terça-feira, 21 de abril de 2009
Dia da Terra....
A Nasa vai comemorar o Dia da Terra na quarta-feira, dia 22 de Abril, transmitindo imagens em alta definição do Planeta tiradas por câmaras instaladas na Estação Espacial Internacional (ISS), anunciou esta segunda-feira a agência espacial norte-americana.
Visível da Terra a olho nu, a ISS avança a 28.163 km/hora.
As imagens em alta definição da Terra poderão ser vistas no dia 22 de Abril das 10h00 às 13h00 TMG (11h00 às 14h00 de Lisboa), das 16H00 às 18H00 TMG (17h00 às 19h00 de Lisboa) e das 20h00 às 23h00 TMG (21h00 às 24h00 de Lisboa) no canal de TV da Nasa ou no site da agência espacial: http://www.nasa.gov/ntv.
Créditos: SAPO/AFP
21 de Abril de 2009
Central Solar Fotovoltaica de Amareleja
A Central Solar Fotovoltaica de Amareleja vai produzir, durante os próximos 25 anos, 93 gigawatts/hora de energia por ano.
Da alvorada ao poente, 2.520 seguidores solares, com 104 painéis fotovoltaicos cada um, "perseguem" e "alimentam-se" do Sol que irradia a vila alentejana de Amareleja (Moura), para produzir energia "limpa" através da maior central solar do mundo
Com uma capacidade total instalada de 46,41 megawatts (MW), a Central Solar Fotovoltaica de Amareleja, propriedade da empresa espanhola Acciona, líder mundial de energias renováveis, "salpica" de azul 250 hectares perto da "terra mais quente de Portugal", devido aos recordes de temperatura máxima no Verão.
A qualidade e a quantidade da radiação solar na zona da Amareleja, aliadas à "disponibilidade de terreno", levaram a Acciona a "apostar" e a investir 261 milhões de euros num projecto idealizado há seis anos pelo "sonho renovável" do presidente da Câmara de Moura, José Maria Pós-de-mina.
A funcionar em pleno há quase quatro meses, a central vai produzir, durante os próximos 25 anos, 93 gigawatts/hora (GWh) de energia por ano, precisou à Lusa Francisco Aleixo, director-geral da Amper Central Solar, empresa que instalou e gere a central e propriedade da Acciona.
Uma produção suficiente para abastecer 35 mil habitações e poupar cerca de 90 mil toneladas de emissões de gases com efeito de estufa (CO2).
A central, que durante a fase de instalação empregou temporariamente 220 trabalhadores, vai criar cerca de 15 postos de trabalho permanentes, a maioria nos serviços de manutenção, disse Francisco Aleixo.
O projecto, acrescentou, engloba ainda uma fábrica de produção de painéis fotovoltaicos, também propriedade da Acciona e a funcionar em Moura e que deverá criar "100 a 110" postos de trabalho directos.
Por outro lado, lembrou Francisco Aleixo, a Acciona, quando adquiriu a Amper, criada pela Câmara de Moura para construir e gerir a central, disponibilizou dois fundos para a autarquia.
Um deles, no valor de três milhões de euros, será para o arranque do Tecnopólo de Moura, dedicado à investigação e à criação de empresas do sector das energias renováveis, e o outro, de 500 mil euros, destina-se à construção de infra-estruturas sociais no concelho.
A central, que anda nas "bocas do mundo" por ser a maior, tem também um carácter "didáctico" e é uma "montra" do "potencial" da tecnologia fotovoltaica, que, apesar de ainda não estar "completamente madura", "já está muito evoluída", disse Francisco Aleixo.
Uma tecnologia que, salientou, pode ser usada para produzir energia através de grandes e de minis centrais e de microgeração, um novo regime que permite aos consumidores produzirem electricidade a partir das suas casas ou edifícios e através de micro sistemas tecnológicos de energias renováveis.
Além da central de Amareleja, no distrito de Beja, que tem a maior potência fotovoltaica licenciada em Portugal, existem outras sete centrais, três no concelho de Ferreira do Alentejo, duas no de Mértola, uma no de Serpa e outra no de Almodôvar.
http://aeiou.expresso.pt/energia-solar-maior-central-do-mundo-em-moura-vai-produzir-93-gwh-video=f509870
Créditos: Expresso on-line Lusa
20 Abril 2009
...o fim do Mundo.....
As anãs brancas podem conter os últimos vestígios de sistemas planetários como o Sistema Solar.

NASA
Os investigadores descobriram, através do Telescópio Espacial Spitzer da NASA , que entre 1% e 3% das anãs brancas tiveram os seus próprios sistemas solares, isto é, um conjunto de planetas, satélites e asteróides a orbitar à sua volta.
Com efeito, as poeiras observadas são basicamente feitas dos mesmos materiais que os planetas rochosos e asteróides conhecidos, o que significa que as estrelas observadas os terão absorvido antes de se transformarem em anãs brancas .
Quando se esgota o combustível das estrelas - o hidrogénio, o elemento mais abundante no Universo - estas morrem. Mas a maneira como morrem depende da sua dimensão.
Se uma estrela moribunda tem uma massa mais próxima da massa do nosso Sol, o núcleo contrai-se, as camadas exteriores expandem-se e forma-se uma gigante vermelha, que pode engolir os planetas rochosos como a Terra e outros astros mais próximos que orbitem à sua volta.
Entretanto, as camadas exteriores da gigante vermelha vão-se afastando do núcleo e formam uma nebulosa planetária, enquanto o núcleo se transforma numa anã branca, assim chamada devido ao tipo de luminosidade que emite. A anã branca é muito densa e tem uma dimensão semelhante à da Terra.
