quarta-feira, 31 de março de 2010

Os novos valores...

Com a passar dos séculos, o ser humano incorporou novos valores que se ajustam perfeitamente à sociedade actual.


Quino demonstra, com inteligência e humor requintado, os valores que dominam o homem moderno.
Dá, certamente, para pensar....!!
 

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Créditos: Mail AMatos

pensamentos d'OSHO

para ler na primeira pessoa...

"Não se preocupe com a perfeição. Substitua a palavra perfeição por totalidade. Não pense que você tem de ser perfeito, pense que tem de ser total.
A totalidade dá a você uma dimensão diferente."
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Créditos: FBC2

Um dia na praia

Um dia na praia.......

http://www.youtube.com/profile?user=norcsii#p/u/0/pkPNa4DBFHI

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Créditos: Mail LB /Youtube

sexta-feira, 26 de março de 2010

Avançem os ponteiros e verão.....!!

Relógios adiantam 60 minutos este domingo, dia 28 de Março.

Portugal Continental e Madeira vão entrar na hora de Verão quando for uma hora da manhã de domingo. Nessa altura, deve adiantar o relógio 60 minutos.

Nos Açores, a mudança acontecerá pela meia-noite, altura em que se adianta a hora para a 01:00.

A informação é do Observatório Astronómico de Lisboa (OAL), cujo director, Rui Agostinho, explicou que a hora de Verão passou a ser decidida a nível da União Europeia, ao contrário do horário de Inverno, que continua sob a soberania dos Estados.

Para tomar a decisão, o Governo ouve a Comissão Permanente da Hora, na qual se sentam representantes de todos os ministérios e entidades que expõem os seus interesses nesta área. À frente está o OAL, que como entidade independente avalia interesses e zela pelo cumprimento da sequência do dia e da noite.

"Porque a actividade humana está extremamente dependente desse ciclo", lembrou o diretor do OAL.
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Créditos: Sapo

sábado, 20 de março de 2010

Publicidade assim.... vale a pena!!

Clique e veja....
A imaginação não tem limites.

http://www.youtube.com/watch?v=L7PFOs3d5Gw
 
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Créditos: Youtube/Mail EC

Sidereus Nuncius

Livro de Galileu lançado hoje (17 Março 2010) no encerramento do Ano Internacional da Astronomia

O lançamento da tradução portuguesa do primeiro livro de Galileu, "Sidereus Nuncius", e uma conferência marcam o encerramento do Ano Internacional da Astronomia em Portugal. A cerimónia decorre hoje na Fundação Calouste Gulbenkian.

É a primeira tradução feita em Portugal da obra Sidereus Nuncius, publicada há precisamente 400 anos, em Março de 1610. Nela, Galileu revelou as primeiras observações astronómicas feitas com o auxílio de um telescópio, incluindo descobertas que geraram um aceso debate científico na época: as irregularidades da face da Lua, os satélites de Júpiter, a existência de um número de estrelas muito superior às que até então se conheciam.

O Mensageiro das Estrelas, na tradução portuguesa, é considerado "uma das obras mais importantes do pensamento ocidental e um marco na História da Astronomia", afirmou João Fernandes, comissário do Ano Internacional da Astronomia em Portugal, à agência Lusa.

A presente tradução é da responsabilidade de Henrique Leitão, investigador do Centro Interuniversitário de História das Ciências e da Tecnologia e coordenador da edição completa das obras de Pedro Nunes, lançadas pela Fundação Calouste Gulbenkian. O volume inclui, para além da tradução, um estudo de Henrique leitão, uma cronologia e um facsimile da edição original.

Nesta sessão de encerramento vai ser também inaugurada a exposição"A astronomia no Portugal de hoje".

Em Portugal, o Ano Internacional da Astronomia foi coordenado pela Sociedade Portuguesa de Astronomia, com o apoio da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, da Fundação Calouste Gulbenkian, do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, da Agência Nacional Ciência Viva e da European Astronomical Society. As actividades do AIA2009 incluíram cerca de 2000 eventos e envolveram milhares de pessoas (ver balanço do AIA2009).

Ao longo de todo o ano, a comissão do AIA2009 publicou artigos de divulgação e análise num espaço semanal incluído no SAPO Notícias - não só sobre as actividades, mas também sobre descobertas, curiosidades e novas imagens captadas pelos grandes telescópios astronómicos. Veja aqui os artigos publicados.
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Créditos; sapo Livros

Prima Vera

Primavera começa hoje às 17:32 Horas TMG

A Primavera é a estação do ano que se segue ao Inverno e precede o Verão. É tipicamente associada ao reflorescimento da flora e da fauna terrestres.

A Primavera do hemisfério norte é chamada de "Primavera boreal", e a do hemisfério sul é chamada de "Primavera austral". A "Primavera boreal" tem início, no Hemisfério Norte, a 20 de Março e termina a 21 de Junho. A "Primavera austral" tem início, no Hemisfério Sul, a 23 de Setembro e termina a 21 de Dezembro.

Do ponto de vista da Astronomia, a primavera do hemisfério sul inicia-se no equinócio de Setembro e termina no solstício de Dezembro, no caso do hemisfério norte inicia-se no equinócio de Março e termina no solstício de Junho.

Como se constata, no dia do equinócio o dia e a noite têm a mesma duração. A cada dia que passa, o dia aumenta e a noite vai encurtando um pouco, aumentando, assim, a insolação do hemisfério respectivo.

Estas divisões das estações por equinócios e solstícios poderão ser fonte de equívocos, mas deve-se levar em conta a influência dos oceanos na temperatura média das estações. Na Primavera do hemisfério sul, os oceanos meridionais ainda estão frios e vão aos poucos aquecendo, fazendo a Primavera ter temperaturas amenas ao longo da estação.

