas se não fizerem o trabalho de Inglês podem nunca vir a sabê-lo. Talvez sejam pessoas inovadoras ou inventores - quem sabe capazes de criar o próximo iPhone ou um novo medicamento ou vacina -, mas se não fizerem o projecto de Ciências podem não vir a percebê-lo. Talvez possam vir a ser mayors ou senadores, ou juízes do Supremo Tribunal, mas se não participarem nos debates dos clubes da vossa escola podem nunca vir a sabê-lo.

No entanto, escolham o que escolherem fazer com a vossa vida, garanto-vos que não será possível a não ser que estudem. Querem ser médicos, professores ou polícias? Querem ser enfermeiros, arquitectos, advogados ou militares? Para qualquer dessas carreiras é preciso ter estudos. Não podem deixar a escola e esperar arranjar um bom emprego. Têm de trabalhar, estudar, aprender para isso.

E não é só para as vossas vidas e para o vosso futuro que isto é importante. O que vocês fizerem com os vossos estudos vai decidir nada mais nada menos que o futuro do nosso país. Aquilo que aprenderem na escola agora vai decidir se enquanto país estaremos à altura dos desafios do futuro.

Vão precisar dos conhecimentos e das competências que se aprendem e desenvolvem nas ciências e na matemática para curar doenças como o cancro e a sida e para desenvolver novas tecnologias energéticas que protejam o ambiente. Vão precisar da penetração e do sentido crítico que se desenvolvem na história e nas ciências sociais para que deixe de haver pobres e sem-abrigo, para combater o crime e a discriminação e para tornar o nosso país mais justo e mais livre. Vão precisar da criatividade e do engenho que se desenvolvem em todas as disciplinas para criar novas empresas que criem novos empregos e desenvolvam a economia.

Precisamos que todos vocês desenvolvam os vossos talentos, competências e intelectos para ajudarem a resolver os nossos problemas mais difíceis. Se não o fizerem - se abandonarem a escola -, não é só a vocês mesmos que estão a abandonar, é ao vosso país.

Eu sei que não é fácil ter bons resultados na escola. Tenho consciência de que muitos têm dificuldades na vossa vida que dificultam a tarefa de se concentrarem nos estudos. Percebo isso, e sei do que estou a falar. O meu pai deixou a nossa família quando eu tinha dois anos e eu fui criado só pela minha mãe, que teve muitas vezes dificuldade em pagar as contas e nem sempre nos conseguia dar as coisas que os outros miúdos tinham. Tive muitas vezes pena de não ter um pai na minha vida. Senti-me sozinho e tive a impressão que não me adaptava, e por isso nem sempre conseguia concentrar-me nos estudos como devia. E a minha vida podia muito bem ter dado para o torto.

Mas tive sorte. Tive muitas segundas oportunidades e consegui ir para a faculdade, estudar Direito e realizar os meus sonhos. A minha mulher, a nossa primeira-dama, Michelle Obama, tem uma história parecida com a minha. Nem o pai nem a mãe dela estudaram e não eram ricos. No entanto, trabalharam muito, e ela própria trabalhou muito para poder frequentar as melhores escolas do nosso país.

Alguns de vocês podem não ter tido estas oportunidades. Talvez não haja nas vossas vidas adultos capazes de vos dar o apoio de que precisam. Quem sabe se não há alguém desempregado e o dinheiro não chega. Pode ser que vivam num bairro pouco seguro ou os vossos amigos queiram levar-vos a fazer coisas que vocês sabem que não estão bem.

Apesar de tudo isso, as circunstâncias da vossa vida - o vosso aspecto, o sítio onde nasceram, o dinheiro que têm, os problemas da vossa família - não são desculpa para não fazerem os vossos trabalhos nem para se portarem mal. Não são desculpa para responderem mal aos vossos professores, para faltarem às aulas ou para desistirem de estudar. Não são desculpa para não estudarem.

A vossa vida actual não vai determinar forçosamente aquilo que vão ser no futuro. Ninguém escreve o vosso destino por vocês. Aqui, nos Estados Unidos, somos nós que decidimos o nosso destino. Somos nós que fazemos o nosso futuro.

E é isso que os jovens como vocês fazem todos os dias em todo o país. Jovens como Jazmin Perez, de Roma, no Texas. Quando a Jazmin foi para a escola não falava inglês. Na terra dela não havia praticamente ninguém que tivesse andado na faculdade, e o mesmo acontecia com os pais dela. No entanto, ela estudou muito, teve boas notas, ganhou uma bolsa de estudos para a Universidade de Brown, e actualmente está a estudar Saúde Pública.

Estou a pensar ainda em Andoni Schultz, de Los Altos, na Califórnia, que aos três anos descobriu que tinha um tumor cerebral. Teve de fazer imensos tratamentos e operações, uma delas que lhe afectou a memória, e por isso teve de estudar muito mais - centenas de horas a mais - que os outros. No entanto, nunca perdeu nenhum ano e agora entrou na faculdade.

E também há o caso da Shantell Steve, da minha cidade, Chicago, no Illinois. Embora tenha saltado de família adoptiva para família adoptiva nos bairros mais degradados, conseguiu arranjar emprego num centro de saúde, organizou um programa para afastar os jovens dos gangues e está prestes a acabar a escola secundária com notas excelentes e a entrar para a faculdade.

A Jazmin, o Andoni e a Shantell não são diferentes de vocês. Enfrentaram dificuldades como as vossas. Mas não desistiram. Decidiram assumir a responsabilidade pelos seus estudos e esforçaram-se por alcançar objectivos. E eu espero que vocês façam o mesmo.