Os astrónomos calculam que 98% das estrelas conhecidas do Universo irão evoluir até se tornarem anãs brancas. Nas estrelas com uma massa muito maior que a do nosso Sol, a morte segue um caminho diferente.
O núcleo sobrevive como estrela de neutrões (onde já não há explosões nucleares) se a estrela que a originou tinha uma massa entre duas e oito vezes a massa do nosso Sol. Se essa massa for superior, o colapso gravitacional da estrela moribunda levará à formação de um buraco negro.
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Letras com sumo...
"Eu procuro um amor
que ainda não encontrei
diferente de todos que amei
Nos seus olhos quero descobrir
uma razão para viver
e as feridas dessa vida
eu quero esquecer
Pode ser que eu a encontre
numa fila de cinema
numa esquina ou numa mesa de bar
Procuro um amor
que seja bom pra mim
vou procurar, eu vou até o fim
E eu vou tratá-la bem
pra que ela não tenha medo
quando começar a conhecer
os meus segredos
Eu procuro um amor
uma razão para viver
e as feridas dessa vida
eu quero esquecer
Pode ser que eu gagueje
sem saber o que falar
mas eu disfarço
e não saio sem ela de lá
Procuro um amor
que seja bom pra mim
vou procurar, eu vou até o fim"
Frejat, 2009
A Grande Muralha da China... "Maior que Grande"!!!

A Grande Muralha da China é mais longa do que se pensava e incluindo trincheiras e barreiras naturais chega quase aos 9.000 quilómetros de comprimento, segundo novos levantamentos geográficos divulgados esta segunda-feira.
Trata-se da maior fortificação do planeta, serpenteando por montes e vales desde o golfo de Bohai, na costa norte da China, até às províncias de Gansu e Qinghai, a caminho da Ásia Central.
A Grande Muralha da China, classificada em 1987 como Património da Humanidade, começou a ser construída há mais de dois milénios pelo imperador que unificou o país, Qin Shihuang, mas a maior parte do traçado foi erguido ou restaurado durante a dinastia Ming (1383-1644).
Além das secções muradas com tijolos, que são também as mais visitadas pelos turistas, a Grande Muralha da China incluía cerca de 2.200 quilómetros de rios e colinas, consideradas barreiras naturais, e quase 359 quilómetros de trincheiras.
Após uma investigação de dois anos, a Administração Estatal do Património Cultural e o Serviço Geográfico-Cadastral da China concluíram que, no conjunto, a Grande Muralha tem 8,851.8 quilómetros de comprimento, sendo "significativamente mais longa do que anteriores estimativas".
Tradicionalmente, aliás, dizia-se que a Grande Muralha da China estendia-se por Wan Li (10.000 li), o que corresponde a cerca de 5.000 quilómetros.
20 Abril09
Como "gerar" emprego.....
Não é que não deva ser feita justiça, mas é certamente mais fácil prender um ladrão de galinhas que um de colarinho branco....
Assim, a justiça é mesmo para todos.... e fica bem nas vésperas do dia da Revolução
"Justiça/Maia:
Julgamento de "pilha-galhinhas" caiu por desistência de queixa
20 de Abril de 2009, 11:59
Maia, 20 Abr (Lusa) - O julgamento de um homem acusado de furtar duas galinhas, hoje, no Tribunal da Maia, terminou um minuto após ter começado com a desistência de queixa do lesado e a anuência do arguido.
"Não valia a pena perder tempo", afirmou à Lusa o lesado, Manuel Costa, 61 anos, que, ainda assim, disse manter a convicção de que o arguido lhe furtou não só as duas galinhas que desencadearam o processo, mas também 17 outras.
Segundo disse, o suspeito terá sido também o autor do furto de ferramentas a um vizinho e foi tudo isto que o levou a avançar com a queixa na GNR que resultou neste processo.
Agastado com a presença massiva de jornalistas no Tribunal da Maia para cobrir este julgamento, Manuel Costa anunciou desde logo que iria deixar cair a acusação, rotulando tudo isto como "uma palhaçada".
"É uma coisa que não vale nada. Há coisas mais importantes", referiu, numa alusão ao destaque mediático dado ao caso.
O queixoso é um reformado que dedica parte dos seus tempos livres a criar galináceos.
Por sua vez, o alegado "pilha-galinhas" é um homem de 28 anos, detido preventivamente à ordem de outros processos, pelo que a sua presença em tribunal implicou a mobilização de uma equipa da guarda prisional.
Foi ainda mobilizado um advogado oficioso, pago pelo Estado, para o defender.
Uma fonte conhecedora do processo disse que o Ministério Público poderia ter evitado este julgamento, optando pela figura da suspensão provisória do processo.
Um procurador consultado pela Lusa contrapôs que essa opção implica uma série de pressupostos, "que provavelmente não estariam preenchidos", nomeadamente a inexistência de antecedentes criminais.
Outra opção seria o recurso ao processo sumaríssimo, em que um juiz aplica uma pena proposta pelo MP, com a concordância do arguido, sem necessidade de julgamento.
Os factos remontam a 26 de Outubro de 2007, altura em que, segundo a acusação do processo, José T., residente em Custóias, Matosinhos, entrou no quintal de um habitante de Moreira, Maia, rebentou a fechadura do seu galinheiro, apoderou-se das aves, meteu-as dentro de um saco e fugiu.
Teria cometido assim, em autoria material, um crime de furto que seria qualificado, devido ao arrombamento do galinheiro, mas que passou a simples, dado o valor diminuto dos prejuízos.
JGJ.