Na área da astronomia, equinócio é definido como um dos dois momentos em que o Sol, em sua órbita aparente, (como vista da Terra), cruza o plano do equador celeste (a linha do equador terrestre projetada na esfera celeste). Mais precisamente é o ponto onde a eclíptica cruza o equador celeste.



EQUINÓCIO:
A palavra equinócio vem do Latim, aequus (igual) e nox (noite), e significa "noites iguais", ocasiões em que o dia e a noite duram o mesmo tempo. Ao medir a duração do dia, considera-se que o nascer do Sol (alvorada ou dilúculo) é o instante em que metade do círculo solar está acima do horizonte e o pôr do Sol (crepúsculo ou ocaso) o instante em que o círculo solar encontra-se metade abaixo do horizonte. Com esta definição, o dia e a noite durante os equinócios têm igualmente 12 horas de duração.

Os equinócios ocorrem nos meses de março e setembro e definem as mudanças de estação. No hemisfério norte a primavera inicia em março e o outono em setembro. No hemisfério sul é o contrário, a primavera inicia em setembro e o outono em março.

As datas dos equinócios variam de um ano para outro devido aos anos tropicais (o período entre dois equinócios de março) não terem exatamente 365 dias, fazendo com que a hora precisa do equinócio varie ao longo de um período de dezoito horas, que não encaixa necessariamente no mesmo dia. O ano trópico é um pouco menor que 365 dias e 6 horas. Assim, num ano comum, tendo 365 dias e portanto mais curto, a hora do equinócio é cerca de seis horas mais tarde que no ano anterior. Ao longo de cada sequência de três anos comuns, as datas tendem a adiantar-se um pouco menos de seis horas a cada ano. Entre um ano comum e o ano bissexto seguinte há um aparente atraso devido à intercalação do dia 29 de fevereiro.

Também se verifica que a cada ciclo de quatro anos os equinócios tendem a atrasar-se. Isto implica, que ao longo do mesmo século, as datas dos equinócios tendem a ocorrer cada vez mais cedo. Assim, no século XXI só houve dois anos em que o equinócio de março aconteceu no dia 21 (2003 e 2007); nos demais, o equinócio tem ocorrido em 20 de março. Prevê-se que, por volta do ano 2040, passe a haver anos em que o equinócio aconteça no dia 19. Esta tendência só irá desfazer-se no fim do século, quando houver uma sequência de sete anos comuns consecutivos (2097 a 2103), em vez dos habituais três.

Devido à órbita da Terra, as datas em que ocorrem os equinócios não dividem o ano em um número igual de dias. Isto ocorre porque quando a Terra está mais próxima do Sol (periélio) viaja mais velozmente do que quanto está mais longe (afélio).

SOLSTÍCIO:
Na astronomia, solstício é o momento em que o Sol, durante seu movimento aparente na esfera celeste, atinge a maior declinação em latitude, medida a partir da linha do equador. Os solstícios ocorrem duas vezes por ano: em dezembro e em junho. O dia e hora exatos variam de um ano para outro. Quando ocorre no verão significa que a duração do dia é a mais longa do ano. Analogamente, quando ocorre no inverno, significa que a duração da noite é a mais longa do ano.


No hemisfério norte o solstício de verão ocorre por volta do dia 21 de junho e o solstício de inverno por volta do dia 21 de dezembro. Estas datas marcam o início das respectivas estações do ano neste hemisfério. Já no hemisfério sul, o fenômeno é simétrico: o solstício de verão ocorre em dezembro e o solstício de inverno ocorre em junho. Os momentos exatos dos solstícios, que também marcam as mudanças de estação, são obtidos por cálculos de astronomia (consulte a tabela abaixo para os valores de alguns anos).

Devido à órbita elíptica da Terra, as datas nas quais ocorrem os solstícios não dividem o ano em um número igual de dias. Isto ocorre porque quando a Terra está mais próxima do Sol (periélio) viaja mais velozmente do que quando está mais longe (afélio).

Os trópicos de Câncer e Capricórnio são definidos em função dos solstícios. No solstício de verão no hemisfério sul, os raios solares incidem perpendicularmente à Terra na linha do Trópico de Capricórnio. No solstício de inverno do hemisfério sul, ocorre a mesma coisa no Trópico de Câncer.

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Créditos: Wikipédia

terça-feira, 16 de março de 2010

Strauss - Versão Chinesa!!!!! e em Viena!!!

http://www.youtube.com/watch?v=M13e1M76SqM

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Créditos: Youtube / Mail AM

Se por acaso.....

http://www.youtube.com/watch?v=Y3FIVCZ8Oco

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Créditos: Youtube /J.P.Simões

segunda-feira, 15 de março de 2010

PATRIMÓNIO DO BRASIL

SHOW DO MINISTRO BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO NOS ESTADOS UNIDOS

Essa merece ser lida, afinal não é todo dia que um brasileiro dá um esculacho educadíssimo nos americanos!

Durante um debate numa universidade nos Estados Unidos,o ex-governador do DF, ex-Ministro da Educação e atual senador CRISTÓVAM BUARQUE, foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia.

O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um Humanista e não de um brasileiro.

Esta foi a resposta do Sr.Cristóvam Buarque:
"De facto, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que os nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso.

"Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade.

"Se a Amazônia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro.O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extracção de petróleo e subir ou não o seu preço."

"Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país.

Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.

"Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França.

Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar que esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural Amazônico, seja manipulado e instruído pelo gosto de um proprietário ou de um país. Ainda há não muito tempo, um milionário japonês,decidiu enterrar com ele, um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.
"Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhattan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua historia do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.

"Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maiores do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.

"Defendo a ideia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola.

Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro.

"Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa!

