sábado, 2 de maio de 2009

Papoila.... a bela flor selvagem!!

As papoilas das fotos pertencem ao género Papaver. Não são cultivadas nem enfeitam um jardim; em vez disso, regressam em cada Primavera, sem serem convidadas, ao mesmo terreno expectante, e voltarão enquanto a expectativa não se consumar.

Este animismo típico da nossa modernidade bem poderia traduzir-se num desejo de flores e árvores, mas o que o terreno espera é de facto um prédio com muitos andares.

http://www.youtube.com/watch?v=vt9imevrvOY

Chegados a esta época do ano é habitual encontrar um pouco por todo o país, nas margens das estradas ou em campos de cereais, uma das nossas mais belas flores silvestres: a papoila.

Beneficiando notavelmente da menor utilização actual de pesticidas esta flor de grandes pétalas vermelhas prospera em vários locais onde até há pouco se encontrava ausente.

Embora se trate de uma espécie delicada que por vezes perde as suas pétalas num único dia por acção, por exemplo, de um vento mais forte nem por isso é presa fácil. De facto encontra-se provida de um eficaz sistema de defesa que impede o seu consumo por animais de pasto: as suas folhas produzem uma seiva leitosa com várias substâncias venenosas o que se traduz num sabor amargo e repulsivo. Essa mesma seiva contém um alcalóide de reconhecidas propriedades sedativas.
Papoila, ou papoula, também conhecida como dormideira.
Planta herbácea da família das Papaveráceas com propriedades narcóticas.
Do latim papaura.
Nome científico: Papaver rhoeas.

http://www.youtube.com/watch?v=zkwiQjpiaAI

A Papoila significa fertilidade, ressurreição e sonho !!

Créditos: Net, adapatado

Gruta de Alcobertas - Parque Natural Serra Aire e Candeeiros

Já foi considerada «uma das mais belas grutas da Europa», mas a incúria ditou a destruição de um lugar de interesse arqueológico que a Cooperativa Terra Chã quer agora recuperar e tornar visitável para pessoas com mobilidade reduzida

Visita à Gruta de Alcobertas - Rio Maior

O projecto da Terra Chã visa não só a recuperação dos danos que a Gruta de Alcobertas foi sofrendo ao longo dos anos - de tal forma que teve de ser encerrada ao público só sendo possíveis as visitas com marcação prévia -, mas também permitir que ela seja visitada por pessoas com mobilidade reduzida e invisuais (com recurso ao tacto).
Júlio Ricardo, da direcção da Cooperativa Terra Chã, disse à agência Lusa que o projecto foi alvo de uma primeira candidatura ao Programa de Cooperação Territorial do Espaço Sudoeste - Interreg Sudoe - em parceria com grutas do Sul de França e de Espanha, em 2008, mas não foi aprovado, estando em preparação nova candidatura.
Além da acessibilidade, o projecto prevê a recuperação com o objectivo de tornar a gruta num «espaço de interpretação subterrâneo», quer na vertente da espeleologia, quer ambiental, quer arqueológica, adiantou.
A Gruta de Alcobertas, com uma extensão de 210 metros e, em alguns locais, uma altura de nove metros, foi habitada pelo Homem do Paleolítico Superior (há cerca de 15 mil anos) e nela foram encontradas ossadas relativas a possíveis enterramentos no Neolítico, disse Júlio Ricardo à Lusa.
Em 1878, na obra 'Portugal Antigo e Moderno', Pinho Leal dedica três páginas à Gruta de Alcobertas, considerando-a das mais belas da Europa.
Um projecto privado, que visava explorar a gruta mas nunca foi concluído, deu os primeiros golpes na beleza natural do lugar, ao destruir elementos para traçar um percurso de visita, destruição que se acentuou com o acesso ao local de pessoas que simplesmente arrancaram estalactites e estalagmites «para levar como recordação».
Desde que a Cooperativa Terra Chã assumiu a responsabilidade da Gruta (com o acordo do Parque Natural das Serras d'Aire e Candeeiros), inserindo-a nos percursos na natureza que realiza na zona, a porta de acesso passou a estar fechada a cadeado.
A porta de ferro é agora aberta apenas quando se realizam visitas marcadas, essencialmente de alunos do primeiro ciclo e idosos (dada a boa acessibilidade), mas também de estudantes universitários no âmbito de projectos de investigação ou ainda inseridas em percursos temáticos, como as rotas dos Pastores e das Orquídeas, ou de simples passeio pela serra, organizadas pela Terra Chã.
Segundo Júlio Ricardo, o processo de destruição que a gruta tem sofrido é usado «numa perspectiva pedagógica, quer do que não se deve fazer numa gruta - que foi a tentativa de a transformar em local de visita para turismo de massas -, quer pelas pessoas que vinham visitar sem qualquer enquadramento e que queriam levar pequenas recordações, partindo pequenas estalactites ou estalagmites, sem qualquer sentido, porque elas são bonitas lá dentro e não têm qualquer interesse cá fora».
A ideia do projecto é associar a componente ambiental e de preservação da natureza a uma componente de «criação de riqueza, na perspectiva de uma economia centrada nas pessoas da região e que permita continuarem a viver no espaço rural, nas suas aldeias, e não a partirem todos em debandada para as cidades, como se aí estivesse o fulcro da civilização», disse.
Créditos: Lusa / SOL online 2/05/2009

Farol é mais que luz...

Ser Farol é.......
Poder contemplar o sol, o vento, a tempestade e o luar.
Contemplar a imensidão do mar à sua frente, cumprir o seu destino iluminando a escuridão.
Ser farol é ser solitário mas nunca estar só...
Penedo da Saudade - São Pedro de Muel
Créditos: Foto- Ilidio Pires - Olhares/Net

Voa....mesmo que não levantes um pé do chão...



Tim dos Xutos & Pontapés
Voar



Eu queria ser astronauta, o meu país não deixou.
Depois quis ir jogar à bola, a minha mãe não deixou.
Tive vontade de voltar à escola, mas o doutor não deixou.
Fechei os olhos e tentei dormir, aquela dor não deixou.
Ó meu anjo da guarda, faz-me voltar a sonhar
Faz-me ser astronauta, e voar
O me quarto é o meu mundo, o ecrã e a janela.
Não choro em frente à minha mãe, eu que gosto tanto dela.
Mas esta dor não quer desaparecer, vai-me levar com ela
Ó meu anjo da guarda, faz-me voltar a sonhar
Faz-me ser astronauta, e voar
Acordar, meter os pés no chão
Levantar pegar no que tens mais à mão.
Voltar a rir. Voltar a andar.
Voltar... Voltar...
Voltarei... Voltarei...
Voltarei... Voltarei...