Lusa/fim"
É caso para dizer "Diz-me o que roubas, dir-te-ei que Justiça tens"
Letras com sumo..
"Sei de cor
cada traço do teu rosto, do teu olhar
cada sombra da tua voz e cada silêncio,
cada gesto que tu faças,
meu amor sei-te de cor
Sei cada capricho teu e o que não dizes
ou preferes calar, deixa-me adivinhar
não digas que o louco sou eu
se for tanto melhor
amor sei-te de cor
Sei porque becos te escondes,
sei ao pormenor o teu melhor e o pior
sei de ti mais do que queria
numa palavra diria
sei-te de cor
Sei cada capricho teu e o que não dizes
ou perferes calar, deixa-me adivinhar
não digas que o louco sou eu
se for tanto melhor
amor sei-te de cor
Sei de cor
cada traço do teu rosto, do teu olhar
cada sombra da tua voz e cada silêncio,
cada gesto que tu faças,
meu amor sei-te de cor"
sexta-feira, 17 de abril de 2009
LUA...LUAR.....

Luar em Seattle...
Esta semana traiçoeira trouxe de volta o frio e a chuva. A agradável caminhada em mangas de camisa terá de esperar. Por entre as nuvens, alguns conseguirão espreitar a Lua, quase cheia, que preenche com a sua luminosidade os nossos céus. Para os amantes da astronomia isso significa piores noites de observação, pois a Lua, com o seu brilho, impede a observação de objectos menos brilhantes que estejam na sua vizinhança.
Para as crianças, uma proposta diferente: procurar na Lua objectos imaginários - um coelho, um homem, um gelado.
Lua..... um gelado para uma criança!!
Para os artistas, são noites perfeitas: o reflexo na água do mar, a enorme forma com que a Lua parece surgir no horizonte.
Uma ilusão, é claro, uma partida que nos prega o nosso cérebro que nos faz pensar que o tamanho da Lua realmente se altera.
A composição desta imagem mostra claramente quão enganado está:
Luar em Seattle....
Para os amantes, a promessa de momentos românticos. Até mesmo a presença de alguma nebulosidade não impede momentos inesquecíveis. A existência de cristais de gelo na alta atmosfera pode brindar-nos com um belo halo à volta da Lua.
Lua vista por uma lente "olho de peixe"
Para os humanos, é também a garantia da nossa existência neste planeta. É que o nosso satélite natural, cuja formação ainda é um mistério, garante a estabilidade do eixo do nosso planeta. Se a Lua não existisse, provavelmente a vida na Terra não se teria ainda desenvolvido ou, se tivesse, não seria certamente um membro da raça humana a escrever essa peça, se já houvesse escrita.
Créditos:
Imagens:AIA2009
Saber mais:Página nacional do Ano Internacional da Astronomia 2009
Sapo Noticias - 08 de Abril de 2009
PRIMA VERA 2

Finalmente, é Primavera na Terra
Com a chegada da Primavera somos brindados com um cheirinho diferente no ar, o canto dos passarinhos, as múltiplas cores das flores que embelezam as nossas ruas.
Uops! - mas parte do planeta prepara-se agora para a chegada do Inverno, as pessoas apressadas aproveitam os últimos dias de calor enquanto o Outono se instala.
É que as estações do ano não são iguais nos dois hemisférios.
Desafio agora o leitor a rever os seus conhecimentos: porque temos várias estações ao longo de uma volta do nosso planeta em torno do Sol?
Para aqueles que responderam que é devido à maior ou menor proximidade do nosso planeta à nossa estrela, lamento desapontar. É que embora a órbita da Terra em torno do Sol não seja perfeitamente circular, está bem próximo disso.
E além disso, se fosse essa a razão, como poderíamos explicar as diferentes estações nos dois hemisférios?

A explicação é outra: tem a ver com a inclinação do eixo de rotação do nosso planeta em relação à sua órbita.Os dois hemisférios recebem diferentes quantidades de calor ao longo da trajectória. Na verdade, todos os planetas cujos eixos estão inclinados em relação às suas órbitas apresentam estações diferentes nos dois hemisférios. Quando um hemisfério aponta para o Sol, nessa parte do planeta é Verão e, na parte oposta, Inverno. Em Mercúrio, Vénus e Júpiter, a inclinação é tão pequena que essas diferenças não se fazem notar.
Créditos:
Saber mais:Página global do Ano Internacional da Astronomia 2009
Sapo Notícias - 17 de Abril de 2009
terça-feira, 14 de abril de 2009
Totoloto?? Não..!!! Perfira Galp.. Galp é que dá milhões todos os dias....
Os seis administradores que compõem a Comissão Executiva da Galp Energia ganharam em 2008 mais de quatro milhões de euros (2,9 milhões em remunerações fixas e 1,1 milhões em variáveis).
De acordo com o relatório de governo da petrolífera, divulgado pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), Ferreira de Oliveira, Fernando Gomes, Carlos Gomes da Silva, André Palmeiro Ribeiro e os representantes da petrolífera italiana ENI, Cláudio De Marco e Fabrizio Dassogno, tiveram, em média, um salário mensal da ordem dos 48 700 euros (considerando 14 meses), mais de 1800 euros por dia. Para além deste ordenado, a Galp oferece aos administradores executivos a constituição de um Plano de Poupança Reforma (PPR) que, em 2008, contou com uma contribuição da empresa superior a 90 mil euros por administrador.
A petrolífera decidiu não estabelecer qualquer sistema de prémios ou participação nos lucros. Ainda ao abrigo da política de remunerações actualmente adoptada na companhia, a remuneração dos administradores da Galp Energia inclui todas as remunerações devidas pelo exercício de cargos em órgãos de administração das sociedades do grupo Galp Energia.