ESTA RESPOSTA NÃO FOI PUBLICADA, POR RAZÕES ÓBVIAS. AJUDE A DIVULGÁ-LA, SE POSSÍVEL FAÇA TRADUÇÃO PARA OUTRAS LÍNGUAS.
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Créditos: Mail AM

sexta-feira, 12 de março de 2010

Madeira..... desastre anunciado em 2008

Até custa a crer que tenha sido transmitido em 2008..

5 minutos que valem a pena perder.....
http://www.youtube.com/watch?v=aTf0h3nobAs&feature=player_embedded

Cada um de nós que interprete como quiser..
O Homem é livre de fazer as suas escolhas!!!!

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Créditos: Youtube/mail

quinta-feira, 11 de março de 2010

Olha para mim

Olha-me nos olhos e sê capaz de me dizer o que sentes, mesmo sabendo que não sentes o mesmo que eu.

Toma coragem e enfrenta-te a ti próprio e aos teus sentimentos.

Ou será que o receio de descobrires o que não queres aceitar é assim tão grande?

Se tens tanta certeza, nada te poderá mostrar o contrário.

Arrisca … faz o que não fizeste antes!

Não me chames. Não me procures.

Olha-me nos olhos e enfrenta-me…

Sobretudo enfrenta-te!
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Créditos: Autor desconhecido

quarta-feira, 10 de março de 2010

Passa nuvem; passa estrela


Créditos: Blog "Passa nuvem, passa estrela"

Amizade

O que faz você feliz?

Há muito tempo, o conceito de felicidade perdeu aquele traço de perenidade que os muito românticos ou ingênuos lhe emprestavam. O “foram felizes para sempre” sumiu de todas as histórias que vieram depois de Branca de Neve e Cinderela. Isso, quando se fala de felicidade a dois, ou seja, harmonia, bom entendimento mútuo, respeito e amizade que coexistam com o amor.


Mas ninguém é obrigado a ser feliz a dois. Esse estado ou sensação de plenitude exige mais que apenas a presença de um parceiro. E a despeito das opiniões em contrário, é bem possível ser feliz, genuinamente feliz, vivendo sozinho. Conheço alguns exemplos de pessoas assim.

Analisando a vida e o comportamento desses seres bem-aventurados, cheguei à conclusão de que a primeira condição para ser feliz, sozinho ou acompanhado, é estar bem consigo mesmo. Um bom parceiro pode ajudar, mas não pode ser responsabilizado pela infelicidade do outro, se esse outro viver moído de frustração, mágoa ou inveja. Alguém incapaz de se identificar com um semelhante, de rir ou sofrer junto. Prazeres mesquinhos que deixam um rastro de destruição, drogadição, egoísmo mórbido, egocentrismo irrestrito e seus derivados são inimigos do estado de felicidade. Isso nem é novidade, é quase intuitivo. Mas então, que droga é isso de felicidade?

Há uma propaganda na mídia que começa perguntando “o que faz você feliz?”, para em seguida mostrar o estoque variadíssimo de alguma loja – ou será uma marca de carro? Não importa muito o produto veiculado, mas o espírito da coisa. Confunde-se constantemente a alegria causada por uma boa compra ou por um novo namorado com felicidade. Isso é euforia, satisfação, estado passageiro muito agradável e que se confunde facilmente com felicidade. Passa rápido, e os motivos de tristeza ou ansiedade ficam mais fortes, quando se percebe que nem a estabilidade financeira nem a nova paixão preencheram aquele vazio sabotador do bem-estar.

Uma das pessoas que considero felizes me diz que atribui sua paz interior a vários fatores, um dos quais seria a realização profissional. Imagino que sentir-se satisfeito com o que se faz é meio caminho andado. Ou um terço de caminho, vá lá. Quando se tem a sorte de acertar nessa confusa loteria que é o mercado de trabalho, talvez se esteja conseguindo mesmo uma garantia relativa para viver em paz, e nem falo de altos rendimentos ou posição de destaque. Essa amiga, uma modesta costureira e artesã, vive numa cidade pequena da Bahia e mora numa casa simples de vila, onde cultiva algumas das plantas mais bem cuidadas que já vi. A alegria de ver sair das próprias mãos um objeto ou uma roupa que atrai clientes e merece elogios é um motivo de alegria quase permanente, além de garantir a subsistência dela e do filho de dez anos, que perdeu o pai há três. “Não posso dizer que não sinto falta do Daltro”, ela diz, “mas apesar de chorar muitas vezes com saudade dele, eu me sinto muito feliz com nossa vida”. Será boa consciência? Será o sentimento de ser uma boa mãe? Não sei, mas Dalva – o nome dela é Dalva – é uma mulher inequivocamente feliz.

Outro, um conhecido daqui do Rio, um homem meio calado mas muito bem-humorado, é autor de alguns dos textos mais inovadores e gostosos de ler que conheço. Aposentado há um ano, acha que o que ele e a mulher recebem é suficiente para curtir a vida do jeito deles, sem grandes luxos. Resolveu se dedicar ao que gosta mesmo de fazer, que é escrever e pintar – e são dois pintores, porque Gisela, a mulher, também tem bons trabalhos de pintura e ilustrou um bonito livro artesanal para dar de presente ao marido escritor no Natal. Esse escritor anônimo tem contos, muitos, dois romances, roteiros de novelas e um roteiro de filme. Tentou publicar em editoras “de autor”, mas se desiludiu com o mercenarismo e o descaso delas pelo autor. Está preparando um blog, que talvez vá se chamar Memórias de Agora, onde pretende mostrar seu trabalho. Tem dois filhos que já não moram com ele e a mulher, e seus dias, que tinham tudo para cair numa rotina desesperadora, são preenchidos por pesquisas, exercícios de culinária, bons filmes e longas conversas com os amigos com quem gostam de sair ou convidar para sua casa.