Creditos: Net, Nasa, Xutos & Pontapés, pessoal

Solidão...


A Liberdade é a Possibilidade do Isolamento
A liberdade é a possibilidade do isolamento. És livre se podes afastar-te dos homens, sem que te obrigue a procurá-los a necessidade do dinheiro, ou a necessidade gregária, ou o amor, ou a glória, ou a curiosidade, que no silêncio e na solidão não podem ter alimento. Se te é impossível viver só, nasceste escravo. Podes ter todas as grandezas do espírito, todas da alma: és um escravo nobre, ou um servo inteligente: não és livre. E não está contigo a tragédia, porque a tragédia de nasceres assim não é contigo, mas do Destino para si somente. Ai de ti, porém, se a opressão da vida, ela própria, te força a seres escravo. Ai de ti, se, tendo nascido liberto, capaz de te bastares e de te separares, a penúria te força a conviveres. Essa sim, é a tua tragédia, e a que trazes contigo. Nascer liberto é a maior grandeza do homem, o que faz o ermitão humilde superior aos reis, e aos deuses mesmo, que se bastam pela força, mas não pelo desprezo dela.

Fernando Pessoa, in 'Livro do Desassossego'


A Voz do Silêncio
A pessoa que sou é única, limitada a um nascer e a um morrer, presente a si mesma e que só à sua face é verdadeira, é autêntica, decide em verdade a autenticidade de tudo quanto realizar. Assim a sua solidão, que persiste sempre talvez como pano de fundo em toda a comunicação, em toda a comunhão, não é 'isolamento'. Porque o isolamento implica um corte com os outros; a solidão implica apenas que toda a voz que a exprima não é puramente uma voz da rua, mas uma voz que ressoa no silêncio final, uma voz que fala do mais fundo de si, que está certa entre os homens como em face do homem só. O isolamento corta com os homens: a solidão não corta com o homem. A voz da solidão difere da voz fácil da fraternidade fácil em ser mais profunda e em estar prevenida.

Vergílio Ferreira, in 'Espaço do Invisivel I'

Ondas de Solidão
Se possuísse uma canoa e um papagaio, podia considerar-me realmente como um Robinson Crusoé, desamparado na sua ilha. Há, é verdade, em roda de mim uns quatro ou cinco milhões de seres humanos. Mas, que é isso? As pessoas que nos não interessam e que se não interessam por nós, são apenas uma outra forma da paisagem, um mero arvoredo um pouco mais agitado. São, verdadeiramente como as ondas do mar, que crescem e morrem, sem que se tornem diferenciáveis uma das outras, sem que nenhuma atraia mais particularmente a nossa simpatia enquanto rola, sem que nenhuma, ao desaparecer, nos deixe uma mais especial recordação. Ora estas ondas, com o seu tumulto, não faltavam decerto em torno do rochedo de Robinson - e ele continua a ser, nos colégios e conventos, o modelo lamentável e clássico da solidão.


Eça de Queirós, in 'Correspondência'

A Dúvida, a Solidão, logo... a Escrita
Na vida, chega um momento - e penso que ele é fatal - ao qual não é possível escapar, em que tudo é posto em causa: o casamento, os amigos, sobretudo os amigos do casal. Tudo menos a criança. A criança nunca é posta em dúvida. E essa dúvida cresce à sua volta. Essa dúvida, está só, é a da solidão. Nasce dela, da solidão. Podemos já nomear a palavra. Creio que há muita gente que não poderia suportar o que aqui digo, que fugiria. Talvez seja por essa razão que nem todos os homens são escritores. Sim. Essa é a diferença. Essa é a verdade. Mais nada. A dúvida é escrever. É, portanto, também, o escritor. E com o escritor todo o mundo escreve. É algo que sempre se soube. Creio também que sem esta dúvida primeira do gesto em direcção à escrita não existe solidão. Nunca ninguém escreveu a duas vozes. Foi possível cantar a duas vozes, ou fazer música também, e jogar ténis, mas escrever, não.

Nunca.

Marguerite Duras, in "Escrever"
Créditos: Citador-Net

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Mãos que fazem a Obra

1º de Maio

Homenagem a quem trabalha....
Homenagem a quem o País despreza!!

"São a força de trabalho que constrói o país mas que raramente sai do anonimato.
No dia do Trabalhador elegemos nove operários para protagonistas."

http://aeiou.expresso.pt/1-de-maio-maos-que-fazem-a-obra-=f511915

Com a qualidade que o Jornal Expresso nos habituou..... vale a pena!!

Créditos: Expresso Online
Alexandra Simões de Abreu e Isabel Lopes
Sexta-feira, 1 de Maio de 2009

Snifffff.......!!!!!!

A alegria de uns é a tristeza de outros

http://www.youtube.com/watch?v=zXl-Xk7fevA

Créditos: YouTube

O Nosso Mundo.... Fotos

Katrina - 28 de Agosto de 2005
Paisagem Rural da China
Agricultura Tradicional na Indonésia
Vida no Ártico
Desflorestação - Mato Grosso / Brasil
Créditos: National Science Foundation, Net