É por isso que hoje me dirijo a cada um de vocês para que estabeleça os seus próprios objectivos para os seus estudos, e para que faça tudo o que for preciso para os alcançar. O vosso objectivo pode ser apenas fazer os trabalhos de casa, prestar atenção às aulas ou ler todos os dias algumas páginas de um livro. Também podem decidir participar numa actividade extracurricular, ou fazer trabalho voluntário na vossa comunidade. Talvez decidam defender miúdos que são vítimas de discriminação, por serem quem são ou pelo seu aspecto, por acreditarem, como eu acredito, que todas as crianças merecem um ambiente seguro em que possam estudar. Ou pode ser que decidam cuidar de vocês mesmos para aprenderem melhor. E é nesse sentido que espero que lavem muitas vezes as mãos e que não vão às aulas se estiverem doentes, para evitarmos que haja muitas pessoas a apanhar gripe neste Outono e neste Inverno.

Mas decidam o que decidirem gostava que se empenhassem. Que trabalhassem duramente. Eu sei que muitas vezes a televisão dá a impressão que podemos ser ricos e bem-sucedidos sem termos de trabalhar - que o vosso caminho para o sucesso passa pelo rap, pelo basquetebol ou por serem estrelas de reality shows -, mas a verdade é que isso é muito pouco provável. A verdade é que o sucesso é muito difícil. Não vão gostar de todas as disciplinas nem de todos os professores. Nem todos os trabalhos vão ser úteis para a vossa vida a curto prazo. E não vão forçosamente alcançar os vossos objectivos à primeira.

No entanto, isso pouco importa. Algumas das pessoas mais bem-sucedidas do mundo são as que sofreram mais fracassos. O primeiro livro do Harry Potter, de J. K. Rowling, foi rejeitado duas vezes antes de ser publicado. Michael Jordan foi expulso da equipa de basquetebol do liceu, perdeu centenas de jogos e falhou milhares de lançamentos ao longo da sua carreira. No entanto, uma vez disse: "Falhei muitas e muitas vezes na minha vida. E foi por isso que fui bem-sucedido."

Estas pessoas alcançaram os seus objectivos porque perceberam que não podemos deixar que os nossos fracassos nos definam - temos de permitir que eles nos ensinem as suas lições. Temos de deixar que nos mostrem o que devemos fazer de maneira diferente quando voltamos a tentar. Não é por nos metermos num sarilho que somos desordeiros. Isso só quer dizer que temos de fazer um esforço maior por nos comportarmos bem. Não é por termos uma má nota que somos estúpidos. Essa nota só quer dizer que temos de estudar mais.

Ninguém nasce bom em nada. Tornamo-nos bons graças ao nosso trabalho. Não entramos para a primeira equipa da universidade a primeira vez que praticamos um desporto. Não acertamos em todas as notas a primeira vez que cantamos uma canção. Temos de praticar. O mesmo acontece com o trabalho da escola. É possível que tenham de fazer um problema de Matemática várias vezes até acertarem, ou de ler muitas vezes um texto até o perceberem, ou de fazer um esquema várias vezes antes de poderem entregá-lo.

Não tenham medo de fazer perguntas. Não tenham medo de pedir ajuda quando precisarem. Eu todos os dias o faço. Pedir ajuda não é um sinal de fraqueza, é um sinal de força. Mostra que temos coragem de admitir que não sabemos e de aprender coisas novas. Procurem um adulto em quem confiem - um pai, um avô ou um professor ou treinador - e peçam-lhe que vos ajude.
E mesmo quando estiverem em dificuldades, mesmo quando se sentirem desencorajados e vos parecer que as outras pessoas vos abandonaram - nunca desistam de vocês mesmos. Quando desistirem de vocês mesmos é do vosso país que estão a desistir.

A história da América não é a história dos que desistiram quando as coisas se tornaram difíceis. É a das pessoas que continuaram, que insistiram, que se esforçaram mais, que amavam demasiado o seu país para não darem o seu melhor.

É a história dos estudantes que há 250 anos estavam onde vocês estão agora e fizeram uma revolução e fundaram este país. É a dos estudantes que estavam onde vocês estão há 75 anos e ultrapassaram uma depressão e ganharam uma guerra mundial, lutaram pelos direitos civis e puseram um homem na Lua. É a dos estudantes que estavam onde vocês estão há 20 anos e fundaram a Google, o Twitter e o Facebook e mudaram a maneira como comunicamos uns com os outros.

Por isso hoje quero perguntar-vos qual é o contributo que pretendem fazer. Quais são os problemas que tencionam resolver? Que descobertas pretendem fazer? Quando daqui a 20 ou a 50 ou a 100 anos um presidente vier aqui falar, que vai dizer que vocês fizeram pelo vosso país?
As vossas famílias, os vossos professores e eu estamos a fazer tudo o que podemos para assegurar que vocês têm a educação de que precisam para responder a estas perguntas. Estou a trabalhar duramente para equipar as vossas salas de aulas e pagar os vossos livros, o vosso equipamento e os computadores de que vocês precisam para estudar. E por isso espero que trabalhem a sério este ano, que se esforcem o mais possível em tudo o que fizerem. Espero grandes coisas de todos vocês. Não nos desapontem. Não desapontem as vossas famílias e o vosso país. Façam-nos sentir orgulho em vocês.

Tenho a certeza que são capazes.

Créditos: Mail AMatos