Cavaco Silva diz que Portugal tem de ter vergonha por ter pessoas com fome
O Presidente da República considerou hoje que os portugueses têm de se sentir "envergonhados" por existirem em Portugal pessoas com fome, um "flagelo" que se tem propagado pelos mais desfavorecidos de forma "envergonhada e silenciosa".
Nós temos de nos sentirmos envergonhados por estarmos no século XXI, Portugal ser uma democracia, ser um país que, apesar de tudo, está num desenvolvimento acima da média. No entanto, alguns de nós, alguns portugueses sofrem de carência alimentar", afirmou Cavaco Silva, em declarações aos jornalistas no final da apresentação da campanha "Direito à Alimentação", promovida pela AHRESP -- Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal.
Sublinhando que apoiar esta campanha era para si "um dever moral", o Chefe de Estado recordou que "a alimentação é o direito básico do ser humano, fundamental para a sobrevivência, para a saúde e para o " desenvolvimento".
"Envergonha-nos a todos saber que há portugueses com fome",sublinhou, insistindo no alerta para a "pobreza envergonhada" que existe hoje em dia. Ou seja, acrescentou Cavaco Silva, aquela pobreza que as pessoas têm dificuldade em manifestar porque até há pouco tempo viviam com "algum conforto".
"Eu penso que esta iniciativa pode facilitar que algumas famílias suprimam a sua necessidade alimentar e que, até a este momento, tinham vergonha de a manifestar em público", advogou.
Questionado se teme um agravamento da situação com a entrada em vigor, a 01 de janeiro, de novas medidas de austeridade, Cavaco Silva disse confiar na solidariedade dos portugueses porque, apesar do país ser pequeno, "o coração é grande".
"Não esquecemos que há pouco tempo a recolha do Banco Alimentar Contra a Fome foi a maior de sempre, portanto num momento de crise as pessoas sentem necessidade de manifestar a sua solidariedade em relação aqueles que sofrem", lembrou.
Antes, durante a apresentação da campanha Direito à Alimentação, o Presidente da República tinha já deixado elogios à iniciativa da AHRESP, "uma campanha de solidariedade destinada a combater um dos flagelos que, de modo envergonhado e silencioso, se tem propagado pelos estratos menos favorecidos da sociedade portuguesa: a falta de acesso a uma alimentação condigna".
"Louvo esta iniciativa promovida pela AHRESP, à qual não podia deixar de me associar, e que constitui um verdadeiro exemplo de como as instituições da sociedade civil podem dar um valioso contributo para um Portugal mais coeso, mais unido e solidário", declarou.
A campanha "Direito à Alimentação" destina-se a aproveitar as sobras e desperdícios do setor da hotelaria e da restauração.
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Créditos: Sapo
Comentário:
É sempre bom quando algum politico, neste caso o mais alto magistrado da nação, assume que em Portugal se passa fome. Afirma o PR que Portugal deve ter vergonha.... e certamente o país e os portugueses tem essa vergonha. Espero que os politicos aproveitem a oportunidade e vão ao dicionário ver o que o vocábulo "fome" significa, pois, certamente, no país onde "vivem" esse flagelo não está identificado.
Portugal, atendendo à sua actual classe politíca, não merece o povo que tem!!
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sábado, 11 de dezembro de 2010
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
O dia em que aprendi o que é estar morto
"Hoje, estive morto. Senti que toda a vida se escapava pelo ar que, aflito e a custo, respirava, enquanto as lágrimas eram gritadas, louco no carro, os olhos à procura, à procura, à procura. Morri, ali.
A minha filha deveria sair da Escola, na Parede, apanhar uma carrinha do ATL e eu ia buscá-la.
O que é que aconteceu? O cartão da escola, que supostamente controla as entradas e saídas dos alunos, valeu zero. Ela saiu, porque viu uma carrinha de ATL e entrou. Era o ATL errado. Ninguém lhe perguntou o nome, não houve uma chamada, nada. Ela entrou com uma colega e só após duas horas de aflição indizível, comigo à procura dela por todo o lado, é que o telefone tocou. De um "After School", a perguntar se eu era o pai de uma Mafalda Ribeiro, que eles tinham, aflita, a pedir para ligarem ao pai. Aliás foi ela que falou: "papá?"
Durante duas horas, morri. Percorri ruas de possíveis percursos, olhei para todas as sombras, parques infantis, supermercados, escola antiga, liguei para os pais de colegas dela, todos os absurdos e horrores passaram pela minha cabeça, chamei o seu nome, entre choro, em ruas e em todos os recantos da escola. Nada. Evaporou-se. Horrível. Uma tristeza, uma aflição, um horror que nunca mais vou esquecer. E quando o telefone tocou e era ela, aquela voz doce da minha princesa, minha vida, meu ar, meu sopro de vida, eu soube o que era renascer. E desfiz-me em lágrimas de novo, e dali até ao tal After School, que teve a minha filha à sua guarda por engano, até ela pedir para ligarem ao pai, levei um segundo e levei toda a vida. Obrigado meu Deus, obrigado! Estacionei às tês pancadas, voei em passo trocado de nervos, pela rua fora, Mafaldinha, Mafaldinha, Mafaldinha, cego de amor aflito, só há descanso e vida quando a abraçar e estiver tudo bem.
Quando a abracei, e ela, agarrada a mim, me disse, apenas: "Olá Papá" eu soube que tinha renascido. E ela também, coitadinha.
Como cartão de visita da nova escola, estou esclarecido. Tantas referências boas e afinal é isto: no primeiro dia, por maioria de razão, deveria existir um ainda mais rigoroso controlo de entradas e saídas, mas quando cheguei o portão estava escancarado, como deveria estar quando a Mafalda viu uma carrinha do ATL a chegar, estava na hora e ela saiu da escola e entrou na carrinha. Ninguém perguntou nada, ninguém fez nada.
E um ATL mete um grupo de crianças numa carrinha, não pergunta nomes, não verifica nada e só ao fim de duas horas é que, perante a aflição de uma criança de 10 anos a pedir para ligarem ao pai é que se acaba com este horror?
Quando penso na forma como desaparecem crianças, para sempre, todos os dias, penso que esses pais e filhos terão sentido isto, e muitos, mesmo sobrevivendo, morreram para sempre.
Eu tive a sorte de poder renascer.
E sei que, a partir de hoje, ganhei uma nova causa: fazer tudo o que estiver ao meu alcance para contribuir para uma Escola responsável, atenta, segura, onde os nossos filhos aprendem e podemos, enquanto pais, estar descansados.