Benedita - 25 anos de elevação a vila

Um mês a comemorar

É com um vasto programa de actividades que a Benedita vai comemorar, ao longo de todo o mês de Maio, um quarto de século sobre a elevação da localidade a vila.
O arranque das comemorações aconteceu hoje, 1 de Maio, às 10h00, com um jogo de futebol entre a Vila da Benedita e a GNR da Benedita, a realizar no Parque de Jogos Fonte da Senhora.
À noite, o grupo “Os Lords” actua junto à Casa da Vila, num espectáculo com entrada livre.
As iniciativas desportivas e os espectáculos compõem um programa de animação que a presidente da Junta de Freguesia da Benedita, Maria José Filipe, diz ter sido pensado “para abranger vários gostos e todas as idades”.
Ainda durante este fim-de-semana há matraquilhos humanos na zona envolvente da Casa da Vila e a estreia de mais uma peça dos Gambuzinos – Grupo de Teatro do Externato Cooperativo da Benedita, que leva ao palco do Centro Cultural Gonçalves Sapinho um original do norueguês Henrik Ibsen, o famoso “Peer Gynt”.
Das propostas para o mês de Maio, destaque ainda para as tasquinhas nos dias 9 e 10, fim-de-semana em que há vacada e tourada, com Ana Batista, Luís Rouxinol e António Brito Paes.
As pegas vão estar a cargo dos Grupos de Forcados de Tomar, Coimbra e Alenquer.
Também no dia 10, a Avenida Padre Inácio Antunes volta a estar fechada ao trânsito para acolher a iniciativa “Benedita em Movimento”, que se tem repetido nos últimos anos.
Ao longo de toda a manhã, os participantes vão ter a oportunidade de praticar várias actividades desportivas ao ar livre, numa iniciativa que tem ganho cada vez mais adeptos e que conta com o apoio de uma turma do 12º ano de Desporto do Externato Cooperativo da Benedita.
No dia 16 de Maio, data em que a Benedita foi elevada a vila, há uma sessão solene na Casa da Vila, que à noite acolhe o espectáculo com os “Função Publika”.
Um rally paper, um festival de fanfarras e uma prova de BTT a favor da Unicef são outras propostas de um programa que termina a 31 de Maio com uma caminhada pela “Rota das Fontes” e um almoço convívio, onde o prato principal será porco no espeto e que é aberto a toda a gente.
As comemorações na Benedita têm o patrocínio de várias empresas locais e o apoio da autarquia, com um subsídio de 22.500 euros que, de acordo com Maria José Filipe, se destinam a pagar parte da logística dos festejos.


Programa das comemorações

1 de Maio, sexta-feira10h00 – Jogo de Futebol: Vila da Benedita x GNR da Benedita
Parque de Jogos Fonte da Senhora
22h00 – Actuação LordsCasa da Vila. Entrada Livre.
2 de Maio, sábado
Matraquilhos Humanos
Casa da Vila21h00 – Estreia Teatro “Peer Gynt”Centro Cultural Gonçalves Sapinho
3 de Maio, domingo
Matraquilhos Humanos Casa da Vila
21h00 – Teatro “Peer Gynt”Centro Cultural Gonçalves Sapinho
7 de Maio, quinta-feira
21h00 – Teatro “Peer Gynt”Centro Cultural Gonçalves Sapinho
9 de Maio, sábado
Tasquinhas Junto à Praça de Touros, recinto da Feira do Gado
24h00 – Vacada
Praça de Touros
10 de Maio, domingo
Manhã – Benedita em Movimento
Av. Padre Inácio Antunes
14h00 – Actuação de Rancho Folclórico
15h00 – Actuação da Fanfarra dos Bombeiros Voluntários da Benedita
17h00 – Tourada
Praça de Touros
16 de Maio, sábado
16h00 – Sessão solene do 25º aniversário da Elevação a Vila
Casa da Vila
22h00 – Actuação “Função Publika”Casa da Vila. Entrada Livre.
17 de Maio, domingo
09h00 – BTT Unicef
Junto aos Bombeiros
15h00 – Teatro “Peer Gynt”Centro Cultural Gonçalves Sapinho
23 de Maio, sábado
14h00 – Rally PaperParque Estacionamento Mercado. Inscrição Grátis.
21h00 – Teatro “Peer Gynt”Centro Cultural Gonçalves Sapinho
24 de Maio, domingo
14h00 – Festival de Fanfarras
Praça Damasceno Campos
15h00 – Teatro “Peer Gynt”Centro Cultural Gonçalves Sapinho
30 de Maio, sábado
Torneio de Futsal Intercolectividades
Centro Recreativo e Popular, Ribafria
21h00 – Teatro “Peer Gynt”Centro Cultural Gonçalves Sapinho
31 de Maio, domingo
09h00 – Recolha de Sangue / RastreiosBombeiros Voluntários Benedita
09h00 – Caminhada “Rota das Fontes”Partida e chegada da Casa da Vila
13h00 – Almoço Convívio e encerramento das comemoraçõesCasa da Vila

Créditos: Joana Fialho Oeste onLine

quinta-feira, 30 de abril de 2009

A "nossa" Lua

A Lua

http://www.youtube.com/watch?v=bYJ4Cu2sSCQ

A Lua é o “nosso” satélite, um pouco a nossa segunda casa no espaço. É o segundo objecto mais brilhante nos céus. As suas dimensões (diâmetro 3474 km - maior que Plutão), e composição (densidade 3.34 - da mesma ordem que Marte) principalmente se comparadas com as da Terra, permitem-nos considerá-la um planeta telúrico de pleno direito.


Até há pouco tempo, havia três teorias para a formação da Lua: a co-acreção, que supunha ter-se a Lua formado ao mesmo tempo que a Terra a partir da Nebulosa Protoplanetária Solar; a fissão, que supunha que a Lua se separou de uma Terra ainda em fusão por efeito da rotação; a captura, que supunha que a Lua era um pequeno planeta capturado pelo campo gravitacional da Terra. Os dados mais recentes, obtidos pela análise das rochas lunares, conduziram-nos à teoria hoje mais geralmente aceite: a do impacto, que supõe ter a Terra chocado com um objecto pelo menos tão grande como Marte e ter-se a Lua formado a partir do material então ejectado da Terra.

O Limbo Lunar e o Sol
Uma das características mais notáveis desde sempre na Lua é apresentar fases (nova, falcadas, quartos, gibosas e cheia) consoante o ângulo Sol-Terra-Lua. Só no séc. XVI Galileu observou as mesmas fases em Vénus, primeiro, e depois em Mercúrio, o que confirmou ser o Sistema Solar heliocêntrico. Os planetas exteriores também apresentam fases, mas só gibosas e cheia. O luar é, claro, a luz solar reflectida na Lua, que nem é muito reflectora (albedo 0.12). O albedo da Terra é muito maior (0.30) o que tem como consequência que podemos por vezes ver a parte não iluminada da lua, principalmente nas fases falcada até quarto: é a luz cendrada, ou luz cinzenta, reflectida da Terra.

A mais famosa foto de uma pegada - Apolo 11

A sua proximidade da Terra (em média 384 400 km) fez com que fosse o primeiro objecto da exploração planetária. Foi o primeiro objecto extraterrestre onde pousou uma sonda (a sonda soviética Luna 2, em 1959) e, claro, o único a ter sido visitado por seres humanos (Apolo 11, em 1969, e mais cinco missões Apolo, até 1972). Foi também o único objecto extraterrestre onde se colheram amostras de solos e rochas (um total de 382 kg), depois trazidas para análise para a Terra, onde, 30 anos depois, continuam a ser estudadas. Temos outras amostras lunares - colhidas na Terra. Trata-se dos meteoritos lunares, rochas lunares arrancadas aquando de grandes impactos na Lua, tal como acontece com Marte.

