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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Uma dúvida....uma questão...

Esta é a minha dúvida..........., esta é a minha questão............

Não imagino o coração a lutar contra a razão pois normalmente o coração perde. Perde e perderá sempre. O coração não pensa, age. A razão equaciona e estimula. Actua com certezas refinadas e por isso, ganha e ganhará sempre.

È caso para dizer, coitado do coração.... Bem precisa das campanhas de promoção e do mês de Maio, para se tentar reparar e valorizar. Se "mandasse", acabava com este cinismo e com o vocábulo "coração". Manda-se abaixo todos os dias, põe-se a lutar por causas perdidas e depois, para consolação, durante trinta dias idolatra-se e põe-se no altar.
Fracamente.
O que somos capaz de fazer.
É nestes casos que gostava de ser caracol ou qualquer “coisa” hermafrodita.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Ri obrigado

Hoje tenho uma razão para um sorriso... e agradeço-o à rapariga da minha vida!!!
Obrigado filha..
Parabêns!!

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

di(á)logo vou partir

- Em queda livre.....
- E quando tocar o solo??
- Dobram os sinos!!
- Olhar salgado??
- Não....
Só um sorriso....
A paz chegou!

Di frente (olhos nos olhos)

a diferença não tem que necessáriamente ser uma incompatibilidade....
o sorriso nasce quando a considerarmos uma oportunidade

ahmais

É mais o que desfaço do qu' aquilo qu' edifico....
no ir, cada vez mais..
 e volta a calma, que espreita à porta....
Ser egoista???
E porque não???!!
Todos o são, mesmo a paixão
Já sem pudor... tal qual traição!
......
e pela noite confundo as sombras,
mãos encovadas, olhar sentido,
nada me resta, tudo é perdido!

terça-feira, 30 de junho de 2009

Saudades cansadas...

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Todo o meu sonho é dor
deslumbrado que foi na ilusão
como um restolho sofrido pela ceifeira
a quem a sorte no verde seco não poupou...

Como ser forte tanto mal faz
onde imperativo é resistir
onde a palavra basta, não tem sentido
e as forças são pura ficção...

Já não me sinto régua nem esquadro
nem vento norte ou verde anil
já sou a portagem no auto-estrada,
simples palito numa parada
sou grão de areia no mar Aral,
risco pisado num salto nulo,
balão sem ar no fim de festa...

A mão que estende mas não alcança
a voz que soa mas não se ouve
são a estrutura, não resistente
são a saudade já indiferente....
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domingo, 28 de junho de 2009

Rumo

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É tempo, companheiro!
Caminhemos ...
Longe, a Terra chama por nós,
e ninguém resiste à voz
Da Terra ...
Nela,
O mesmo sol ardente nos queimou
a mesma lua triste nos acariciou,
e se tu és negro e eu sou branco,
a mesma Terra nos gerou!
Vamos, companheiro ...
É tempo!
Que o meu coração
se abra à mágoa das tuas mágoas
e ao prazer dos teus prazeres
Irmão
Que as minhas mãos brancas se estendam
para estreitar com amor
as tuas longas mãos negras ...
E o meu suor
se junte ao teu suor,
quando rasgarmos os trilhos
de um mundo melhor!
Vamos!
que outro oceano nos inflama.. .
Ouves?
É a Terra que nos chama ...
É tempo, companheiro!
Caminhemos ...

Alda Lara

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Tarde p'ra partir... cedo p'ra chegar!!!

E aí está....
Pela rua mais estreita, levo o meu partir!
Na despedida, apenas um frio e denso nevoeiro que que comprime o peito sempre que respiro...
O amanhecer não quer despedidas e ainda permanece para oriente. A estrela do norte também já deixou a esfera celeste, certamente por ciúmes, pois o cruzeiro do sul vai reinar por uns tempos.
A Lua, essa, há muito que desapareceu... Certamente a espalhar luar noutras latitudes e a procurar o brilho que lhe tiraram! Sempre pensei que aparecesse para o último olhar, mas.......
Um gato castanho claro, pousa sobre um muro e olha intrigado, acompanhado o meu passar. Na volta da estrada reparo pelo canto do olho que já não lhe causo mais atenção pois limpa as patas com a língua enquanto espera pacientemente pela primeira presa da manhã.
Concentro-me nas horas e no peso do saco que me vinca o ombro... Parece que transporto num simples saco o peso de todo o mundo ... mas pensando bem, levo a minha vida comigo e por muito leve que seja, deixa marcas onde passa. Só que evitava era esta agora no ombro...
Inspiro mais uma vez e avanço.... Não olharei para trás, pois sei que atrás ninguém está... Sei de cor a paisagem que não quero rever; sei a paisagem que quero levar e essa está bem gravada.
Escuto o eco dos meus passos, cada vez mais convictos e determinados em sair deste lugar. Nestas ocasiões o coração fraqueja e a coragem inicial foi corroída pelo tempo de espera. È pois tempo de provar que ainda te resta um pingo de valentia e abrir trilhos que o nevoeiro teima em esconder.

Quando alguém se torna fado, é sempre um alívio saber que partiu: é mais fácil conviver com a distância do que tropeçar com a sombra em cada esquina do dia.
Por outro lado é bastante aborrecido, (chato, diria mesmo utilizando o calão) ter que se mudar os hábitos e proferir conversa de circunstância sempre que alguém que já não pertence à nossa rua, se atravessa à frente transportando teimosamente crenças que já nada nos dizem.


Cada passo em frente, aumenta a distância e encurta a dor. A distância, para além de fomentar o esquecimento, justificará sem qualquer dificuldade decisões préviamente tomadas e ausências assumidas.
Tenho a certeza que já é tarde demais para partir.... e a certeza também que é demasiado cedo para voltar.

Quer parta, quer não parta, será sempre tarde e sempre cedo!!

terça-feira, 19 de maio de 2009

Portrilhos


A hora aperta, minutos vil
A porta aberta, sentidos mil
... e a saudade?
-Essa não parte.... apenas vai!
... e o receio?
- Também existe....
... e a porta aberta? Não fechará?
- Quem não partir, não voltará!

... e a nostalgia?
- Apenas vem.. jamais irá!!
... e o sorriso??
- Já foi à frente.... é batedor!
... e o olhar? Também partiu?
- Já tudo foi.... só resta a dor.

E o tempo acabou...
o vulto passou,
o vento soprou
e a porta fechou!

Créditos Foto: Net