“Não preciso mais correr atrás de nada”, ele me disse, quando perguntei por que não vai mais à luta para publicar seus escritos. “Quero aproveitar os anos que ainda tivermos de vida para viver a fundo nossa felicidade. E acho que não seria justo comigo e com Gisela continuar ralando pra conseguir mais uns trocados”. Gisela não disse nada, mas teve um gesto de carinho explícito, e os dois se abraçaram com a cara iluminada de quem está em paz com a vida – e consigo mesmo.

Há outros casos, gente com a vida limitada por doenças ou perdas que deixariam em desespero quem não tivesse essa âncora interna, difícil de explicar e de entender, que no entanto faz de gente aparentemente “perdedora”, como alguns gostam de dizer, vencedores da guerra mais difícil de ganhar, e que se trava dentro de cada um.
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Créditos: Bolg "o bem, o mal e a coluna do meio"

terça-feira, 9 de março de 2010

Palavras (leva-as o vento)....

http://www.youtube.com/watch?v=JfXNyM-pzYE

http://www.youtube.com/watch?v=hxGK1e7zPvQ

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Créditos: Youtube

Vitamina D

Cientistas descobrem que vitamina D é crucial contra as infecções

Uma equipa de cientistas da Universidade de Copenhaga descobriu que a vitamina D é decisiva para activar as defesas do nosso sistema imunitário contra as infecções.
As células T precisam da vitamina D para combater as infecções que atacam o nosso corpo

Cientistas da Universidade de Copenhaga descobriram que a vitamina D é crucial para activar as defesas do nosso sistema imunitário e sem a ingestão suficiente desta vitamina, as células T deste sistema perdem a capacidade de reagir e de lutar contra as infecções do nosso corpo.

A descoberta feita pelo Departamento de Saúde, Imunologia e Microbiologia daquela universidade pode ser importante para a pesquisa de novas vacinas e no combate contra as doenças infecciosas, as epidemias e as pandemias.

A maior parte da vitamina D é produzida naturalmente pelo nosso corpo em resultado da exposição da pele à luz do Sol. Mas também pode ser encontrada em alimentos como o peixe e os ovos.

Segundo a agência Reuters, quase metade da população mundial tem carência de vitamina D e os cientistas prevêem que o problema se venha a agravar porque as pessoas passam cada vez mais tempo em ambientes artificiais, privados da luz solar.

Células T: entrar em acção
Carsten Geisler, um dos investigadores da equipa envolvida na descoberta, explica num comunicado da Universidade de Copenhaga que "quando uma célula T é exposta a um agente patogénico estranho, tem uma reacção bioquímica imediata e um receptor que existe à superfície da célula (uma espécie de antena) começa a procurar vitamina D. Se não encontra vitamina D suficiente no sangue, não entra em acção".

As células T baseiam-se, assim, na vitamina D para actuarem contra as infecções, permanecendo adormecidas se há falta dessa vitamina no sangue.
O agente patogénico é um microrganismo capaz de produzir doenças infecciosas no nosso corpo.
A descoberta dos cientistas dinamarqueses pode ser também importante para os cientistas lidarem melhor com os fenómenos de rejeição associados aos transplantes de órgãos.

"Os cientistas já sabem há muito tempo que a vitamina D é importante para a absorção de cálcio e em doenças como o cancro e a esclerose múltipla, mas não imaginávamos que a vitamina D fosse tão crucial para activar o sistema imunitário", salienta Carsten Geisler.
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Créditos: Virgílio Azevedo (wwww.expresso.pt)  8 de Mar de 2010

segunda-feira, 8 de março de 2010

Preso por ter lucros, preso por não ter!

PT, EDP, Jerónimo Martins, Cimpor. Quatro das maiores empresas portuguesas. Apresentaram resultados anuais nos últimos dois dias. Quase sete mil milhões de ganho operacional. E quase vergonha em mostrar tanto lucro. Porque poucos perceberão...

PT, EDP, Jerónimo Martins, Cimpor. Quatro das maiores empresas portuguesas. Apresentaram resultados anuais nos últimos dois dias. Quase sete mil milhões de ganho operacional. E quase vergonha em mostrar tanto lucro. Porque poucos perceberão porquê: é que estas empresas já não são portuguesas.

Portugal perdeu a última década de crescimento económico e ameaça perder a próxima. Quem quer crescer investe lá fora. Aquelas quatro empresas cotadas - como outras - têm hoje mais de metade da facturação fora de Portugal. E quase metade dos lucros.

Sim, quase sete mil milhões de euros de EBITDA conjunto parece ofensivo para um País gangrenado por um desemprego assustador, sem esperanças de crescimento, sob ameaça de radicalismo orçamental. Mas destes sete mil milhões, quase metade é dinheiro estrangeiro. São reais na PT e na Cimpor, dólares na EDP, zlotys na Jerónimo. E a lista alarga-se aos dólares na Portucel e na Altri, aos kwanzas no BPI. E quando olhamos para empresas que estão a valorizar em bolsa não à conta do negócio de hoje mas da expectativa do negócio de amanhã, são kwanzas da Zon ou petro-dólares da Galp que pesam.

Portugal sempre teve um problema de consciência com os lucros: como se fosse mal tê-los. Quando, há dias, a Caixa Geral de Depósitos apresentou os piores lucros dos últimos anos, revelou-os quase mostrando alívio. Como a Galp, que os viu cair para metade. A EDP, a campeã dos resultados líquidos (mais de mil milhões), repetiu ontem à exaustão que em Portugal os lucros não cresceram, só no estrangeiro. A própria Jerónimo Martins, que alcançou os maiores lucros da sua história (apesar da desvalorização do zloty, que lhe obliterou 10% da facturação), diluiu esse choque com um cheque de 12,5 milhões de euros em prémios aos trabalhadores.