O administrador que cessar funções antes do fim do mandato terá direito a uma compensação que será, no máximo, o dobro da remuneração mensal fixa.
A companhia não tem, de momento, planos de atribuição de acções nem de opções sobre acções ou qualquer outro sistema de incentivos com acções aos administradores.
O ex-ministro da Administração Interna do governo de António Guterres e ex-presidente da Câmara do Porto, é um dos administradores executivos mais antigos da petrolífera. Fernando Gomes ocupa aquele cargo desde 2005 e foi reeleito em Assembleia Geral para o mandato 2008-2010. A comissão executiva reuniu-se 49 vezes durante 2008.
Em termos de impostos, a Galp Energia pagou 198 milhões de euros (menos 15 milhões do que em 2007), a que correspondeu uma taxa efectiva de imposto de 29 por cento (contra 33 por cento em 2007).
COMISSÃO EXECUTIVA DA GALP ENERGIA (Na foto, da esquerda para a direita)
André Palmeiro Ribeiro
Responsável pelas áreas de aprovisionamento, logística e refinação.
Cláudio De Marco
Administrador executivo com o pelouro da área Financeira.
Fernando dos Santos Gomes
Responsável pela exploração e produção internacional.
Manuel Ferreira de Oliveira
Presidente Executivo da Galp, responsável pelo planeamento.
Fabrizio Dassogno
Administrador executivo responsável pela área de Gás e Energia.
Carlos Gomes da Silva
Responsável pela Distribuição, Recursos Humanos e Marketing.
PORMENORES
LUCROS DE 478 MILHÕES
O resultado líquido consolidado foi de 478 milhões em 2008, com as vendas e prestações de serviços a subirem 20,1%.
4 BLOCOS EM PENICHE
O primeiro período de exploração, em colaboração com a Petrobrás, dos quatro blocos offshore de Peniche termina em 2010.
Miguel Alexandre Ganhão in Correio da Manhã 13/04/2009
segunda-feira, 30 de março de 2009
domingo, 22 de março de 2009
Cactos....

sexta-feira, 20 de março de 2009
Prima Vera

Estações do Ano
Primavera chega hoje às 11h44
A Primavera chega hoje quando faltarem 15 minutos para o meio-dia (às 11:44), e vai manter-se até ao dia 21 de Junho, de acordo com informação do Observatório Astronómico de Lisboa
Para receber a Primavera, o céu vai estar limpo ou pouco nublado, apresentando-se contudo temporariamente muito nublado na região Sul e Estremadura, onde poderão ocorrer aguaceiros e trovoadas.
O Equinócio que marca o início da Primavera é o instante em que o Sol, no seu movimento anual aparente, corta o equador celeste.
«A palavra de origem latina significa 'noite igual ao dia', pois nestas datas dia e noite têm igual duração» , explica o Observatório.
Este ano, a chegada da Primavera foi antecedida por temperaturas elevadas, tendo-se registado uma onda de calor com mais de 10 dias de duração no interior Centro-Sul de Portugal continental.
Foram atingidos valores superiores a 8° graus Celsius em grande parte do território e em particular nas regiões do interior, de acordo com informação do Instituto de Meteorologia.
A Primavera vai manter-se até às 6h46 de 21 de Junho, quando começa o Verão.
Na sequência da alteração das estações do ano, os relógios vão mudar para a Hora Legal de Verão no último domingo deste mês.
No dia 29 de Março, quando for 1h00, os relógios têm de ser adiantados 60 minutos, em Portugal continental e na Região Autónoma da Madeira.
Na Região Autónoma da Madeira, a alteração ocorre quando forem 00h00.
Lusa / SOL
20 – 03 -2009
quinta-feira, 19 de março de 2009
A verdade que dói.....
Domingos Amaral, director da GQ,
"Correio da Manhã"
18-03-2009
terça-feira, 10 de março de 2009
Professor....
malabarista,
pintor,
escultor,
doutor,
musicólogo,
psicólogo…
É ser mãe,
pai,
irmã e avô,
é ser palhaço,
estilhaço,
espantalho,
bagaço…
é ser ciência,
paciência…
É ser informação,
é ser ação.
É ser bússola,
é ser farol.
É ser luz,
é ser Sol.
Incompreendido?.... Muito.
Defendido? Nunca.
O seu filho passou?Claro, é um génio.
Não passou? O professor não ensinou.
Ser professor…É um vício ou vocação?
(autor desconhecido)
domingo, 8 de março de 2009
Crise também nos valores?????
António Barreto – Jornal Público 8/3/2009
sábado, 7 de março de 2009
Magalhanês......
Há frases mal construídas, outras que começam na segunda pessoa do singular e continuam na terceira (tratam o leitor por tu e por você), expressões absurdas e frases que simplesmente não fazem sentido.
Filipe Santos Costa
–
O computador Magalhães usa e abusa do "magalhanês"
Tiago Miranda
Ortografia, sintaxe e gramática - nas instruções dos jogos do computador portátil Magalhães nada resiste às inovações do "magalhanês". Há palavras repetidamente mal escritas, outras inventadas, verbos mal conjugados, vírgulas semeadas onde calha, acentos que aparecem onde não devem e não estão onde deviam.
Há frases mal construídas, outras que começam na segunda pessoa do singular e continuam na terceira (tratam o leitor por tu e por você), expressões absurdas e frases que simplesmente não fazem sentido.
Nalguns casos, as instruções que deviam ajudar a utilizar os jogos complicam de tal maneira que não há quem perceba o que está em causa.