Quando depois desta tarde de horror, fui buscar o pequeno Gonçalo ao colégio e ele me disse, comprometido, "Papá, parti os óculos a jogar à bola" eu disse para mim: que importância é que isso tem? Nenhuma, realmente, não tem nenhuma importância.
Não podia dizer-lhe que o pai hoje tinha aprendido o que é morrer, e tinha tido a bênção de poder nascer de novo."
Blog Pedro Ribeiro – Locutor da Comercial
Nos tempos que correm, é fácil entender a aflição deste pai, que esteve "morto" durante duas longas horas e depois... "renasceu"!
É bom que todos os pais conheçam esta história, verdadeira, para que cenas destas não se repitam, senão... podem "morrer" para sempre, como tantas vezes acontece, infelizmente!!!
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Créditos: Mail AAlves
A minha filha deveria sair da Escola, na Parede, apanhar uma carrinha do ATL e eu ia buscá-la.
O que é que aconteceu? O cartão da escola, que supostamente controla as entradas e saídas dos alunos, valeu zero. Ela saiu, porque viu uma carrinha de ATL e entrou. Era o ATL errado. Ninguém lhe perguntou o nome, não houve uma chamada, nada. Ela entrou com uma colega e só após duas horas de aflição indizível, comigo à procura dela por todo o lado, é que o telefone tocou. De um "After School", a perguntar se eu era o pai de uma Mafalda Ribeiro, que eles tinham, aflita, a pedir para ligarem ao pai. Aliás foi ela que falou: "papá?"
Durante duas horas, morri. Percorri ruas de possíveis percursos, olhei para todas as sombras, parques infantis, supermercados, escola antiga, liguei para os pais de colegas dela, todos os absurdos e horrores passaram pela minha cabeça, chamei o seu nome, entre choro, em ruas e em todos os recantos da escola. Nada. Evaporou-se. Horrível. Uma tristeza, uma aflição, um horror que nunca mais vou esquecer. E quando o telefone tocou e era ela, aquela voz doce da minha princesa, minha vida, meu ar, meu sopro de vida, eu soube o que era renascer. E desfiz-me em lágrimas de novo, e dali até ao tal After School, que teve a minha filha à sua guarda por engano, até ela pedir para ligarem ao pai, levei um segundo e levei toda a vida. Obrigado meu Deus, obrigado! Estacionei às tês pancadas, voei em passo trocado de nervos, pela rua fora, Mafaldinha, Mafaldinha, Mafaldinha, cego de amor aflito, só há descanso e vida quando a abraçar e estiver tudo bem.
Quando a abracei, e ela, agarrada a mim, me disse, apenas: "Olá Papá" eu soube que tinha renascido. E ela também, coitadinha.
Como cartão de visita da nova escola, estou esclarecido. Tantas referências boas e afinal é isto: no primeiro dia, por maioria de razão, deveria existir um ainda mais rigoroso controlo de entradas e saídas, mas quando cheguei o portão estava escancarado, como deveria estar quando a Mafalda viu uma carrinha do ATL a chegar, estava na hora e ela saiu da escola e entrou na carrinha. Ninguém perguntou nada, ninguém fez nada.
E um ATL mete um grupo de crianças numa carrinha, não pergunta nomes, não verifica nada e só ao fim de duas horas é que, perante a aflição de uma criança de 10 anos a pedir para ligarem ao pai é que se acaba com este horror?
Quando penso na forma como desaparecem crianças, para sempre, todos os dias, penso que esses pais e filhos terão sentido isto, e muitos, mesmo sobrevivendo, morreram para sempre.
Eu tive a sorte de poder renascer.
E sei que, a partir de hoje, ganhei uma nova causa: fazer tudo o que estiver ao meu alcance para contribuir para uma Escola responsável, atenta, segura, onde os nossos filhos aprendem e podemos, enquanto pais, estar descansados.
Quando depois desta tarde de horror, fui buscar o pequeno Gonçalo ao colégio e ele me disse, comprometido, "Papá, parti os óculos a jogar à bola" eu disse para mim: que importância é que isso tem? Nenhuma, realmente, não tem nenhuma importância.
Não podia dizer-lhe que o pai hoje tinha aprendido o que é morrer, e tinha tido a bênção de poder nascer de novo."
Blog Pedro Ribeiro – Locutor da Comercial
Nos tempos que correm, é fácil entender a aflição deste pai, que esteve "morto" durante duas longas horas e depois... "renasceu"!
É bom que todos os pais conheçam esta história, verdadeira, para que cenas destas não se repitam, senão... podem "morrer" para sempre, como tantas vezes acontece, infelizmente!!!
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Créditos: Mail AAlves
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Ópio
Tu, vulto homem, que amor carregas...
Não protegas quem não entende a protecção..
Não te lapides, não te consumas....
A recompesa é e será a solidão...
Será e será sempre a incompreensão!!
Não te gastes em palavras mal ouvidas
Não te desgastes em síbalas, que soaram sempre ao que não dizes...
Tu, vulto homem.... que o não soubeste ser..
Rijo.... vil... cruel... insensível....
Marcavas no corpo a tua rudez.. mas eras Napoleão no apogeu
Em que o sabre, apeava qualquer cobardia....
Vulto homem.... não engrossaste a tua voz
Não foste fio de navalha criada na dor da forja
Que ela, agora, se apague no mais mudo silêncio
E sejas apenas vulto....
sem sombra d’ homem.
Não protegas quem não entende a protecção..
Não te lapides, não te consumas....
A recompesa é e será a solidão...
Será e será sempre a incompreensão!!
Não te gastes em palavras mal ouvidas
Não te desgastes em síbalas, que soaram sempre ao que não dizes...
Tu, vulto homem.... que o não soubeste ser..
Rijo.... vil... cruel... insensível....
Marcavas no corpo a tua rudez.. mas eras Napoleão no apogeu
Em que o sabre, apeava qualquer cobardia....
Vulto homem.... não engrossaste a tua voz
Não foste fio de navalha criada na dor da forja
Que ela, agora, se apague no mais mudo silêncio
E sejas apenas vulto....
sem sombra d’ homem.
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
e esta??!!!!
Uma mulher a falar ao telemóvel em 1928?