Estas empresas já não são portuguesas, são multinacionais. Colheram os proveitos dos seus investimentos internacionais e de ultrapassarem o medo do risco. Como disse ontem Zeinal Bava na apresentação dos resultados da PT, a diversificação de negócios (e a internacionalização também é uma diversificação, mas geográfica) "é o único almoço grátis".

Este sucesso exterior tem como lado B a desolação que é o mercado português. Sem perspectivas de crescimento, logo, com pouco investimento (e PT e EDP estão até no topo das empresas que mais investem em Portugal). Logo, com pouca dinâmica de crescer e aumentar emprego.

Perguntem a um analista de bolsa em que empresas portuguesas se deve investir. Perguntaram há dois dias a João Pereira Leite, do Banco Carregosa.
Resposta: nas empresas que estão noutros países. Em Portugal não há mais lucro.

Muitas empresas já preferem pagar impostos noutros países, mudando sedes. A Jerónimo já o admitiu, a Mota já o ameaçou, a Sonae já o estudou, a EDP Renováveis já é uma empresa espanhola.

Os contribuintes têm menos dinheiro no bolso que queixas de empresas e bancos. Mas o definhamento do lucro em Portugal não é um acto de justiça social, é uma condenação do futuro. A saída para outros países está a ser a oportunidade, a aventura, mas também o escape. Haja lucro, concorrência, investimento, e haverá economia e emprego. Daqui toda a gente sai viva. O pior é quem fica.
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Créditos: Pedro Santos Guerreiro/Jornal de Negócios

Estado de Guerra - O melhor filme

Óscares

Estado de Guerra’ arrasa ‘Avatar’

Kathryn Bigelow fez história no domingo na 82ª edição dos Óscares ao ser a primeira mulher a vencer na realização e ao derrubar Avatar, de James Cameron, na categoria de melhor filme

Estado de Guerra, drama de guerra passado no Iraque, conquistou seis Óscares de um total de nove nomeações, entre os quais os mais cobiçados: melhor filme e realização.

Pela primeira vez em mais de 60 anos, a Academia alargou o número de filmes nomeados de cinco para dez.

Estavam nomeados Estado de guerra, Avatar, Um sonho possível, Distrito 9, Uma outra educação, Sacanas sem lei, Precious, Um homem sério, Up - altamente, Nas nuvens.

Com um filme de baixo custo, sobre uma equipa militar que desmantela bombas no Iraque, Kathryn Bigelow derrubou o colosso tecnológico e financeiro, Avatar, do seu ex-marido James Cameron.

Kathyn Bigelow foi ainda eleita a melhor realizadora na 82ª edição dos Óscares, atribuídos pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos.

É uma atribuição histórica, já que é a primeira vez que a Academia distingue uma mulher e Kathryn Bigelow, californiana de 58 anos, conquista um prémio logo na sua estreia como nomeada com o filme Estado de guerra.
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Créditos: Sol online

AVATAR... não é só o filme que "perdeu" o Óscar!!!!

Avatar

Avatar é uma manifestação corporal de um ser imortal segundo a religião hindu, por vezes até do Ser Supremo. Deriva do sânscrito Avatāra, que significa "descida", normalmente denotando uma (religião) encarnações de Vishnu (tais como Krishna), que muitos hinduístas reverenciam como divindade.

Muitos não-hindus, por extensão, usam o termo para denotar as encarnações de divindades em outras religiões.
Os dez avatares de Vishnu (em sentido horário, a partir do canto superior esquerdo): Matsya, Kurma, Varaha, Vamana, Krishna, Kalki, Buda, Parshurama, Rama e Narasimha, (no centro) Krishna

Definição
Avatar vem do sânscrito Aval, que significa "Aquele que descende de Deus", ou simplesmente "Encarnação". Qualquer espírito que ocupe um corpo de carne, representando assim uma manifestação divina na Terra.

A melhor definição vem de um antigo escrito indiano, Vedas:
"Avatara, ou a encarnação da Divindade, descende do reinado de Deus pela criação e manutenção da manifestação em um corpo material. E essa forma singular da Personalidade da Divindade que então se apresenta é chamada de encarnação ou Avatara. Tais Personalidades estão situadas no mundo espiritual, o reinado de Deus. Quando Eles transcendem para a criação material, Eles assumem então o nome Avatara. - Chantajar-caritativa 2.20.263 - 264.

Um avatar é uma forma encarnada de um Ser Supremo, e tais incontáveis formas divinas residem em um plano espiritual.

Quando essa forma despersonalizada de Deus transcende daquela dimensão elevada para o plano material do mundo, Ele - ou Ela - é conhecido então como a encarnação ou Avatara.

Em uma concepção mais abrangente, a encarnação poderia ser descrita como o corpo de carne. Mas essa concepção seria talvez errada, conquanto tais formas divinas não se tornam reais seres de carne e osso, ou assumem corpos materiais. Uma alma comum assume corpos matérias de carne e osso, mas no caso dessa manifestação divina, Seu corpo e Sua alma transcendem a matéria e embora apareçam como impersonalizações, aquele corpo também pertence a Sua essência espiritual.

Essa palavra Avatar se tornou popular entre os meios de comunicação e informática devido às figuras que são criadas à imagem e semelhança do usuário, permitindo sua "personalização" no interior das máquinas e telas de computador.

Tal criação assemelha-se a um avatar por ser uma transcendência da imagem da pessoa, que ganha um corpo virtual, desde os anos 80, quando o nome foi usado pela primeira vez em um jogo de computador.

Avatar sempre morreu. Mas a primeira concepção de Avatar vem primariamente dos textos Hindus, que citam Krishna como o oitavo avatar - ou encarnação - de Vishnu, a quem muitos Hindus adoravam como um Deus.
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Créditos: Wikipédia

8 de Março

Dia da Mulher: Discriminação laboral ainda existe
A violência contra as mulheres e a discriminação laboral continuam a ser as grandes lutas, cem anos após a Dia Internacional da Mulher, que hoje se comemora em todo o mundo.