A Lua é o único planeta que tem uma influência directa sobre a Terra, sensível à escala humana (apesar do que possam pensar os fazedores de horóscopos...). De facto, como se sabe, as marés são provocadas pela atracção da Lua sobre os oceanos; menos conhecido é que a Terra sólida também sofre o efeito de maré, com variações de altura que atingem dezenas de centímetros.
A interacção gravitacional Terra-Lua tem outras consequências interessantes: o efeito de maré atrasa a rotação da Terra cerca de 1.5 milissegundo por século e afasta a Lua da Terra cerca de 3.8 cm por ano; além disso, é esta interacção gravitacional a responsável por a rotação da Lua ser síncrona com a sua translacção.

Imagem da primeira expedição lunar - Apolo 11

Isto tem como consequência que vemos sempre a mesma face do nosso satélite. Na verdade, os complexos efeitos gravitacionais levam a que a Lua oscile um pouco na sua órbita (movimento de libração), o que nos permite ver cerca de 53% da sua superfície ao longo do ano.
A fraca gravidade lunar levou a que a Lua perdesse toda a atmosfera. Apesar disso, dados recentes das sondas Clementine e Lunar Prospector mostraram a existência de gelo de água em crateras profundas próximas dos pólos.
A quase total inexistência de atmosfera, junto com a ausência actual de um campo magnético dipolar (que já deve ter existido, dado que as rochas lunares apresentam magnetizações remanescentes, embora não ordenadas como na Terra e, em menor grau, em Marte), faz com que a superfície lunar esteja exposta ao bombardeamento por objectos de todas as dimensões, provenientes do exterior, desde as partículas do vento solar, que por vezes interagem e são mesmo capturadas pelos solos, até aos meteoritos que conferem à Lua o seu aspecto característico.
A superfície da Lua não é uniformemente craterizada. Há dois tipos de terrenos predominantes: as “Terras Altas”, muito antigas (da ordem dos 4500 MA) e muito craterizadas, e os “Maria” (mares), mais jovens (da ordem dos 3000 MA), que correspondem a enormes crateras de impacto, posteriormente preenchidas por escoadas de lavas basálticas. Note-se que as rochas terrestres com mais de 3000 MA são raríssimas, pelo que a Lua nos dá informações preciosas sobre a história geológica do Sistema Solar.

Não existem Maria no lado escondido da Lua. Isto deve-se provavelmente ao efeito gravitacional da Terra, que fez do lado próximo da Lua a localização preferencial para as erupções vulcânicas. A maior cratera do Sistema Solar é Aitken, junto ao pólo sul lunar, com 2250 km de diâmetro e 12 km de profundidade.
Tal como na Terra, a estrutura interna da Lua não é uniforme. A crosta, de composição essencialmente basáltica, pode ter espessuras entre os cerca de 107 km, a norte da cratera Korolev, no lado escondido, até ser quase inexistente sob o Mare Crisium. Segue-se o manto que, ao contrário do da Terra, é quase completamente sólido, e o núcleo metálico, com cerca de 680 km de diâmetro.
O efeito gravitacional da Terra sobre a Lua tem outra consequência interessante: o núcleo lunar está descentrado cerca de 2 km no sentido da Terra.

A Lua - Dados Astronómicos
Orbita - Terra
Distância média à Terra (km) - 384 400
Excentricidade orbital - 0.0549
Período sideral (dias) - 27.3217
Inclinação orbital - 5.145º
Velocidade orbital média (km/s) - 29.78
Período de rotação (dias) - 27.3217
Inclinação do eixo de rotação - 6.68º
Magnitude visual máxima -12.74
Número de Satélites - 0

Dados Físicos
Raio equatorial (km) - 1738.1
Massa (kg) - 0.07349 X 1024
Volume (km3) - 2.1958 X 1010
Densidade média (g/cm3) - 3.350
Gravidade à superfície no equador (m/s2) - 1.62
Velocidade de escape equatorial (km/s) - 2.38
Temperatura média à superfície (K) - ~100 - 400
Albedo normal - 0.12
Momento magnético dipolar (Gauss R3) - 0
Pressão atmosférica à superfície (mbar) - 3 X 10-12
Composição da atmosfera - He, Ne, H2, Ar

Dados Históricos
Descobridor -
Data -
Missões espaciais
Luna 1-24; Pioneer 4; Ranger 4-9; Zond 3-8; Surveyor 1-7; Lunar Orbiter 1-5; Apollo 8-17; Muses-A; Galileo; Clementine; Lunar Prospector; SMART 1; Lunar-A (2003); Selene (2003)

Créditos: net
Sites com interesse:
http://sweet.ua.pt/~a37868/fases.htm

Clicar em "aqui" nas tarefas.... bem elucidativo

http://freixeda.no.sapo.pt/lua%20hoje.htm
(a Lua Hoje)

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Casas tradicionais portuguesas

Não há um modelo único que possa caracterizar a casa tradicional portuguesa. São muitos os formatos e materiais utilizados, com tradições pelo país fora, que o tijolo e o cimento vão fazendo desaparecer.

Visite Portugal.. de Norte a Sul.....
Vale a pena

Mais uma "jóia" do Jornal Expresso
http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/501518

Créditos: Gráfico animado: Casas tradicionais portuguesas
Infografia de Carlos Esteves e Jaime Figueiredo
Expresso on-line

Sexta-feira, 6 de Mar de 2009

Nascer..... todos os dias!!

E esse sol só pode nascer dentro de nós...

(Mia Couto, O Último Voo do Flamingo)

Nascer do Sol - Serra dos Candeeeiros / Portugal

Costuma-se nomear o Sol sempre que do astro os olhos se abeiram, como se nesse instante ele fosse tão próximo como uma mão, uma árvore ou a rebentação de ondas na praia... Costuma-se falar do pôr-do-sol cor de fogo quando de África se fala... Enfim, costumamos deixar que algo se nomeie ou fale dentro de nós, como se a linguagem fosse um mundo que se abre naturalmente e independentemente de nós.