Um amante de cinema via os extras de um filme de Charlie Chaplin, de 1928, quando reparou numa cena das imagens da estreia onde uma mulher parece claramente estar a falar ao telemóvel. Agora George Clarke pede ajuda ao mundo para encontrar uma explicação.
http://aeiou.expresso.pt/uma-mulher-a-falar-ao-telemovel-em-1928=f613041
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Créditos: Expresso online
Um amante de cinema via os extras de um filme de Charlie Chaplin, de 1928, quando reparou numa cena das imagens da estreia onde uma mulher parece claramente estar a falar ao telemóvel. Agora George Clarke pede ajuda ao mundo para encontrar uma explicação.
http://aeiou.expresso.pt/uma-mulher-a-falar-ao-telemovel-em-1928=f613041
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Créditos: Expresso online
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Indi gente
Espero que o fim me toque
como a nortada, frágil veleiro
velas rasgadas, mastro ausente
sopro de vida, já sem receio
Pé gretado de tanta dor,
pisaste o chão que agora sinto..
face perdida, tudo é distante...
como indigente, senão eu minto
Solta-se o frio que madrugou
cobre-me a capa, Cai Lun foi pai,
é tal a raiva, punho cerrado..
da má postura, não sai um ai
Já cheiro aurora da madrugada
entra a manhã, triste "prisão"
vulto torcido, descoordenado
céu já sem cor... só solidão
Espero que o fim me agarre
e me liberte, corpo sem dor
"tanto" honrrosa do samurai
Espero que o fim se amarre
e não me prenda, corpo com dor
flecha certeira, lutai, lutai...
Solta-se a pena.. e continuas
é novo dia.... é pra bastar
memórias de peixe são preciosas
raio de sol, aquece o olhar....
como a nortada, frágil veleiro
velas rasgadas, mastro ausente
sopro de vida, já sem receio
Pé gretado de tanta dor,
pisaste o chão que agora sinto..
face perdida, tudo é distante...
como indigente, senão eu minto
Solta-se o frio que madrugou
cobre-me a capa, Cai Lun foi pai,
é tal a raiva, punho cerrado..
da má postura, não sai um ai
Já cheiro aurora da madrugada
entra a manhã, triste "prisão"
vulto torcido, descoordenado
céu já sem cor... só solidão
Espero que o fim me agarre
e me liberte, corpo sem dor
"tanto" honrrosa do samurai
Espero que o fim se amarre
e não me prenda, corpo com dor
flecha certeira, lutai, lutai...
Solta-se a pena.. e continuas
é novo dia.... é pra bastar
memórias de peixe são preciosas
raio de sol, aquece o olhar....
sábado, 9 de outubro de 2010
Permutas....
"Numa época em que só se fala em “apertar o cinto”, tive acesso a esta carta escrita por um cidadão ao nosso Ministro das finanças, é verídica. Se todos tivéssemos a atitude deste homem, que não conheço, quem sabe se o nosso Portugal não melhorava, e os nossos governantes pensassem mais no povo que governam e que os elegeram.
Passem a todos este acto de coragem."
«Exmo. Senhor Ministro das Finanças
Victor Lopes da Gama Cerqueira, cidadão eleitor e contribuinte deste País, com o número de B.I. 8388517, do Arquivo de identificação de Lisboa, contribuinte n.º152115870 vem por este meio junto de V. Exa. para lhe fazer uma proposta:
A minha Esposa, Maria Amélia Pereira Gonçalves Sampaio Cerqueira, vítima de CANCRO DE MAMA em 2008, foi operada em 6 Janeiro com a extracção radical da mesma.
Por esta ‘coisinha’ sem qualquer importância foi-lhe atribuída uma incapacidade de 80%, imagine, que deu origem a que a minha Esposa tenha usufruído de alguns benefícios fiscais.
Assim, e tendo em conta as suas orientações, nomeadamente para a CGA, que confirmam que para si o CANCRO é uma questão de só menos importância.
Considerando ainda, o facto de V. Ex.ª, coerentemente, querer que para o ano seja retirado os benefícios fiscais, a qualquer um que ganhe um pouco mais do que o salário mínimo, venho propor a V. Ex.ª o seguinte:
A devolução do CANCRO de MAMA da minha Mulher a V. Exa. que, com os meus cumprimentos, o dará à sua Esposa ou Filha.
Concomitantemente com esta oferta gostaria que aceitasse para a sua Esposa ou Filha ainda:
a) Os seis (6) tratamentos de quimioterapia.
b) Os vinte e oito (28) tratamentos de radioterapia.
c) A angústia e a ansiedade que nós sofremos antes, durante e depois.
d) Os exames semestrais (que desperdício Senhor Ministro, terá que orientar o seu colega da saúde para acabar com este escândalo).
e) A ansiedade com que são acompanhados estes exames.
e) A angústia em que vivemos permanentemente.
Em troca de V. Ex.ª ficar para si e para os seus com a doença da minha Esposa e os nossos sofrimentos eu DEVOLVEREI todos os benefícios fiscais de que a minha Esposa terá beneficiado, pedindo um empréstimo para o fazer.
Penso sinceramente que é uma proposta justa e com a qual, estou certo, a sua Esposa ou filha também estarão de acordo.
Grato pela atenção que possa dar a esta proposta, informo V. Exa. que darei conhecimento da mesma a Sua Ex.ª o Presidente da República, agradecendo fervorosamente o apoio que tem dispensado ao seu Governo e a medidas como esta e também o aumento de impostos aos reformados e outras…
Reservo-me ainda o direito (será que tenho direitos?) de divulgar esta carta como muito bem entender. E por isso peço a todos aqueles que receberem e lerem esta mensagem e se assim concordarem que enviem aos vossos amigos. Obrigado
Como V. Ex.ª não acreditará em Deus (por se considerar como tal…) e por isso dorme em paz, abraçando e beijando os seus, só lhe posso desejar que Deus lhe perdoe, porque eu não posso (jamais) perdoar-lhe.
Com os melhores cumprimentos,
Atentamente,
Victor Lopes da Gama Cerqueira.
CORDIALMENTE E A BEM DA NAÇÃO
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Créditos: Mail LBelo
Passem a todos este acto de coragem."
«Exmo. Senhor Ministro das Finanças
Victor Lopes da Gama Cerqueira, cidadão eleitor e contribuinte deste País, com o número de B.I. 8388517, do Arquivo de identificação de Lisboa, contribuinte n.º152115870 vem por este meio junto de V. Exa. para lhe fazer uma proposta:
A minha Esposa, Maria Amélia Pereira Gonçalves Sampaio Cerqueira, vítima de CANCRO DE MAMA em 2008, foi operada em 6 Janeiro com a extracção radical da mesma.
Por esta ‘coisinha’ sem qualquer importância foi-lhe atribuída uma incapacidade de 80%, imagine, que deu origem a que a minha Esposa tenha usufruído de alguns benefícios fiscais.
Assim, e tendo em conta as suas orientações, nomeadamente para a CGA, que confirmam que para si o CANCRO é uma questão de só menos importância.