Lê-se e não se acredita. "Neste processador podes escrever o texto que quiseres, gravar-lo e continuar-lo mais tarde", lê-se nas instruções do processador de texto - isso mesmo: "gravar-lo e continuar-lo". "Dirije o guindaste e copía o modelo", explicam as intruções de um puzzle - assim: "dirije" com "j" e "copía" com acento no "i". "Quando acabas-te, carrega no botão OK" - "acabas-te", em vez de "acabaste".
Tudo isto se pode ler nas instruções dos jogos que vêm instalados de origem no computador Magalhães, conforme descobriu o deputado José Paulo Carvalho, depois de navegar na área lúdica do computador.
Ontem, depois de ter sido confrontado pelo Expresso com a existência de mais de 80 erros destes no portátil que já foi distribuído a 200 mil crianças, o Ministério da Educação informou que vai pedir a todas as escolas que retirem esse software dos computadores dos seus alunos. E vai ser solicitado à JP Sá Couto, empresa fabricante do Magalhães, que não inclua esses jogos nos computadores que ainda vai produzir.
Aqui fica uma lista (não exaustiva) das "pérolas" com que o "Magalhães" tem presenteado as nossas crianças.
* "Cada automóvel só pode mover horizontalmente ou verticalmente. Tu deves ganhar espaço para permitir ao carro vermelho de sair pelo portão à direita."
* "O Tux escondeu algumas coisas. Encontra-las na boa ordem."
* "Carrega nos elementos até pensares que encontras-te a boa resposta. (...) Nos níveis mais baixos, o Tux indica-te onde encontras-te uma boa cor marcando o elemento com um ponto preto. Podes utilizar o botão direito do rato para mudar as cores no sentido contrario."
* "Dirije o guindaste e copía o modelo."
* "Abaixo da grua, vai achar quatro setas que te permitem de mexer os elementos."
* "O objectivo do quebra-cabeças é de entrar cifres entre 1 e 9 em cada quadrado da grelha, frequentemente grelhas de 9x9 que contéem grelhas de 3x3 (chamadas 'zonas'), começando com alguns números já metidos (os 'dados'). Cada linha, coluna, e zona só pode ter uma vez um símbolo ou cifre igual." (nota: instruções para o jogo sudoku)
* "Carrega em qualquer elemento que tem uma zona livre ao lado dele. Ele vai ir para ela."
* "Enfia a bola no buraco preto á direita."
* "Com o teclado, escreve o número de pontos que vês nos dados que caêm."
* "O objectivo do jogo é de capturar mais sementes do que o adversário. (...) Se os jogadores se acordam no facto que o jogo está num ciclo sem fim, cada jogador captura as sementes do seu lado."
* "Ao princípio do jogo 4 sementes são metidas em cada casa. O jogadores movem as sementes por vês. A cada torno, um jogador escolhe uma das 6 casas que controla. (...) Se a última semente também fês um total de 2 ou 3 numa casa do adversário, as sementes também são capturadas, e assim de seguida. No entanto, se um movimento permite de capturar todas as sementes do adversário, a captura é anulada (...). Este interdito é ligado a uma ideia mais geral, os jogadores devem sempre permitir ao adversário de continuar a jogar."
* "Aceder ás actividades de descoberta."
* "Pega as imagens na esquerda e mete-las nos pontos vermelhos."
* "Carrega e puxa os elementos para organizar a historia."
(nota: "historia" é repetidamente escrito sem acento)
* "Saber contar básicamente."
* "Move os elementos da esquerda para o bom sitio na tabela de entrada dupla."
* "Puxa e Larga as peças no bom sitio."
(nota: "sitio" nunca é escrito com acento)
* "Com o teclado, escreve o número de pontos que vês nos dados que caêm."
* "Primeiro, organiza bem os elementos para poder contar-los (...)."
* "Carrega no chapéu para o abrires ou fechares. Debaixo do chapéu, quantas estrelas consegues ver a moverem? Conta attentamente. Carrega na zona em baixo à direita para meter a tua resposta."
* "Treina a subtracção com um jogo giro. Saber mover o rato, ler números e subtrair-los até 10 para o primeiro nível."
* "Quando acabas-te, carrega no botão OK ou na tecla Entrada."
* "Conta quantos elementos estão debaixo do chapéu mágico depois que alguns tenham saído."
* "Olha para o mágico, ele indica quantas estrelas estão debaixo do seu chapéu mágico. Depois, carrega no chapéu para o abrir. Algumas estrelas fogem. Carrega outra vês no chapéu para o fechares. Deves contar quantas ainda estão debaixo do chapéu."
* "Lê as instruções que te dão a zona em que está o número a adivinhar. Escreve o número na caixa azul em cima. Tux diz-te se o número é maior ou mais pequeno. Escreve então outro número. A distância entre o Tux e a saída à direita representa quanto longe estás do bom número. Se o Tux estiver acima ou abaixo da saída, quer dizer que o teu número é superior ou inferior ao bom número."
* "Tens a certeza que queres saír?"
* "Aprende a escrever texto num processador. Este processador é especial em que obriga o uso de estilos (...)"
* "Neste processador podes escrever o texto que quiseres, gravar-lo e continuar-lo mais tarde. Podes estilizar o teu texto utilizando os botões à esquerda. Os quatro primeiros permitem a escolha do estilo da linha em que está o cursor. Os 2 outros com múltiplas escolhas permitem de escolher tipos de documentos e temas coloridos pré-definidos."
* "Envia a bola nas redes"
* "É preciso saber manipular e carregar nos botões do rato fácilmente."
* "O objectivo é só de descobrir como se podem criar desenhos bonitos com formas básicas (...)."