Mas não é habitual que o astro-rei faça a sua alvorada dentro de nós, fora do céu onde diariamente se pinta. E quando tal acontece, é como se a natureza cuidasse em guardar dentro de nós as suas raízes...... (...)

Enfim, qualquer sol é sol que amanhece, irrompe e deseja ardentemente fazer a luz brilhar. (...)

Bem-haja o teu sol, que em ti amanhecia como sóis de inúmeros lugares; é esse sol que são sóis que nascem dentro de nós...

Créditos Texto: Daniela Gonçalves e João Hespanhol

(Voluntariado em Lichinga, Moçambique, Verão 2008)

Histórias de crianças para adultos.....

A TESE DO COELHO
Era um dia lindo e ensolarado o coelho saiu de sua toca com o notbook e pôs-se a trabalhar, bem concentrado. Pouco depois passou por ali a raposa, e, viu aquele suculento coelhinho tão distraído, que chegou a salivar.
No entanto, ficou intrigada com a actividade do coelho e aproximou-se, curiosa:
- Coelhinho, o que você está fazendo aí, tão concentrado?
- Estou redigindo a minha tese de doutorado - disse o coelho, sem tirar os olhos do trabalho.
- Hummmm... e qual é o tema da sua tese?
- Ah, é uma teoria provando que os coelhos são os verdadeiros predadores naturais das raposas.
A raposa ficou indignada:
- Ora!!! Isso é ridículo!!! Nós é que somos os predadores dos coelhos!
- Absolutamente! Venha comigo à minha toca que eu mostro a minha prova experimental.
O coelho e a raposa entram na toca. Poucos instantes depois ouve-se alguns ruídos indecifráveis, alguns poucos grunhidos e depois silêncio.
Em seguida, o coelho volta, sozinho, e mais uma vez retoma os trabalhos de sua tese, como se nada tivesse acontecido.
Meia hora depois passa um lobo. Ao ver o apetitoso coelhinho, tão distraído, agradece mentalmente à cadeia alimentar por estar com o seu jantar garantido.
No entanto, o lobo também acha muito curioso um coelho trabalhando naquela concentração toda. O lobo resolve então saber do que se trata aquilo tudo, antes de devorar o coelhinho:
- Olá, jovem coelhinho! O que o faz trabalhar tão arduamente?
- Minha tese de doutorado, seu lobo. É uma teoria que venho desenvolvendo há algum tempo e que prova que nós, coelhos, somos os grandes predadores naturais de vários animais carnívoros, inclusive dos lobos.
O lobo não se conteve e farfalha de risos com a petulância do coelho.
- Ah, ah, ah, ah!!! Coelhinho! Apetitoso coelhinho! Isto é um despropósito. Nós, os lobos, é que somos os genuínos predadores naturais dos coelhos. Aliás, chega de conversa...
- Desculpe-me, mas se você quiser eu posso apresentar a minha prova experimental. Você gostaria de acompanhar-me à minha toca?
O lobo não consegue acreditar na sua boa sorte.
Ambos desaparecem toca adentro. Alguns instantes depois ouve-se uivos desesperados, ruídos de mastigação e ... silêncio. Mais uma vez o coelho retorna sozinho, impassível, e volta ao trabalho de redacção da sua tese, como se nada tivesse acontecido.
Dentro da toca do coelho vê-se uma enorme pilha de ossos ensanguentados e pelancas de diversas ex-raposas e, ao lado desta, outra pilha ainda maior de ossos e restos mortais daquilo que um dia foram lobos.
Ao centro das duas pilhas de ossos, um enorme leão, satisfeito, bem alimentado, a palitar os dentes.

MORAL DA HISTÓRIA:
1. Não importa quão absurdo é o tema de sua tese;
2. Não importa se você não tem o mínimo fundamento científico;
3. Não importa se as suas experiências nunca cheguem a provar sua teoria;
4. Não importa nem mesmo se suas ideias vão contra o mais óbvio dos conceitos lógicos...
5. O que importa é QUEM É O SEU PADRINHO.......

Créditos: net - http://paginas.fe.up.pt/fsilva/port/coelho.

Amigo....

Ó Kamarada, olha p'ra esta figura!

Vai mas é drumir, karago!

Boa noite

Créditos: Via e-mail, por AR

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O que vale um AMIGO!

Autor: desconhecido

O que é um verdadeiro amigo:

Disse um soldado ao seu comandante:-"O meu amigo não voltou do campo de batalha. Meu comandante, solicito autorização para ir buscá-lo."
Respondeu o oficial:-"Autorização negada!" "Não quero que você arrisque a vida por um homem que, provavelmente, está morto!"
O soldado ignorando a proibição saiu e uma hora mais tarde voltou mortalmente ferido, transportando o cadáver do seu amigo.
O oficial estava furioso:-"Eu não lhe disse que ele estava morto?!"
-"Diga - me, valia a pena ir até lá para trazer um cadáver?"
E o soldado, moribundo, respondeu:
-"Claro que sim, meu comandante!
Quando o encontrei, ele ainda estava vivo e disse-me:
- Tinha a certeza que virias!"

"Um amigo é aquele que chega quando todos já se foram."

Humanos + Aves + Suínos = H1N1


FAO:
Nova gripe é mistura de humana, aviária e suína

A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) assegurou, esta terça-feira, 28 de Abril, que as autoridades sanitárias mundiais estavam há cinco anos à espera de um surto de gripe das aves e finalmente chegou uma mistura de gripe humana, suína e aviária.
A FAO decidiu ainda enviar especialistas em saúde animal para o México.
Em entrevista à agência espanhola EFE, o veterinário chefe da FA0 disse que se trata de um «vírus novo» (vírus H1N1), com material genético do vírus da gripe humana, suína e aviária, pelo que os especialistas estão «no terreno» a estudar o vírus para obter mais informação sobre o potencial do surto. «Trata-se de um tipo de vírus que tem uma grande capacidade para mudar», adiantou Joseph Domenech, acrescentando que, para já, não há respostas sobre o potencial alcance do vírus. «O núcleo do problema está no México. É certo que nos últimos dias, parecia que avançava rápido, mas hoje parece que se deteve», comentou.
A FAO anunciou que esta semana irá enviar ao México um grupo de especialistas em saúde animal para ajudar o Governo mexicano a «avaliar a situação epidemiológica no sector da produção suína», disse. Apesar das garantias de que comer carne de porco não representa qualquer risco, a FAO decidiu enviar, ainda esta semana, especialistas em saúde animal para o México, com vista a avaliar a situação no sector da produção suína.
Entretanto, na Cidade do México, as autoridades locais anunciaram, esta terça-feira, o encerramento de restaurantes, bares, cafés e discotecas, sendo que também a Federação Mexicana de Futebol impôs que todos os jogos passem a acontecer à porta fechada.