Considerando ainda, o facto de V. Ex.ª, coerentemente, querer que para o ano seja retirado os benefícios fiscais, a qualquer um que ganhe um pouco mais do que o salário mínimo, venho propor a V. Ex.ª o seguinte:
A devolução do CANCRO de MAMA da minha Mulher a V. Exa. que, com os meus cumprimentos, o dará à sua Esposa ou Filha.
Concomitantemente com esta oferta gostaria que aceitasse para a sua Esposa ou Filha ainda:
a) Os seis (6) tratamentos de quimioterapia.
b) Os vinte e oito (28) tratamentos de radioterapia.
c) A angústia e a ansiedade que nós sofremos antes, durante e depois.
d) Os exames semestrais (que desperdício Senhor Ministro, terá que orientar o seu colega da saúde para acabar com este escândalo).
e) A ansiedade com que são acompanhados estes exames.
e) A angústia em que vivemos permanentemente.
Em troca de V. Ex.ª ficar para si e para os seus com a doença da minha Esposa e os nossos sofrimentos eu DEVOLVEREI todos os benefícios fiscais de que a minha Esposa terá beneficiado, pedindo um empréstimo para o fazer.
Penso sinceramente que é uma proposta justa e com a qual, estou certo, a sua Esposa ou filha também estarão de acordo.
Grato pela atenção que possa dar a esta proposta, informo V. Exa. que darei conhecimento da mesma a Sua Ex.ª o Presidente da República, agradecendo fervorosamente o apoio que tem dispensado ao seu Governo e a medidas como esta e também o aumento de impostos aos reformados e outras…
Reservo-me ainda o direito (será que tenho direitos?) de divulgar esta carta como muito bem entender. E por isso peço a todos aqueles que receberem e lerem esta mensagem e se assim concordarem que enviem aos vossos amigos. Obrigado
Como V. Ex.ª não acreditará em Deus (por se considerar como tal…) e por isso dorme em paz, abraçando e beijando os seus, só lhe posso desejar que Deus lhe perdoe, porque eu não posso (jamais) perdoar-lhe.
Com os melhores cumprimentos,
Atentamente,
Victor Lopes da Gama Cerqueira.
CORDIALMENTE E A BEM DA NAÇÃO
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Créditos: Mail LBelo
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Em memória de JOSEFA
"Josefa, 21 anos, a viver com a mãe. Estudante de Engenharia Biomédica, trabalhadora de supermercado em part-time e bombeira voluntária. Acumulava trabalhos e não cargos - e essa pode ser uma primeira explicação para a não conhecermos. Afinal, uma jovem daquelas que frequentamos nas revistas de consultório, arranja forma de chamar os holofotes. Se é futebolista, pinta o cabelo de cores impossíveis; se é cantora, mostra o futebolista com quem namora; e se quer ser mesmo importante, é mandatária de juventude.
Não entra é na cabeça de uma jovem dispersar-se em ninharias acumuladas: um curso no Porto, caixeirinha em Santa Maria da Feira e bombeira de Verão.
Daí não a conhecermos, à Josefa. Chegava-lhe, talvez, que um colega mais experiente dissesse dela: "Ela era das poucas pessoas com que um gajo sabia que podia contar nas piores alturas."
Enfim, 15 minutos de fama só se ocorresse um azar... Aconteceu: anteontem, Josefa morreu em Monte Mêda, Gondomar, cercada das chamas dos outros que foi apagar de graça. A morte de uma jovem é sempre uma coisa tão enorme para os seus que, evidentemente, nem trato aqui. Interessa-me, na Josefa, relevar o que ela nos disse: que há miúdos de 21 anos que são estudantes e trabalhadores e bombeiros, sem nós sabermos.
Como é possível, nos dias comuns e não de tragédia, não ouvirmos falar das "Josefas que são o sal da nossa terra?"
Por FERREIRA FERNANDES, Diário de Notícias
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Créditos: Mail PSerra
Não entra é na cabeça de uma jovem dispersar-se em ninharias acumuladas: um curso no Porto, caixeirinha em Santa Maria da Feira e bombeira de Verão.
Daí não a conhecermos, à Josefa. Chegava-lhe, talvez, que um colega mais experiente dissesse dela: "Ela era das poucas pessoas com que um gajo sabia que podia contar nas piores alturas."
Enfim, 15 minutos de fama só se ocorresse um azar... Aconteceu: anteontem, Josefa morreu em Monte Mêda, Gondomar, cercada das chamas dos outros que foi apagar de graça. A morte de uma jovem é sempre uma coisa tão enorme para os seus que, evidentemente, nem trato aqui. Interessa-me, na Josefa, relevar o que ela nos disse: que há miúdos de 21 anos que são estudantes e trabalhadores e bombeiros, sem nós sabermos.
Como é possível, nos dias comuns e não de tragédia, não ouvirmos falar das "Josefas que são o sal da nossa terra?"
Por FERREIRA FERNANDES, Diário de Notícias
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Créditos: Mail PSerra
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Amaragem Voo Rio Hudson
Veja a amaragem do voo 1549 no Hudson em 3D (vídeo)
Lembra-se do avião que amarou no Hudson a 15 de Janeiro de 2009?
Os dados das caixas negras permitiram uma reconstituição em 3D de um realismo impressionante.
http://www.youtube.com/watch?v=tE_5eiYn0D0&feature=player_embedded
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Créditos: Miguel Martins (www.expresso.pt)
Lembra-se do avião que amarou no Hudson a 15 de Janeiro de 2009?
Os dados das caixas negras permitiram uma reconstituição em 3D de um realismo impressionante.
http://www.youtube.com/watch?v=tE_5eiYn0D0&feature=player_embedded
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Créditos: Miguel Martins (www.expresso.pt)
quarta-feira, 31 de março de 2010
Os novos valores...
Com a passar dos séculos, o ser humano incorporou novos valores que se ajustam perfeitamente à sociedade actual.
Quino demonstra, com inteligência e humor requintado, os valores que dominam o homem moderno.
Dá, certamente, para pensar....!!
Quino demonstra, com inteligência e humor requintado, os valores que dominam o homem moderno.
Dá, certamente, para pensar....!!
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Créditos: Mail AMatos
quinta-feira, 11 de março de 2010
Olha para mim
Olha-me nos olhos e sê capaz de me dizer o que sentes, mesmo sabendo que não sentes o mesmo que eu.
Toma coragem e enfrenta-te a ti próprio e aos teus sentimentos.
Ou será que o receio de descobrires o que não queres aceitar é assim tão grande?
Se tens tanta certeza, nada te poderá mostrar o contrário.
Arrisca … faz o que não fizeste antes!
Não me chames. Não me procures.