* "O objectivo é de fabricar um forma dada com sete peças."
* "Quando o tangram for dito frequentemente ser antigo, sua existência foi somente verificada em 1800."
(nota: explicação do tangram, um quebra-cabeças tradicional chinês)
* "Mexe as peças puxando-las. Carrega o botão direito nelas para as virar. Selecciona uma peça e roda à volta dela para a rodar. Quando a peça pedida estiver feita, o computador vai reconhecer-la (...)."
* "Reproduz na zona vazia a mesma torre que a que está na direita."
* "Reproduzir a torre na direita no espaço vazio na esquerda."
* "Puxa e Larga uma peça por vês, de uma pilha a outra, para reproduzir a torre na direita no espaço vazio na esquerda."
* "Move a pilha inteira para o bico direito, um disco de cada vês."(nota: as quatro últimas frases são as instruções dos jogos "Torres de Hanoi" e Torres de Hanoi simplificadas" - "Hanoi" sem acento no "o")
* "Torno dos brancos"
(nota: a vez de jogar das peças brancas num jogo de xadrez)
* "Joga o joga de estratégia Oware contra o Tux."
Para este jogo é preciso ter cérebro
As instruções de cada jogo no ambiente de trabalho Linux do "Magalhães" estão organizadas em três tipos de informação: "objectivo" (o propósito daquele jogo), "manual" (a forma de jogar - por exemplo, quais as teclas e como fazer cada acção) e "necessário" (os requisitos para poder jogar).
Clicando em "necessário" encontramos indicações tão diversas como "bom controlo do rato", "utilização do teclado", "ler as horas" ou "saber contar". Mas nas instruções do "Jogo de Bolas" ficamos a saber que, para essa actividade, é "necessário: cérebro".
F.S.C.
Jornal EXPRESSO, Sábado, 7 de Mar de 2009
quarta-feira, 4 de março de 2009
A administração fiscal no seu melhor....
Portugal no seu melhor....
Processo começou em 2004, mas só este ano foi resolvido
Fisco cortou benefícios fiscais por dívida de 1,97 euros
04.03.2009 - Jornal Público
Por Vítor Costa
Laura Haanpaa (arquivo)
A Direcção-Geral dos Impostos já deu razão ao contribuinte que recorreu a tribunal
A Direcção-geral dos Impostos (DGCI) anulou todos os benefícios fiscais que um contribuinte pensionista e portador de deficiência usufruía, alegando que este tinha uma dívida de 1,97 euros de Imposto Municipal sobre a Transacção de Imóveis (IMT), o imposto que em 2003 substituiu o imposto de Sisa.
A dívida, no entanto, não existia, mas o contribuinte viu-se obrigado a contratar um advogado e a colocar uma acção no Tribunal Administrativo e Fiscal de Viseu para ver a sua situação resolvida, o que veio a acontecer já este ano, com a própria administração fiscal a dar-lhe razão.
Todo esta situação foi confirmado ao PÚBLICO por fonte oficial do Ministério das Finanças que, revela, no entanto, que o contribuinte não necessitava de recorrer a tribunal porque o director-geral dos Impostos, por despacho, já lhe havia dado razão.
O processo começou no final de 2004, quando um contribuinte em Lamego adquiriu uma casa para sua habitação. Mas foi já em 2005 que o calvário com a administração fiscal se começou a desenrolar. Na primeira metade de 2005 e ainda dentro do prazo legal, o contribuinte dirigiu-se à sua repartição de finanças e requereu que lhe fosse concedida isenção do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) - o imposto que substituiu a Contribuição Autárquica. Antes disso, já as finanças lhe haviam exigido o pagamento do IMI referente à casa que adquiriu, bem como o IMI de um terreno que também possuía, em ambos os casos referentes ao ano de 2004. No total, a DGCI exigia o pagamento de 3,94 euros de IMI pelo terreno, e quase 300 euros pelo IMI da casa. Como a soma das duas parcelas ultrapassava os 250 euros, o imposto deveria ser pago em duas prestações, uma em Abril e outra em Setembro, tal como está estabelecido no Código do IMI.
Perante esta liquidação de imposto o contribuinte tentou saber se teria de pagar a totalidade da primeira prestação, ou se teria apenas de pagar metade do valor (1,97 euros) relativo ao IMI do terreno.
Repartição responde
A resposta no serviço de Finanças foi taxativa: como já tinha sido entregue o pedido de isenção de IMI referente à casa que adquiriu em 2004, não teria de pagar o imposto; quanto ao IMI do terreno, como o valor era inferior a 10 euros, também não teria de pagar. De facto, o número 6 do artigo 113 do Código do IMI determina que "não há lugar a qualquer liquidação sempre que o montante do imposto a cobrar seja inferior a 10 euros".
Ainda assim, e por cautela, o contribuinte apresentou uma reclamação nas finanças pelo facto de lhe ter sido liquidado IMI referente à casa de habitação. Já no final de 2005, foi aceite a isenção de imposto referente à casa e foi feita a respectiva revisão da liquidação, sendo-lhe agora apenas exigidos três euros e 94 cêntimos relativos ao IMI do terreno a pagar em duas prestações de 1,97 euros. Começavam de novo as deslocações às Finanças.
Perante a nova liquidação de IMI, agora apenas referente ao terreno, o contribuinte foi ao seu serviço de finanças para efectuar o pagamento. Mais uma vez foi-lhe comunicado que "não há lugar a qualquer liquidação sempre que o montante do imposto a cobrar seja inferior a 10 euros."