Nos últimos dias, relatórios nacionais e internacionais voltaram a chamar a atenção para o facto de as mulheres continuarem a ter mais dificuldade em ascender a lugares de topo.

Em Portugal, por exemplo, a participação da mulher no mercado de trabalho é das mais elevadas da União Europeia, mas apenas 16 por cento exerce cargos de chefia.
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Créditos: Diário Digital / Lusa

domingo, 7 de março de 2010

7 Maravilhas Naturais de Portugal

Revelados os 21 finalistas do concurso Sete Maravilhas Naturais de Portugal


Uma lista que começou com 323 candidatos ficou hoje reduzida a 21. São estes os locais que representam as maiores maravilhas naturais do país. A selecção de um júri constituído por 21 pessoas deu, assim, início à votação pública do concurso Sete Maravilhas Naturais de Portugal.
Vale Glaciar do Zêzere - Serra da Estrela

Buçaco, Arrábida, Pico, Ria Formosa e Portas de Ródão são apenas alguns dos 21 finalistas. Este grupo representa a eleição de três sítios em cada uma das sete categorias a concurso: “Grutas e Cavernas”, “Praias e Falésias”, “Grandes Relevos”, “Zonas Aquáticas não Marinhas”, “Zonas Protegidas” e “Zonas Marinhas”. Além disso, a lista de finalistas tem, no mínimo, um finalista de cada uma das sete regiões do país para assegurar a representatividade geográfica: Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo, Algarve, Açores e Madeira.

A escolha foi realizada através da Internet com um sistema de votação monitorizado pela PricewaterhouseCoopers e baseou-se nos critérios de beleza, diversidade, importância ecológica, significado histórico e cultural, distribuição geográfica, estado de conservação e ausência de intervenções humanas por razões estéticas.

No início de Janeiro foram apresentadas 323 candidaturas. Um painel de especialistas seleccionou 77 pré-finalistas e hoje foram conhecidas as 21 finalistas. A votação começa hoje e poderá ser feita através do site do projecto, por telechamada e sms. As vencedoras serão conhecidas a 11 de Setembro.

“Este é um momento determinante da iniciativa, em que os portugueses conhecem as 21 belezas naturais mais emblemáticas de Portugal”, comentou Luís Segadães, presidente da New 7 Wonders Portugal. “São os portugueses que votam e que vão contribuir para preservar o nosso património natural”.

Tito Rosa, presidente do Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) considera esta uma “excelente oportunidade de levar ao conhecimento da população a riqueza e diversidade do património natural”. A iniciativa não podia acontecer em melhor momento. “Num ano em que se procura a nível mundial chamar a atenção que a perda da biodiversidade é um dos factores de maior ameaça do nosso futuro e da sua sustentabilidade, focalizar-se a atenção dos cidadãos para os valores naturais e para o património natural só pode ser uma oportunidade que ainda dá maior significado à mensagem inerente ao 2010 Ano Internacional da Biodiversidade”, acrescentou.

Organizações pedem maior atenção para locais candidatos

Carlos Teixeira, da Liga para a Protecção da Natureza (LPN), lembrou que “muitos dos sítios candidatos são locais relativamente vulneráveis e que mereciam maior atenção em termos de vigilância e cuidado por parte das autoridades responsáveis”.

A Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza, pela voz do dirigente Francisco Ferreira, também sublinhou que o património natural e a conservação da natureza são áreas que “em termos de prioridade têm sido esquecidas por sucessivos governos e também pela população”. A associação espera que esta iniciativa aproxime as pessoas do território, “permitindo-lhes perceber as características únicas de habitats e o serviço que eles prestam”.

Nuno Domingues, do GEOTA (Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e do Ambiente) junta-se às outras duas associações e lembra que o país tem “uma longa lista de espécies que se extinguiram ou que estão em perigo” e os “habitats destruídos ou com um impacto provocado irreversível”. Este representante ambientalista considera que a iniciativa vai ajudar a criar um “sentimento de pertença e de conhecimento” junto das populações. “Há que criar no público a percepção de que a Natureza merece ser protegida”.

Lista dos 21 finalistas:

“Florestas e Matas”:
Floresta Laurissilva
Mata Nacional do Buçaco
Paisagem Cultural de Sintra – Património da Humanidade

“Grandes Relevos”:
Paisagem vulcânica da ilha do Pico
Parque Natural da Arrábida
Vale Glaciar do Zêzere

”Grutas e cavernas”:
Algar do Carvão
Furna do Enxofre
Grutas de Mira de Aire

”Praias e Falésias”:
Pontal da Carrapateira
Portinho da Arrábida
Praia do Porto Santo

”Zonas Marinhas”:
Arquipélago das Berlengas
Ponta de Sagres
Ria Formosa

”Zonas Não Marinhas”:
Lagoa das Sete Cidades
Portas de Ródão
Vale do Douro

”Zonas Protegidas”:
Parque Nacional da Peneda-Gerês
Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina
Reserva Natural da Lagoa do Fogo
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Créditos: Público online 07.03.2010 - Helena Geraldes

sexta-feira, 5 de março de 2010

Unicidade

As dúvidas matam os inteligentes
e são adubo para os imbecis...
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quinta-feira, 4 de março de 2010

mmm

"Devia de haver três coisas sagradas na vida: a infância, o amor e a doença. Tudo se pode atraiçoar no mundo, menos uma criança, o ser que nos ama e um enfermo. Em todos esses casos a pessoa está indefesa."
Miguel Torga

"Uma alma gémea é alguém cujas fechaduras coincidem com as nossas chaves e cujas chaves coincidem com as nossa fechaduras. Quando nos sentimos seguros a ponto de abrir as fechaduras, surge o nosso eu mais verdadeiro e podemos ser, completamente e honradamente quem somos. Cada um descobre a melhor parte do outro."
Richard Bach

"As flores reflectem o bem verdadeiro. Quem tentar possuir uma flor verá a sua beleza murchar. Mas quem olhar uma flor no campo, permanecerá para sempre com ela."
Paulo Coelho

Créditos: C2
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Reinventar o futuro...