Olha-me nos olhos e enfrenta-me…
Sobretudo enfrenta-te!
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Créditos: Autor desconhecido
Toma coragem e enfrenta-te a ti próprio e aos teus sentimentos.
Ou será que o receio de descobrires o que não queres aceitar é assim tão grande?
Se tens tanta certeza, nada te poderá mostrar o contrário.
Arrisca … faz o que não fizeste antes!
Não me chames. Não me procures.
Olha-me nos olhos e enfrenta-me…
Sobretudo enfrenta-te!
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Créditos: Autor desconhecido
quarta-feira, 10 de março de 2010
O que faz você feliz?
Há muito tempo, o conceito de felicidade perdeu aquele traço de perenidade que os muito românticos ou ingênuos lhe emprestavam. O “foram felizes para sempre” sumiu de todas as histórias que vieram depois de Branca de Neve e Cinderela. Isso, quando se fala de felicidade a dois, ou seja, harmonia, bom entendimento mútuo, respeito e amizade que coexistam com o amor.
Mas ninguém é obrigado a ser feliz a dois. Esse estado ou sensação de plenitude exige mais que apenas a presença de um parceiro. E a despeito das opiniões em contrário, é bem possível ser feliz, genuinamente feliz, vivendo sozinho. Conheço alguns exemplos de pessoas assim.
Analisando a vida e o comportamento desses seres bem-aventurados, cheguei à conclusão de que a primeira condição para ser feliz, sozinho ou acompanhado, é estar bem consigo mesmo. Um bom parceiro pode ajudar, mas não pode ser responsabilizado pela infelicidade do outro, se esse outro viver moído de frustração, mágoa ou inveja. Alguém incapaz de se identificar com um semelhante, de rir ou sofrer junto. Prazeres mesquinhos que deixam um rastro de destruição, drogadição, egoísmo mórbido, egocentrismo irrestrito e seus derivados são inimigos do estado de felicidade. Isso nem é novidade, é quase intuitivo. Mas então, que droga é isso de felicidade?
Há uma propaganda na mídia que começa perguntando “o que faz você feliz?”, para em seguida mostrar o estoque variadíssimo de alguma loja – ou será uma marca de carro? Não importa muito o produto veiculado, mas o espírito da coisa. Confunde-se constantemente a alegria causada por uma boa compra ou por um novo namorado com felicidade. Isso é euforia, satisfação, estado passageiro muito agradável e que se confunde facilmente com felicidade. Passa rápido, e os motivos de tristeza ou ansiedade ficam mais fortes, quando se percebe que nem a estabilidade financeira nem a nova paixão preencheram aquele vazio sabotador do bem-estar.
Uma das pessoas que considero felizes me diz que atribui sua paz interior a vários fatores, um dos quais seria a realização profissional. Imagino que sentir-se satisfeito com o que se faz é meio caminho andado. Ou um terço de caminho, vá lá. Quando se tem a sorte de acertar nessa confusa loteria que é o mercado de trabalho, talvez se esteja conseguindo mesmo uma garantia relativa para viver em paz, e nem falo de altos rendimentos ou posição de destaque. Essa amiga, uma modesta costureira e artesã, vive numa cidade pequena da Bahia e mora numa casa simples de vila, onde cultiva algumas das plantas mais bem cuidadas que já vi. A alegria de ver sair das próprias mãos um objeto ou uma roupa que atrai clientes e merece elogios é um motivo de alegria quase permanente, além de garantir a subsistência dela e do filho de dez anos, que perdeu o pai há três. “Não posso dizer que não sinto falta do Daltro”, ela diz, “mas apesar de chorar muitas vezes com saudade dele, eu me sinto muito feliz com nossa vida”. Será boa consciência? Será o sentimento de ser uma boa mãe? Não sei, mas Dalva – o nome dela é Dalva – é uma mulher inequivocamente feliz.
Outro, um conhecido daqui do Rio, um homem meio calado mas muito bem-humorado, é autor de alguns dos textos mais inovadores e gostosos de ler que conheço. Aposentado há um ano, acha que o que ele e a mulher recebem é suficiente para curtir a vida do jeito deles, sem grandes luxos. Resolveu se dedicar ao que gosta mesmo de fazer, que é escrever e pintar – e são dois pintores, porque Gisela, a mulher, também tem bons trabalhos de pintura e ilustrou um bonito livro artesanal para dar de presente ao marido escritor no Natal. Esse escritor anônimo tem contos, muitos, dois romances, roteiros de novelas e um roteiro de filme. Tentou publicar em editoras “de autor”, mas se desiludiu com o mercenarismo e o descaso delas pelo autor. Está preparando um blog, que talvez vá se chamar Memórias de Agora, onde pretende mostrar seu trabalho. Tem dois filhos que já não moram com ele e a mulher, e seus dias, que tinham tudo para cair numa rotina desesperadora, são preenchidos por pesquisas, exercícios de culinária, bons filmes e longas conversas com os amigos com quem gostam de sair ou convidar para sua casa.
“Não preciso mais correr atrás de nada”, ele me disse, quando perguntei por que não vai mais à luta para publicar seus escritos. “Quero aproveitar os anos que ainda tivermos de vida para viver a fundo nossa felicidade. E acho que não seria justo comigo e com Gisela continuar ralando pra conseguir mais uns trocados”. Gisela não disse nada, mas teve um gesto de carinho explícito, e os dois se abraçaram com a cara iluminada de quem está em paz com a vida – e consigo mesmo.
Há outros casos, gente com a vida limitada por doenças ou perdas que deixariam em desespero quem não tivesse essa âncora interna, difícil de explicar e de entender, que no entanto faz de gente aparentemente “perdedora”, como alguns gostam de dizer, vencedores da guerra mais difícil de ganhar, e que se trava dentro de cada um.
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Créditos: Bolg "o bem, o mal e a coluna do meio"
Mas ninguém é obrigado a ser feliz a dois. Esse estado ou sensação de plenitude exige mais que apenas a presença de um parceiro. E a despeito das opiniões em contrário, é bem possível ser feliz, genuinamente feliz, vivendo sozinho. Conheço alguns exemplos de pessoas assim.
Analisando a vida e o comportamento desses seres bem-aventurados, cheguei à conclusão de que a primeira condição para ser feliz, sozinho ou acompanhado, é estar bem consigo mesmo. Um bom parceiro pode ajudar, mas não pode ser responsabilizado pela infelicidade do outro, se esse outro viver moído de frustração, mágoa ou inveja. Alguém incapaz de se identificar com um semelhante, de rir ou sofrer junto. Prazeres mesquinhos que deixam um rastro de destruição, drogadição, egoísmo mórbido, egocentrismo irrestrito e seus derivados são inimigos do estado de felicidade. Isso nem é novidade, é quase intuitivo. Mas então, que droga é isso de felicidade?