Mas o assunto ainda não estava encerrado. Já no início do ano passado, o contribuinte é confrontado como a instauração de um processo de execução fiscal por uma dívida de 3,94 euros respeitante ao IMI do terreno referente a 2004. O contribuinte pagou este valor e pouco mais de nove euros de juros. Assunto encerrado? Não.
Mais tarde, ainda em 2008, é confrontado com uma dívida de 1,97 euros referente à segunda prestação de IMI relativa ao terreno e em referência ao ano de 2005. No final do ano passado dirigiu-se ao serviço de finanças e pagou. Mas nem assim, mais uma vez, o assunto ficou encerrado.
Corte de benefícios
Já na segunda metade do ano passado, dois despachos da DGCI determinam que fossem anuladas os benefícios fiscais de que goza o contribuinte pelo facto de existir uma dívida de 1,97 euros em 31 de Dezembro de 2007.
Os benefícios em causa dizem respeito à isenção de IMI sobre a casa adquirida em 2004 e à redução do rendimento declarado pelo contribuinte, pelo facto de ser portador de deficiência. Como foram anulados os benefícios, a DGCI efectuou uma nova liquidação de IRS referente aos rendimentos de 2007, agora, já sem incluir os benefícios fiscais.
Perante estes factos, o contribuinte contratou uma advogada que colocou uma acção no Tribunal Administrativo e Fiscal de Viseu onde pedia a anulação dos despachos que inviabilizavam a utilização dos benefícios fiscais e levaram a uma nova liquidação ao contribuinte. A advogada em causa, Isabel Loureiro, confirmou ao PÚBLICO a existência do processo e que já foi notificada de que o fisco, no âmbito do processo já tinha dado razão ao seu cliente.
O Ministério das Finanças, por sua vez, confirma que a situação "está resolvida, por um despacho do Director-Geral, que concordou com a informação prestada pelo serviço competente. Pelo que o contribuinte em causa não sofrerá qualquer prejuízo e poderá exercer, sem qualquer limitação, todos os seus direitos em matéria tributária, não sendo por isso necessário que recorra a tribunal para os fazer valer". Segundo a mesma fonte, "a DGCI não tem qualquer conhecimento de situações semelhantes", adiantando que "não houve deficiência de sistema, tendo ocorrido uma circunstância atípica que gerou esta situação".
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
O paradoxo do desemprego
Realmente é URGENTE E NECESSÁRIO separar quem quer trabalhar de quem nada quer fazer.....
Ponto de vista
Francisco Sarsfield Cabral
Jornalista
Página 1 – 25Fev09
Como realidade ou como ameaça, o desemprego é hoje a principal
angústia dos portugueses. Estar desempregado é um drama económico,
obrigando muitas vezes a baixar drasticamente o nível de
vida. E é também um pesadelo psicológico, pois cria um doloroso
sentimento de inutilidade da pessoa na sociedade.
Mas, ao mesmo tempo que o desemprego alastra, acontece algo
estranho: várias empresas não conseguem recrutar pessoas para
trabalhar. Porque o salário é baixo? Porque o emprego não é garantido
por muito tempo? Talvez, mas um emprego mal pago e
precário será sempre melhor do que emprego nenhum. Ou não?
Uma aplicação pouco rigorosa do subsídio de desemprego pode,
em parte, explicar este paradoxo. Há quem esteja empregado só o
tempo necessário para ser despedido, voltando ao emprego quando
acaba o prazo do subsídio e assim sucessivamente.
Mas a razão principal para recusar empregos neste tempo em que
eles faltam é de ordem simbólica: as pessoas não aceitam, hoje,
trabalhos que fariam há 30 ou 40 anos. Sentem-se diminuídas socialmente.
Somos um país pobre, mas que agora finge ser rico.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
O Horror do Vazio....
Almeida Santos, o presidente do PS, coloca-se ao seu lado e propõe que se discuta ao mesmo tempo a eutanásia. Duas propostas que em comum têm a ausência de vida. A união desejada por Sócrates, por muitas voltas que se lhe dê, é biologicamente estéril. A eutanásia preconizada por Almeida Santos é uma proposta de morte. No meio das ideias dos mais altos responsáveis do Partido Socialista fica o vazio absoluto, fica "a morte do sentido de tudo" dos Niilistas de Nitezsche.
A discussão entre uma unidade matrimonial que não contempla a continuidade da vida e uma prática de morte, é um enunciar de vários nadas descritos entre um casamento amputado da sua consequência natural e o fim opcional da vida legalmente encomendado. Sócrates e Santos não querem discutir meios de cuidar da vida (que era o que se impunha nesta crise). Propõem a ausência de vida num lado e processos de acabar com ela noutro. Assustador, este Mundo politicamente correcto, mas vazio de existência, que o presidente e o secretário-geral do Partido Socialista querem pôr à consideração de Portugal. Um sombrio universo em que se destrói a identidade específica do único mecanismo na sociedade organizada que protege a procriação, e se institui a legalidade da destruição da vida.
O resultado das duas dinâmicas, um "casamento" nunca reprodutivo e o facilitismo da morte-na-hora, é o fim absoluto que começa por negar a possibilidade de existência e acaba recusando a continuação da existência. Que soturno pesadelo este com que Almeida Santos e José Sócrates sonham onde não se nasce e se legisla para morrer.