2,5 milhões é o número de doses individuais que as autoridades portuguesas têm em stock do Tamiflu, (oseltamivir) o antiviral reconhecido pela OMS como eficaz para o tratamento da gripe mexicana.

Créditos: TSF on-line + Público

terça-feira, 28 de abril de 2009

Há morangos e "fragarias"....


Nome Científico: Fragaria vesca
Sinonímia: Fragaria chinensis, Fragaria concolor, Potentilla vesca
Espécies e híbridos importantes: Fragaria daltoniana, Fragaria iinumae, Fragaria nilgerrensis, Fragaria nipponica, Fragaria nubicola, Fragaria vesca, Fragaria viridis, Fragaria yezoensis, Fragaria moupinensis, Fragaria orientalis, Fragaria moschata, Fragaria x ananassa, Fragaria chiloensis, Fragaria iturupensis, Fragaria virginiana, Fragaria × Potentilla, Fragaria × vescana
Nome Popular: Morango, morangueiro, morango-silvestre, morangueiro-bravo, fragária, frutilha

Morangueiro é o nome comum de um conjunto de espécies, com seus híbridos e cultivares, do género Fragaria L., que produz o morango, incluindo um conjunto alargado de espécies e variedades silvestres.


Fragaria vesca (o morango silvestre europeu)

Existem mais de 20 espécies do género Fragaria que recebem a designação comum de morangueiro, com ampla distribuição nas zonas temperadas e sub-tropicais.
Apesar de algumas diferenças anatómicas típicas, a classificação das espécies assenta essencialmente sobre o número de cromossomas, sendo que existem sete tipos básicos de cromossomas que todas as espécies e seus híbridos possuem em comum. A grande distinção resulta do grau de poliploidia que as espécies exibem.
Algumas espécies são diploides, isto é têm dois conjuntos dos sete cromossomas básicos (14 cromossomas no total), outras são tetraploides (quatro conjuntos, 28 cromossomas), hexaploides (seis conjuntos, 42 cromossomas), octoploides (oito conjuntos, 56 cromossomas) ou decaploides (dez conjuntos, 70 cromossomas).
Como regra geral, embora com algumas excepções notáveis, as espécies de morangueiro com mais cromossomas tendem a ser mais robustas e maiores, produzindo também em geral morangos maiores.

Distribuição do Morangueiro Silvestre em Portugal

Distribuição Geral - Grande parte Europa, Cáucaso, N Irão; W e C Ásia, Macaronésia e N África; subespontâneo em regiões de clima temperado
Habitat - Matos
Época de Floração - Março a Maio

Embora não tenha as dimensões do morango "tradicional", o morango silvestre é bastante saboroso e não exige qualquer cuidado especial; é espontaneo, resistente ás variações climáticas anuais e é bastante produtivo.

Morangueiro agrícola mais comum

Família: Rosaceae
Divisão: Angiospermae
Origem: Europa e Américas
Ciclo de Vida: Anual
O morangueiro é uma planta rasteira, estolonífera, da mesma família das macieiras e pessegueiros.
O morango actual que conhecemos é resultante de um intenso trabalho de melhoramento genético e cruzamento de algumas espécies do gênero Fragaria, oriundas da Europa e das Américas.
Estes cruzamentos propiciaram a obtenção de morangos maiores, mais vermelhos e mais saborosos que diferem muito das espécies originais.
As espécies comercialmente importantes são as européias Fragaria vesca (diplóide), F. moschata (hexaplóide) e F. viridis (diplóide), as americanas F. virginiana (octoplóide) e F. chiloensis (octoplóides), as híbridas F. ananassa (octoplóide) e as remontantes F. ananassa x F. vesca.
O morangueiro apresenta folhas compostas por três folíolos verdes, pilosos e de margens denteadas. As suas flores são simples, hermafroditas e geralmente brancas, mas podem ser rosadas. Após a polinização, realizada principalmente por abelhas, as flores dão origem ao que chamamos de morango, que é um receptáculo floral desenvolvido, que apresenta superficialmente pequenos pontos verdes ou pretos, estes sim são os frutos verdadeiros.
Os morangos são muito versáteis na culinária e não há quem não os aprecie.
O seu sabor e aroma delicados, combinados com uma polpa macia, levemente ácida, suculenta e vermelha torna-os um prato cheio para as mais criativas receitas.
Servem tanto para o consumo in natura, como para o preparo de saladas de frutas, doces com chantilly, compotas, tortas, geléias, shakes, gelados, bolos de festa, etc.
O morangueiro é também uma planta ornamental, utilizado em canteiros ou em vasos e floreiras. Deve ser cultivado sob sol pleno ou em estufas, em solo fértil, leve, bem drenável, convenientemente preparado com matéria orgânica, calagem e adubações e irrigado regularmente.
O morangueiro aprecia o clima ameno, frutificando por períodos mais longos durante o outono e o inverno; no entanto já há cultivos adaptados ao clima tropical, com óptima produtividade.
Multiplica-se comercialmente por divisão dos estolões enraizados e é habitual a propagação por sementes em hortas domésticas.

Aplicações Medicinais
Indicações: Afecções renais e respiratórias, ferimentos e úlcerações, escorbuto, inflamações na boca e garganta, reumatismo, úlceras.
Propriedades: Adstringente, analgésica, antiinflamatória, antiescorbútica, calmante, cicatrizante, diurética.
Partes usadas: Toda a planta.

Créditos: Wikipédia, Jardim Botânico da UTAD / Flora Digital de Portugal , Jardineiro.net ( adaptado)

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House Cat'ssssssss


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Bom, "comó" Milho....

Cientistas criam milho vitaminado

Um grupo internacional de investigadores conseguiu pela primeira vez produzir um alimento transgénico com mais de um tipo de vitamina e em quantidades maiores.

O milho transgénico contém tanto do pigmento alaranjado betacaroteno -substância que dá origem à vitamina A – que ficou até da cor de cenoura.

Os investigadores são académicos sem vínculos a empresas de biotecnologia, e o seu trabalho, dizem, visa diminuir a carência de vitaminas das populações mais pobres.