Há uma propaganda na mídia que começa perguntando “o que faz você feliz?”, para em seguida mostrar o estoque variadíssimo de alguma loja – ou será uma marca de carro? Não importa muito o produto veiculado, mas o espírito da coisa. Confunde-se constantemente a alegria causada por uma boa compra ou por um novo namorado com felicidade. Isso é euforia, satisfação, estado passageiro muito agradável e que se confunde facilmente com felicidade. Passa rápido, e os motivos de tristeza ou ansiedade ficam mais fortes, quando se percebe que nem a estabilidade financeira nem a nova paixão preencheram aquele vazio sabotador do bem-estar.
Uma das pessoas que considero felizes me diz que atribui sua paz interior a vários fatores, um dos quais seria a realização profissional. Imagino que sentir-se satisfeito com o que se faz é meio caminho andado. Ou um terço de caminho, vá lá. Quando se tem a sorte de acertar nessa confusa loteria que é o mercado de trabalho, talvez se esteja conseguindo mesmo uma garantia relativa para viver em paz, e nem falo de altos rendimentos ou posição de destaque. Essa amiga, uma modesta costureira e artesã, vive numa cidade pequena da Bahia e mora numa casa simples de vila, onde cultiva algumas das plantas mais bem cuidadas que já vi. A alegria de ver sair das próprias mãos um objeto ou uma roupa que atrai clientes e merece elogios é um motivo de alegria quase permanente, além de garantir a subsistência dela e do filho de dez anos, que perdeu o pai há três. “Não posso dizer que não sinto falta do Daltro”, ela diz, “mas apesar de chorar muitas vezes com saudade dele, eu me sinto muito feliz com nossa vida”. Será boa consciência? Será o sentimento de ser uma boa mãe? Não sei, mas Dalva – o nome dela é Dalva – é uma mulher inequivocamente feliz.
Outro, um conhecido daqui do Rio, um homem meio calado mas muito bem-humorado, é autor de alguns dos textos mais inovadores e gostosos de ler que conheço. Aposentado há um ano, acha que o que ele e a mulher recebem é suficiente para curtir a vida do jeito deles, sem grandes luxos. Resolveu se dedicar ao que gosta mesmo de fazer, que é escrever e pintar – e são dois pintores, porque Gisela, a mulher, também tem bons trabalhos de pintura e ilustrou um bonito livro artesanal para dar de presente ao marido escritor no Natal. Esse escritor anônimo tem contos, muitos, dois romances, roteiros de novelas e um roteiro de filme. Tentou publicar em editoras “de autor”, mas se desiludiu com o mercenarismo e o descaso delas pelo autor. Está preparando um blog, que talvez vá se chamar Memórias de Agora, onde pretende mostrar seu trabalho. Tem dois filhos que já não moram com ele e a mulher, e seus dias, que tinham tudo para cair numa rotina desesperadora, são preenchidos por pesquisas, exercícios de culinária, bons filmes e longas conversas com os amigos com quem gostam de sair ou convidar para sua casa.
“Não preciso mais correr atrás de nada”, ele me disse, quando perguntei por que não vai mais à luta para publicar seus escritos. “Quero aproveitar os anos que ainda tivermos de vida para viver a fundo nossa felicidade. E acho que não seria justo comigo e com Gisela continuar ralando pra conseguir mais uns trocados”. Gisela não disse nada, mas teve um gesto de carinho explícito, e os dois se abraçaram com a cara iluminada de quem está em paz com a vida – e consigo mesmo.
Há outros casos, gente com a vida limitada por doenças ou perdas que deixariam em desespero quem não tivesse essa âncora interna, difícil de explicar e de entender, que no entanto faz de gente aparentemente “perdedora”, como alguns gostam de dizer, vencedores da guerra mais difícil de ganhar, e que se trava dentro de cada um.
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Créditos: Bolg "o bem, o mal e a coluna do meio"
quinta-feira, 4 de março de 2010
mmm
"Devia de haver três coisas sagradas na vida: a infância, o amor e a doença. Tudo se pode atraiçoar no mundo, menos uma criança, o ser que nos ama e um enfermo. Em todos esses casos a pessoa está indefesa."
Miguel Torga
"Uma alma gémea é alguém cujas fechaduras coincidem com as nossas chaves e cujas chaves coincidem com as nossa fechaduras. Quando nos sentimos seguros a ponto de abrir as fechaduras, surge o nosso eu mais verdadeiro e podemos ser, completamente e honradamente quem somos. Cada um descobre a melhor parte do outro."
Richard Bach
"As flores reflectem o bem verdadeiro. Quem tentar possuir uma flor verá a sua beleza murchar. Mas quem olhar uma flor no campo, permanecerá para sempre com ela."
Paulo Coelho
Créditos: C2---------------------------------
Miguel Torga
"Uma alma gémea é alguém cujas fechaduras coincidem com as nossas chaves e cujas chaves coincidem com as nossa fechaduras. Quando nos sentimos seguros a ponto de abrir as fechaduras, surge o nosso eu mais verdadeiro e podemos ser, completamente e honradamente quem somos. Cada um descobre a melhor parte do outro."
Richard Bach
"As flores reflectem o bem verdadeiro. Quem tentar possuir uma flor verá a sua beleza murchar. Mas quem olhar uma flor no campo, permanecerá para sempre com ela."
Paulo Coelho
Créditos: C2---------------------------------
quarta-feira, 3 de março de 2010
Terramoto e Tsunami no Chile
Chile conta 795 mortos, enquanto se destapa a destruição das ondas
Tsunami terá feito mais vítimas do que o abalo de magnitude de 8.8
O número de mortos do sismo de sábado no Chile subiu para 795. A última a actualização foi divulgada pela presidente do país, Michelle Bachelet, em Curicó, umas das cidades afectadas. À medida que o tempo passa, descobre-se que as ondas mataram mais do que os prédios que ruíram sobre a força do terramoto de maior magnitude do século.
«Neste momento estamos a aproximar-nos dos 800 falecidos», disse a chefe de estado, especificando depois que a região mais afectada é a de Maule, com 586 vítimas. Bachelet avisou ainda que se espera que o número de mortos continue a subir, à medida que os trabalhos de resgate e as comunicações vão sendo restabelecidas.
O último balanço do sismo de magnitude 8.8 na escala de Richter, a que se seguiu um tsunami que varreu parte da costa chilena, apontava para 763 mortos.