Já escrevi nesta coluna que a ampliação do casamento às uniões homossexuais é um conceito que se vai anulando à medida que se discute porque cai nas suas incongruências e paradoxos. O casamento é o mais milenar dos institutos, concebido e defendido em todas as sociedades para ter os dois géneros da espécie em presença (até Francisco Louçã na sua bucólica metáfora congressional falou do "casal" de coelhinhos como a entidade capaz de se reproduzir). E saiu-lhe isso (contrariando a retórica partidária) porque é um facto insofismável que o casamento é o mecanismo continuador das sociedades e só pode ser encarado como tal com a presença dos dois géneros da espécie. Sem isso não faz sentido. Tudo o mais pode ser devidamente contratualizado para dar todos os garantismos necessários e justos a outros tipos de uniões que não podem ser um "casamento" porque não são o "acasalamento" tão apropriadamente descrito por Louçã.
E claro que há ainda o gritante oportunismo político destas opções pelo "liberalismo moral" como lhe chamou Medina Carreira no seu Dever da Verdade. São, como ele disse, a escapatória tradicional quando se constata o "fracasso político-económico" do regime. O regime que Sócrates e Almeida Santos protagonizam chegou a essa fase. Discutem a morte e a ausência da vida por serem incapazes de cuidar dos vivos.
Mário Crespo
In Jornal de Notícias – 16. 02. 2009
A vida....
Vive como se o mundo terminasse amanhã...
Se não for para me fazeres voar bem alto,
Não me faças tirar os pés do chão"
Muito Bonito.......
Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto tão perto tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura
Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco
Mário Cesariny, in "Pena Capital"
Papoila
sábado, 19 de janeiro de 2008
Apenas uma história para pensar......
Escolhi uma mesa bem afastada do movimento, porque queria aproveitar os poucos minutos que dispunha naquele dia, para comer e acertar alguns bugs de programação num sistema que estava a desenvolver, além de planear a minha viagem de férias, coisa que há tempos que não sei o que são.
Pedi um filete de salmão com alcaparras em manteiga, uma salada e um sumo de laranja, afinal de contas fome é fome, mas regime é regime não é?
Abri o meu portátil e apanhei um susto com aquela voz baixinha atrás de mim:
- Senhor, não tem umas moedinhas
- Não tenho, menino.
- Só uma moedinha para comprar um pão.
- Está bem, eu compro um.
Para variar, a minha caixa de entrada está cheia de e-mail. Fico distraído a ver poesias, as formatações lindas, rindo com as piadas malucas.
Ah! Essa música leva-me até Londres e às boas lembranças de tempos áureos.
- Senhor, peça para colocar margarina e queijo.
Percebo nessa altura que o menino tinha ficado ali.
- Ok. Vou pedir, mas depois deixas-me trabalhar, estou muito ocupado, está bem?
Chega a minha refeição e com ela o meu mal-estar. Faço o pedido do menino, e o empregado pergunta-me se quero que mande o menino ir embora. O peso na consciência, impedem-me de o dizer. Digo que está tudo bem. Deixe-o ficar.
Que traga o pão e, mais uma refeição decente para ele.
Então sentou-se à minha frente e perguntou:
Senhor o que está fazer?
- Estou a ler uns e-mail.
- O que são e-mail?
- São mensagens electrónicas mandadas por pessoas via Internet (sabia que ele não ia entender nada, mas, a título de livrar-me de questionários desses):
- É como se fosse uma carta, só que via Internet.
- Senhor você tem Internet?
- Tenho sim, essencial no mundo de hoje.
- O que é Internet ?
- É um local no computador, onde podemos ver e ouvir muitas coisas, notícias, músicas, conhecer pessoas, ler, escrever, sonhar, trabalhar,aprender. Tem de tudo no mundo virtual.
- E o que é virtual?
Resolvo dar uma explicação simplificada, sabendo com certeza que ele pouco vai entender e deixar-me-ia almoçar, sem culpas.
- Virtual é um local que imaginamos, algo que não podemos tocar, apanhar, pegar... é lá que criamos um monte de coisas que gostaríamos de fazer. Criamos as nossas fantasias, transformamos o mundo em quase como queríamos que fosse.
- Que bom isso. Gostei!
- Menino, entendeste o significado da palavra virtual?
- Sim, também vivo neste mundo virtual.
- Tens computador?! - Exclamo eu!!!
- Não, mas o meu mundo também é vivido dessa maneira...Virtual. A minha mãe fica todo dia fora, chega muito tarde, quase não a vejo, enquanto eu fico a cuidar do meu irmão pequeno que vive a chorar de fome e eu dou-lhe água para ele pensar que é sopa, a minha irmã mais velha sai todo dia também, diz que vai vender o corpo, mas não entendo, porque ela volta sempre com o corpo, o meu pai está na cadeia há muito tempo, mas imagino sempre a nossa família toda junta em casa, muita comida, muitos brinquedos de natal e eu a estudar na escola para vir a ser um médico um dia.
Isto é virtual não é senhor???
Fechei o portátil, mas não fui a tempo de impedir que as lágrimas caíssem sobre o teclado.
Esperei que o menino acabasse de literalmente 'devorar' o prato dele, paguei, e dei-lhe o troco, que me retribuiu com um dos mais belos e sinceros sorrisos que já recebi na vida e com um 'Brigado senhor, você é muito simpático!'.
Ali, naquele instante, tive a maior prova do virtualismo insensato em que vivemos todos os dias, enquanto a realidade cruel nos rodeia de verdade e fazemos de conta que não percebemos!
Primeiro levaram os negros.
Mas não me importei com isso.
Eu não era negro.
Em seguida levaram alguns operários.
Mas não me importei com isso.
Eu, também, não era operário.
Depois prenderam os miseráveis,
Mas não me importei com isso,
Porque eu não sou miserável.
Depois agarraram os desempregados,
Mas, como tenho o meu emprego,
Também não me importei.
Agora estão me levando.
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém,
Ninguém se importa comigo.
Bertold Brecht
