Num artigo na revista científica PNAS, eles lembram que quase metade da população mundial sofre com falta de vitaminas. «Nós estimamos que, se uma pessoa comer de 100 a 200 gramas de milho por dia, terá a dose recomendada completa de quatro vitaminas carotenogénicas -betacaroteno, licopeno, zeaxantina e luteína -, níveis adequados de folato e cerca de 20% da vitamina C», disse à Folha Online o líder da pesquisa, Paul Christou, da Universidade de Lleida e do Instituto Catalão de Pesquisa e Estudos Avançados, de Barcelona, Espanha.

«Pela primeira vez, nós demonstramos que se pode usar a engenharia genética e plantas transgénicas para melhorar múltiplos traços nutricionais numa mesma cultura simultaneamente. Até muito recentemente, mesmo vários cientistas duvidavam de que isso seria possível», afirmou Christou.

O caso do betacaroteno foi o mais dramático: a equipa conseguiu aumentar em 169 vezes a quantidade natural do milho. A criação do «supermilho» envolveu bombardear embriões da planta de 10 a 14 dias com partículas metálicas cobertas com cinco genes - dois envolvidos na síntese do betacaroteno, um para vitamina C, um para folato (vitamina B9) e um para servir de «marcador».

O milho desenvolvido também apresentou nível de vitamina C seis vezes maior que o natural e duas vezes mais folatos. O betacaroteno é importante para a visão. A vitamina B9 é fundamental para a formação de proteínas e da hemoglobina do sangue, e importante para evitar anemias. Já a vitamina C é importante para a formação do colágenio, a proteína que dá resistência aos ossos e dentes. Ainda é preciso estudar melhor a capacidade de absorção dessas vitaminas do milho pelo organismo humano.
O processo de cozedura também poderia destruí-las. Mas Christou é optimista. «Lembre-se de que nós comemos vegetais cozidos e ainda assim obtemos uma boa dose de vitaminas», diz.

Ele rebate as críticas feitas por grupos ambientalistas, que não admitem nenhuma forma de cultura transgénica. «A comercialização e a liberação de plantas transgénicas são governadas por regras draconianas e sem paralelo em qualquer outro sector.

A União Europeia, após um estudo de 15 anos envolvendo 400 instituições públicas de pesquisa, a um custo de 70 milhões, declarou que plantas e produtos derivados geneticamente modificados não apresentam risco para a saúde ou para o ambiente».

Créditos: Sapo Saúde

Televisão Digital Terrestre

TDT
Arranque oficial em Portugal está marcado para amanhã

A Televisão Digital Terrestre (TDT) vai arrancar amanhã oficialmente e vai abranger, nesta primeira fase, dez concelhos de Portugal Continental.
Uma melhor qualidade na recepção de programas televisivos, funcionalidades avançadas de utilização da televisão, serviços avançados de informação, gravação e Pausa TV vão ser as principais alterações que os telespectadores da TDT vão sentir a partir desta quarta-feira.

A TDT vai disponibilizar, igualmente, para além da RTP1, RTP2, SIC, TVI, RTP Madeira e RTP Açores, um canal em alta-definição, partilhado pelos operadores.

Está previsto para 26 de Abril de 2012 o swich-off (desligamento do sinal analógico), imposto pela Comissão Europeia e todas as pessoas vão poder desfrutar de melhor qualidade de som e imagem e outras funcionalidades. No entanto, a PT afirma ter pronta a rede TDT já em 2010.

Caberá, assim, ao Governo a decisão final, se antecipa em dois anos o fim do sinal analógico.

O evento vai contar com a presença do Presidente Executivo da Portugal Telecom, Zeinal Bava e do Ministro das Obras Públicas e Transportes e Comunicações, Mário Lino.

Créditos: Sapo Noticias
28 de Abril de 2009

Histórias de crianças para adultos.....

O CAVALO REAL



Era uma vez um rei.
Era uma vez um cavalo.
O rei era um rei que andava a cavalo.
O cavalo era o cavalo do rei.
Não lhe chamavam cavalo do rei, mas cavalo real, porque andava sempre com o rei às costas.
Era muito vaidoso o cavalo real.
Quando se via, nos desfiles, à frente da restante cavalaria dos lanceiros, dos arqueiros, dos alabardeiros, julgava-se não só o rei de todos os cavalos, que o seguiam medindo o trote pelo trote dele, como o comandante em chefe de toda aquela tropa.
Que presunção!
O rei a cavalo passava revista à guarda real e a banda tocava o hino e os soldados apresentavam armas. Nessa altura, o cavalo levantava o pescoço, muito importante, com o rei às cavalitas.
Lá na sua vaidade, julgava que era a ele e só a ele que os soldados, os capitães, os majores, os coronéis, os generais, os músicos e os porta-bandeiras prestavam homenagem.
Já viram tolice assim?
No pátio do palácio, diante da corte reunida, dos condes e das condessas, dos marqueses e das marquesas, dos duques e das duquesas, dos embaixadores, dos ministros e dos conselheiros, o rei passeava-se em cima do cavalo. Também nessas alturas, o tonto do cavalo supunha que todos aqueles salamaleques, todas aquelas vénias, lhe eram destinadas, a ele e só a ele, cavalo real.
Já imaginaram cavalo mais burro?
Mas, um dia, numa caçada, o cavalo real tropeçou num tronco e deixou cair o rei, que se estatelou no chão, com a coroa à banda.
Não lhe perdoou o rei o trambolhão.
Deixar cair o rei é cair em desgraça.
Foi o que aconteceu.
Expulso das cavalariças reais, o cavalo percebeu finalmente que não lhe tinham respeito nenhum.
Acabaram-se as paradas, as vénias, os desfiles.
É agora um cavalo de carroça.
Nem tudo se perdeu, afinal.
Depois do que se passou, o cavalo ganhou juízo.

Créditos:
Autor: António Torrado
Ilustrador: Cristina Malaquias
Sapo Kids

Dá-me música....

http://www.youtube.com/watch?v=vctJdcTB2hA&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=BfK7vrVb8E8&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=nzv9R5kFnLk

http://www.youtube.com/watch?v=Vz36YtA32e0

http://www.youtube.com/watch?v=beG7TP3TwXk

http://www.youtube.com/watch?v=6zByb57Lr90

http://www.youtube.com/watch?v=9ocC_HUyhwk

http://www.youtube.com/watch?v=Kbeg7DBp1z4

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Socotorá - Quem já ouviu falar???