O repórter relata que junto à foz do rio Maule, na cidade de Constitución, o cenário é de guerra, depois duas ondas com cerca de oito metros de altura terem varrido a zona. Uma vinda de norte outra de sul. Depois chocaram numa explosão líquida mortal. Segundo testemunhas, vieram ainda outras duas ondas não menos letais, uma delas com 15 metros. A parede de água engoliu, impassível, edifícios, carros (alguns deles em fuga), árvores e pessoas.
À frente de Constitución existe uma pequena ilha, Orrego. Segundos os relatos recolhidos pelo «El País», as ondas cobriram-na à sua passagem. No local estavam acampadas 500 pessoas. Não se sabe do paradeiro de 150.
«Vi pessoas a flutuar, agarrados a troncos que o mar tinha levado de uma fábrica de celulose», disse ao jornal a habitante local Marlén Rodríguez, explicando que há bairros inteiros que deixaram de existir em Constitución.
Para se ter uma ideia da força do mar, um barco repousa entre os destroços, a quatro quilómetros da costa. Na costa, há casas que foram arrastadas 200, 300, 400 metros terra adentro.
http://video.msn.com/?mkt=PT-BR&playlist=videoByUuids:uuids:96614c85-948c-4536-ba80-20417d446419&showPlaylist=true&from=iv2_pt-br_News_VideoHub&fg=gtlv2
http://video.msn.com/?mkt=PT-BR&playlist=videoByUuids:uuids:5adfb0d9-744e-4d7a-8e6c-e8691b323799&showPlaylist=true&from=iv2_pt-br_News_VideoHub&fg=gtlv2
Se nos centros urbanos maiores já é possível contabilizar mortos, nas pequenas localidades, cuja avaliação dos estragos ainda só foi feita pelo ar, a incógnita sugere que o desastre seja ainda mais negro do que os traços que apresenta agora.
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Créditos: IOL
Tsunami terá feito mais vítimas do que o abalo de magnitude de 8.8
O número de mortos do sismo de sábado no Chile subiu para 795. A última a actualização foi divulgada pela presidente do país, Michelle Bachelet, em Curicó, umas das cidades afectadas. À medida que o tempo passa, descobre-se que as ondas mataram mais do que os prédios que ruíram sobre a força do terramoto de maior magnitude do século.
«Neste momento estamos a aproximar-nos dos 800 falecidos», disse a chefe de estado, especificando depois que a região mais afectada é a de Maule, com 586 vítimas. Bachelet avisou ainda que se espera que o número de mortos continue a subir, à medida que os trabalhos de resgate e as comunicações vão sendo restabelecidas.
O último balanço do sismo de magnitude 8.8 na escala de Richter, a que se seguiu um tsunami que varreu parte da costa chilena, apontava para 763 mortos.
Um barco a quatro quilómetros do mar
O correspondente no Chile do jornal espanhol «El País» noticia que mais de metade das vítimas não morreram por causa do abalo, mas pelo efeito das ondas gigantes, que chegaram sem aviso a muitas localidades costeiras ao longo de centenas de quilómetros.
À frente de Constitución existe uma pequena ilha, Orrego. Segundos os relatos recolhidos pelo «El País», as ondas cobriram-na à sua passagem. No local estavam acampadas 500 pessoas. Não se sabe do paradeiro de 150.
«Vi pessoas a flutuar, agarrados a troncos que o mar tinha levado de uma fábrica de celulose», disse ao jornal a habitante local Marlén Rodríguez, explicando que há bairros inteiros que deixaram de existir em Constitución.
Para se ter uma ideia da força do mar, um barco repousa entre os destroços, a quatro quilómetros da costa. Na costa, há casas que foram arrastadas 200, 300, 400 metros terra adentro.
http://video.msn.com/?mkt=PT-BR&playlist=videoByUuids:uuids:96614c85-948c-4536-ba80-20417d446419&showPlaylist=true&from=iv2_pt-br_News_VideoHub&fg=gtlv2
http://video.msn.com/?mkt=PT-BR&playlist=videoByUuids:uuids:5adfb0d9-744e-4d7a-8e6c-e8691b323799&showPlaylist=true&from=iv2_pt-br_News_VideoHub&fg=gtlv2
Se nos centros urbanos maiores já é possível contabilizar mortos, nas pequenas localidades, cuja avaliação dos estragos ainda só foi feita pelo ar, a incógnita sugere que o desastre seja ainda mais negro do que os traços que apresenta agora.
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Créditos: IOL
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Partir....
Chegou o momento...
Chegou a hora... o dia...
Já larguei amarras....
abri as velas ao vento......
defini a rota, que não tem rumo
e, de leme bem seguro...
deixo parte da vida no cais que agora abandono...
Cais de sonhos, cais de esperança,
mas também..
cais de cansaço... cais de derrota...
Glória aos vencedores....
e.....
saía de cena... quem não é de cena!
Chegou a hora... o dia...
Já larguei amarras....
abri as velas ao vento......
defini a rota, que não tem rumo
e, de leme bem seguro...
deixo parte da vida no cais que agora abandono...
Cais de sonhos, cais de esperança,
mas também..
cais de cansaço... cais de derrota...
Glória aos vencedores....
e.....
saía de cena... quem não é de cena!
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Pega e leva-me....
E a noite mudou o dia..
e a chuva a solidão..
Só tu sabes o que eu não sei..
mesmo assim,
vem...!
Vem, pega e leva-me.....!
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e a chuva a solidão..
Só tu sabes o que eu não sei..
mesmo assim,
vem...!
Vem, pega e leva-me.....!
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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Sabe bem não estar sózinho....
Ser forte é tudo isto....
http://www.youtube.com/watch?v=8xmkKUPuGrY
Obrigado C2
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http://www.youtube.com/watch?v=8xmkKUPuGrY
Obrigado C2
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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Peru, só no prato
Não conheço nenhuma mulher da minha geração que não fantasie com o George Clooney e que não sonhe com um homem com sentido de humor. Muitas procuram um pai que as oriente e as proteja, outras um provider que as sustente e lhes pague todos os caprichos, outras ainda apenas um que as ature, mas a maior parte afirma não prescindir de uma companhia com sentido de humor, como se este sentido desse sentido aos outros sentidos da vida em comum de casal.
É verdade que um homem com graça pode tornar-se a melhor das companhias, mas é se não tiver a mania que é engraçado. Os que estão sempre a dizer piadas e que fazem gala em contar anedotas à razão de uma por cada três minutos de convívio podem tornar-se muito cansativos.
Um homem que diz a piada inesperada no momento certo é bem vindo, já o espertinho que tem uma graça na manga para cada situação do dia-a-dia, qual coelho mecanizado que salta da cartola, é uma seca. E dentro desta categoria existem duas subespécies terríveis: o Agradador e o Presumido.