Renova-te.

Renasce em ti mesmo.
Multiplica os teus olhos, para verem mais.
Multiplica-se os teus braços para semeares tudo.
Destrói os olhos que tiverem visto.
Cria outros, para as visões novas.
Destrói os braços que tiverem semeado,
Para se esquecerem de colher.
Sê sempre o mesmo.
Sempre outro. Mas sempre alto.
Sempre longe.
E dentro de tudo.
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Cecília Meireles.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Terramoto Chile - Algumas fotos...

Dias mais pequenos - Terramoto Chile

Terramoto do Chile encurtou a duração dos dias terrestres


Segundo um cientista da NASA, o gigantesco sismo que atingiu o Chile pode ter alterado a rotação terrestre, e consequentemente encurtado a duração dos dias no nosso planeta. Clique para visitar o dossiê Sismo no Chile

Cientistas da NASA defendem que o eixo da Terra foi desviado pelo sismo do Chile

O terramoto de 8.8 na escala de Richter que atingiu o Chile no sábado - o sétimo maior terramoto de que há registo - terá encurtado os dias terrestres em 1,26 milionésimos de segundo, segundo o cientista Richard Gross do Jet Propulsion Laboratory (laboratório de propulsão a jacto) da NASA em Pasadena, na Califórnia.

Mas, para os oficiais da NASA, mais impressionante é o facto de "o quanto o terramoto alterou o eixo da Terra". Um eixo de rotação é uma linha, que pode ou não ser imaginária, em volta da qual se realiza o movimento de um corpo. Assim sendo, o eixo da terra é a linha em torno da qual a Terra roda sobre si própria.

O modelo informático utilizado por Gross e os seus colegas para averiguar os efeitos do terramoto no Chile detectou que esse mesmo sismo deverá ter movido o eixo da Terra em 3 polegadas (cerca de 8 cms). Na realidade, estas mudanças são muito pequenas para serem identificadas sem recurso a meios informáticos, razão pela qual os cientistas dizem que "deverá" ter movido o eixo da Terra.

Localização do Chile potenciou efeito
Este não foi o primeiro terramoto registado a ter este tipo de efeitos. O terramoto de 9,1 em Sumatra (datado de 2004) é um dos casos mais emblemáticos, tendo encurtado os dias em 6,8 milionésimos de segundo e movido o eixo terrestre 2,76 polegadas (cerca de 7 centímetros).

Apesar de o sismo do Chile ser menor na escala de Richter do que o de Sumatra, teve maiores efeitos no eixo terrestre devido à sua localização. A falha geológica responsável pelo sismo do Chile mergulha na Terra num ângulo mais agudo do que a responsável pelo terramoto de Sumatra e, segundo Richard Gross, "isto faz com que a falha do Chile seja mais eficaz a mover a massa da Terra verticalmente e seja, como tal, mais eficaz a desviar o eixo da Terra".

Um dia terrestre tem cerca de 24 horas. Durante o ano existem variações na duração do dia que normalmente não ultrapassam uma milionésima de segundo. Durante o Inverno, a Terra gira mais lentamente e os dias aumentam, enquanto que durante o Verão são encurtados.
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Créditos: Carlos Afonso Monteiro (www.expresso.pt)
Terça-feira, 2 de Mar de 2010

Terramoto e Tsunami no Chile

Chile conta 795 mortos, enquanto se destapa a destruição das ondas

Tsunami terá feito mais vítimas do que o abalo de magnitude de 8.8

O número de mortos do sismo de sábado no Chile subiu para 795. A última a actualização foi divulgada pela presidente do país, Michelle Bachelet, em Curicó, umas das cidades afectadas. À medida que o tempo passa, descobre-se que as ondas mataram mais do que os prédios que ruíram sobre a força do terramoto de maior magnitude do século.

«Neste momento estamos a aproximar-nos dos 800 falecidos», disse a chefe de estado, especificando depois que a região mais afectada é a de Maule, com 586 vítimas. Bachelet avisou ainda que se espera que o número de mortos continue a subir, à medida que os trabalhos de resgate e as comunicações vão sendo restabelecidas.

O último balanço do sismo de magnitude 8.8 na escala de Richter, a que se seguiu um tsunami que varreu parte da costa chilena, apontava para 763 mortos.

Um barco a quatro quilómetros do mar

O correspondente no Chile do jornal espanhol «El País» noticia que mais de metade das vítimas não morreram por causa do abalo, mas pelo efeito das ondas gigantes, que chegaram sem aviso a muitas localidades costeiras ao longo de centenas de quilómetros.

O repórter relata que junto à foz do rio Maule, na cidade de Constitución, o cenário é de guerra, depois duas ondas com cerca de oito metros de altura terem varrido a zona. Uma vinda de norte outra de sul. Depois chocaram numa explosão líquida mortal. Segundo testemunhas, vieram ainda outras duas ondas não menos letais, uma delas com 15 metros. A parede de água engoliu, impassível, edifícios, carros (alguns deles em fuga), árvores e pessoas.

À frente de Constitución existe uma pequena ilha, Orrego. Segundos os relatos recolhidos pelo «El País», as ondas cobriram-na à sua passagem. No local estavam acampadas 500 pessoas. Não se sabe do paradeiro de 150.

«Vi pessoas a flutuar, agarrados a troncos que o mar tinha levado de uma fábrica de celulose», disse ao jornal a habitante local Marlén Rodríguez, explicando que há bairros inteiros que deixaram de existir em Constitución.