Socotorá



Socotra ou Socotorá (em árabe سقطرة Suqutrah) é um pequeno arquipélago formado por quatro ilhas no Oceano Índico, em frente à costa do Chifre da África, à 250 km ao Leste do cabo Guardafui e a uns 350 km ao Sudeste da costa do Iémen que administra Socotra em nome do Sultanato de Mahra e Socotra.

O arquipélago é formado por uma ilha montanhosa principal, Socotra (3.625 km²), três ilhas menores, conhecidas coletivamente como “Os Irmãos”(Abd Al Kuri, Samha e Darsa), e ainda outras pequenas ilhotas desabitadas. Abd Al Kuri e Samha somam uma população de umas poucas centenas de pessoas, enquanto que Darsa está desabitada. A principal cidade é Hadiboh (43.000 habitantes em 2004)

.

O clima em geral é desértico tropical, com poucas chuvas, concentradas no inverno e mais abundantes nas maiores alturas do que nas zonas costeiras. O clima é fortemente monçônico. De junho a setembro tradicionalmente a ilha era inacessível por causa dos fortes ventos. Em julho de 1999 um novo aeroporto internacional permitiu o acesso à Socotra durante todo o ano.
Socotra é uma das ilhas de origem continental mais isoladas do mundo, separando-se provavelmente da África como uma falha durante o Plioceno médio, no mesmo conjunto de eventos que abriu o Golfo de Aden para o noroeste
O grande isolamento geológico do arquipélago, juntamente com o intenso calor e a falta de água, tem dado origem a uma interessante flora endêmica que é muito vulnerável a mudanças. Pelo menos um terço das 800 plantas que se encontram em Socotra são endêmicas.Os botânicos situam a flora de Socotra entre as dez que correm os maiores perigos de extinção no mundo. Umas das plantas mais estranhas de Socotra é a Dracaena cinnabari, uma árvore de estranha aparência com formas de guarda-chuva. Sua seiva, de cor vermelha, era buscada na antiguidade para ser usada na medicina ou na tinturaria.
Assim como ocorre com outras ilhas isoladas, os morcegos são os únicos mamíferos nativos da ilha. Em contraste, a diversidade marinha é muito grande, e se caracteriza pela presença de espécies originárias das regiões biológicas próximas: o Oceano Índico e o Mar Vermelho .
A maioria dos habitantes da ilha vivem sem eletricidade, água corrente ou estradas pavimentadas. Nos finais dos anos 90, se desenvolveu um Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento dedicado à ilha. Os habitantes de Socotra criam gado e cabras. Nas ilhas se fala um idioma semítico próprio, o soqotri, que está relacionado com outros idiomas da península Arábica.

Árvores Dragão

História
Socotra aparece como Dioskouridou (em alusão a Dioscúrides) em uma ajuda à navegação, o Périplo pelo Mar Eriteu, do século I. Nas notas da tradução que do mesmo fizera G.W.B. Huntingford, remarca que o nome de Socotra não é de origem grega, mais que procede do sânscrito dvipa sukhadhara ("ilha da felicidade"). Uma lenda local conta que os habitantes foram convertidos ao cristianismo pelo apóstolo Tomé no ano 52. No século X, o geógrafo árabe Abi Zaid Hassan comentou que a maioria dos habitantes das ilhas eram cristãos.

O explorador português Tristão da Cunha desembarcou nas ilhas nos começos do século XVI e considerou a Socotra conquistada por Portugal. Naquele tempo o cristianismo havia desaparecido das ilhas, exceto por umas cruzes de pedra que Alvares disse que as pessoas adoravam. Contudo, durante uma visita à ilha por parte de Francisco Xavier, este encontrou um grupo de pessoas que se declaravam ser os descendentes dos convertidos por São Tomé.

As ilhas estiveram debaixo do controle português de 1507 até 1511. Socotra passou a estar debaixo do controle dos sultões Mahra em 1511, até que passaram a ser um protetorado britânico em 1886 devido a sua posição estratégica, controlando o estreito de Aden. Com a independência do Iémen em 1967, as ilhas passaram a sua soberania.

Créditos: Wikipédia
Ir para: navegação, pesquisa
12º29'21"N 53º54'26"E

EXPO 2010 - Xangai / China

EDIFÍCIO DO POVO - XANGAI - EXPO 2010
As imagens que se seguem, mostram o projecto deste edifício, que se pode considerar uma obra Fantástica !!!
Dois corpos arqueados emergem (um do solo, outro da água) em direcção ao céu, unindo-se no topo e fundindo-se num monumental edifício único de formas arrojadas, semelhante a um tubo de aço perfurado e dobrado por uma força imensa.
O seu perfil tem a configuração de um dos caracteres do alfabeto chinês, o qual significa “pessoas”:
Assim será o Edifício do Povo na *Expo 2010*, em Xangai, na China.
A forma peculiar deste edifício não é gratuita e comporta, na perspectiva da filosofia oriental, um simbolismo que vai para além da semelhança com o sinal caligráfico com o qual se identifica.
Assim, o corpo que emerge da água é dedicado a actividades de cultura física, desportos, etc., enquanto que o corpo emergente da terra tem como destino actividades de “enriquecimento espiritual”, onde funcionará um centro de conferências e muitas outras actividades intelectuais.
A partir do ponto de encontro destes dois corpos, onde o edifício se torna um só, ficará instalado um hotel com uma capacidade de 1.000 alojamentos.
O Edifício do Povo (nome de código: REN), que foi projectado pela equipa de arquitectos e designers da firma dinamarquesa BIG (Bjarke Ingels Group), ultrapassará os 150m de altura, com mais de 50 pisos e uma área construída superior a 250.000 m2...é obra...!!!









Estas excelentes imagens foram obtidas a partir da maquete do projecto
Agora veja o vídeo deste projecto, em:
http://www.youtube.com/watch?v=rdy0kamf-gY
Certamente não vai dar esse tempo por mal empregue!

Não deixem também de ver o link http://www.big.dk/ da firma BIG (Bjarke Ingels Group) onde encontrará uma colectânea de 86 projectos (slides de maquetes) que esta firma já produziu, alguns dos quais são autênticas obras primas de arquitectura e design.
Creditos: Enviado via e-mail por AM
26Abril2009

quinta-feira, 23 de abril de 2009

As nossas gentes.... os nossos sítios....

Mar de Sonho....





Baleal/Peniche

Enviadas por e-mail por RR - Abril09