O primeiro é charmoso, melífluo, meloso e graxista; nunca se esquece de comprar trouxas de ovos para os sogros e afirma sempre com grande entusiasmo que o bacalhau ainda está melhor do que no ano anterior. Finge que adora a família da mulher, distribui presentes vistosos por todos os sobrinhos e primos afastados da dita e encara a quadra natalícia como uma missão que deve ser cumprida com zelo e sucesso, ambicionando receber da mulher um bónus no final do ano.
O presumido é aquele tio, primo ou sobrinho que aproveita a época natalícia para se tornar o centro das atenções, monopolizando todas as conversas com o seu tema preferido, o próprio, gabando-se dos seus feitos profissionais ou destilando piadas parvas e fáceis sobre o Governo, o casamento entre homossexuais e a cimeira de Copenhaga. Nem sempre é alto, bonito e espadaúdo, mas acha-se estupendo, o que o faz caminhar de peito inchado e olhar para o próximo de sobrolho ligeiramente levantado, qual fidalgo falido saído directamente de um romance do Eça.
Agradador e Presumido não raro entendem-se às mil maravilhas porque o primeiro identifica o segundo assim que passa a fazer parte de uma nova estrutura familiar, e desde logo aprende a dizer-lhe o que este quer ouvir, criando entre si um forte laço simbiótico que consiste em ‘eu afago o teu o teu ego e tu afagas o meu’, com carinho semelhante aos dos símios quando catam a piolhada uns aos outros.
Na verdade, até há mulheres que aturam tanto uns como os outros, accionando um mecanismo feminino apurado ao longo dos milénios – a negação. Ou seja, elas sabem que eles são insuportáveis, mas fingem que não percebem.
Já eu, que não fantasio com o Clooney, prefiro o strong silent type, que quando abre a boca é para dizer algo pertinente e subtil. Peru, só assado, recheado e no prato, acompanhado com arroz de passas.
________________________________________
Créditos: Sol onLine / MargaridaRebeloPinto
É verdade que um homem com graça pode tornar-se a melhor das companhias, mas é se não tiver a mania que é engraçado. Os que estão sempre a dizer piadas e que fazem gala em contar anedotas à razão de uma por cada três minutos de convívio podem tornar-se muito cansativos.
Um homem que diz a piada inesperada no momento certo é bem vindo, já o espertinho que tem uma graça na manga para cada situação do dia-a-dia, qual coelho mecanizado que salta da cartola, é uma seca. E dentro desta categoria existem duas subespécies terríveis: o Agradador e o Presumido.
O primeiro é charmoso, melífluo, meloso e graxista; nunca se esquece de comprar trouxas de ovos para os sogros e afirma sempre com grande entusiasmo que o bacalhau ainda está melhor do que no ano anterior. Finge que adora a família da mulher, distribui presentes vistosos por todos os sobrinhos e primos afastados da dita e encara a quadra natalícia como uma missão que deve ser cumprida com zelo e sucesso, ambicionando receber da mulher um bónus no final do ano.
O presumido é aquele tio, primo ou sobrinho que aproveita a época natalícia para se tornar o centro das atenções, monopolizando todas as conversas com o seu tema preferido, o próprio, gabando-se dos seus feitos profissionais ou destilando piadas parvas e fáceis sobre o Governo, o casamento entre homossexuais e a cimeira de Copenhaga. Nem sempre é alto, bonito e espadaúdo, mas acha-se estupendo, o que o faz caminhar de peito inchado e olhar para o próximo de sobrolho ligeiramente levantado, qual fidalgo falido saído directamente de um romance do Eça.
Agradador e Presumido não raro entendem-se às mil maravilhas porque o primeiro identifica o segundo assim que passa a fazer parte de uma nova estrutura familiar, e desde logo aprende a dizer-lhe o que este quer ouvir, criando entre si um forte laço simbiótico que consiste em ‘eu afago o teu o teu ego e tu afagas o meu’, com carinho semelhante aos dos símios quando catam a piolhada uns aos outros.
Na verdade, até há mulheres que aturam tanto uns como os outros, accionando um mecanismo feminino apurado ao longo dos milénios – a negação. Ou seja, elas sabem que eles são insuportáveis, mas fingem que não percebem.
Já eu, que não fantasio com o Clooney, prefiro o strong silent type, que quando abre a boca é para dizer algo pertinente e subtil. Peru, só assado, recheado e no prato, acompanhado com arroz de passas.
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Créditos: Sol onLine / MargaridaRebeloPinto
domingo, 10 de janeiro de 2010
Dentro de água - Ofurôs
Banhos desintoxicantes para dias frios
No Japão, o banho de imersão serve para limpar o corpo e a mente. Todos os dias, ao final da tarde, a família junta-se para um banho colectivo nos tradicionais ofurôs – banheiras redondas de madeira de cedro, parecidas com tinas, e que têm propriedades terapêuticas
«Os japoneses têm uma carga horária muito pesada e vivem em ambientes muito stressantes. Esta é uma oportunidade de relaxarem do trabalho e estarem com a família », explica Denise Seito, especialista em terapias japonesas.
No ofurô, a pessoa mantém-se sentada, com os joelhos elevados e rodeada de água muito quente (40 a 45º C), até aos ombros. Segundo a terapeuta nipo-brasileira, a posição é idêntica à fetal, «em que a água faz as vezes do líquido amniótico».
E como os ofurôs chegam a ter espaço para quatro pessoas, o banho transforma-se «num ritual de confraternização».
Mas o objectivo principal do tempo passado nesta banheira de madeira é o relaxamento físico e psicológico: «O cedro liberta um aroma que, quando combinado coma água quente, leva à harmonização do corpo e da mente».
Em termos terapêuticos, alivia tensões musculares, estimula a circulação e desintoxica a pele. Para a saúde da pele servem também os banhos de imersão das Termas de Carapacho, na Ilha da Graciosa, nos Açores. Recomendados para tratar de eczemas, são feitos em água salgada que pode chegar aos 39º C.
Os benefícios desta água que nasce numa espécie de gruta estendem-se «ao tratamento do reumatismo e de problemas de fígado», diz Manuel Virgínio dos Santos, responsável pelas termas.
Mesmo sem o furô ou longe das termas açorianas, pode obter-se bem-estar na banheira rectangular de casa. A temperatura elevada da água é o mais importante, porém Denise Seito salienta que uma toalha turca húmida e quente a cobrir os ombros «ajuda a potenciar os efeitos».
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Créditos: Sol online – francisca seabra
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