Para se ter uma ideia da força do mar, um barco repousa entre os destroços, a quatro quilómetros da costa. Na costa, há casas que foram arrastadas 200, 300, 400 metros terra adentro.

http://video.msn.com/?mkt=PT-BR&playlist=videoByUuids:uuids:96614c85-948c-4536-ba80-20417d446419&showPlaylist=true&from=iv2_pt-br_News_VideoHub&fg=gtlv2

http://video.msn.com/?mkt=PT-BR&playlist=videoByUuids:uuids:5adfb0d9-744e-4d7a-8e6c-e8691b323799&showPlaylist=true&from=iv2_pt-br_News_VideoHub&fg=gtlv2

Se nos centros urbanos maiores já é possível contabilizar mortos, nas pequenas localidades, cuja avaliação dos estragos ainda só foi feita pelo ar, a incógnita sugere que o desastre seja ainda mais negro do que os traços que apresenta agora.
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Créditos: IOL

terça-feira, 2 de março de 2010

Tributo ao THST - Cidade Liz

É POSSIVEL A ÉTICA E A LIBERDADE?

Com base na definição de ética posso concluir que em contexto profissional a liberdade é limitada, sendo que são definidas normas a cumprir dentro da organização, existe por isso uma limitação à liberdade dos colaboradores. Enquanto colaboradores de uma determinada empresa estes têm que obrigatoriamente cumprir as respectivas normas, para se integrarem, e não estarem sujeitos a sanções. Os direitos e deveres do colaborador para com a entidade, bem como o seu funcionamento são transmitidos atempadamente pela entidade, sendo que existe nesta altura a liberdade total de se exprimirem em relação a essas mesmas condições, possuindo o direito e liberdade de não celebrarem qualquer contracto com a organização.

Para viver em sociedade, é fundamental a criação de leis, pois esta é a melhor forma de limitar a liberdade de cada um, para que seja possível viver de forma civilizada, sem colocar em perigo, e não prejudicar o outro. Existe na minha opinião, uma contradição quando se diz que as pessoas têm total liberdade de fazerem o que querem. Sendo que muitas vezes os cidadãos deixam de assumir determinadas condutas, pelo facto de poderem ser punidos, e é nesta altura que acaba a sua liberdade.

Sandrina Gomes
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Considerando que, vivemos numa sociedade, dita organizada, somos regidos por regras ou leis;
Considerando que, a nossa liberdade termina onde começa a do outro;
Considerando que, todos devemos respeito para podermos exigi-lo;
Considerando que, ética tem por objectivo o juízo de apreciação que distingue o bem e o mal, o comportamento correcto e o incorrecto;
Considerando que, os princípios éticos constituem-se enquanto directrizes, pelas quais o homem rege o seu comportamento, tendo em vista uma filosofia moral dignificante;

É possível sim.... a ética caminhar lado a lado com a liberdade, sem que seja posta em causa a liberdade e os princípios éticos de cada indivíduo.

Luísa Sousa
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É claro que é possível, apesar de a ética estar sujeita a normas, costumes e determinados valores. Se nos sentirmos bem ao praticá-los e se acharmos que está correcto dentro dos parâmetros ditos normais da sociedade, independentemente do que as outras pessoas pensam. Considero que se estes não forem prejudiciais para com os outros, todos nós temos a dita liberdade. Estaríamos perdidos e sem rumo sem todos estes valores, normas e costumes, pois é sempre preciso que nos ensinem e mostrem as coordenadas da vida, para que saibamos viver em sociedade dentro da liberdade, que também esta é restrita.

Margarida Santos
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Existem certas coisas que nos convêm, e ao que nos convém costumamos chamar bom, porque nos cai bem; outras coisas caiem-nos muito mal, e a tudo isso chamamos mau. Sabermos o que nos convêm é por assim dizer distinguir entre o bom e o mal, é um conhecimento que todos tentamos adquirir pelos resultados que nos trás. Por exemplo: Será melhor dizer ao doente que sofre de um cancro incurável, a verdade sobre o seu estado, ou devemos enganá-lo, afim que ele passe sem angústia as suas últimas hora? A mentira não nos convém é má, mas às vezes parece tornar-se boa. O mau parece às vezes tornar-se mais ou menos bom e o bom tem em certas ocasiões as aparências de mau. Podemos dizer sim ou não, quero ou não quero. Por muito apertados que nos vejamos pelas circunstâncias, nunca temos um só caminho a seguir, mas sempre vários. Quando falo de liberdade é isto que me refiro, é em escolher dentro do possível.

Podemos inventar e escolher em parte a nossa forma de vida. Podemos optar pelo que nos parece bom, quer dizer, conveniente para nós, frente ao que nos parece mau e inconveniente. E como podemos inventar e escolher, podemos enganar-nos. Assim parece prudente estarmos atentos ao que fazemos e procurar adquirir um certo saber, ou melhor arte de viver.

“A liberdade não é uma filosofia e nem sequer é uma ideia: é o movimento da consciência que nos leva, em certos momentos a proferir dois monossílabos: Sim ou não.”
(Octávio Paz, A outra Voz)

Isabel Razões
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No meu ponto de vista é possível sim, pois estes dois termos estão interligados. Se uma pessoa não for livre, em termos de ética, como se explica o seu ponto de vista?
Pois é, não se explica.
Para além do mais, só se pode proferir Ética quando falamos de pessoas (possuem consciência); só as pessoas têm a oportunidade ou a liberdade de escolher algo.
Existem sim, pessoas com ética e que possuem a liberdade na qual eu não concordo com a minha ética e a minha maneira de gerir a minha liberdade.
Todas as pessoas têm maneiras diferentes de agir e maneiras diferentes de pensar, pois nós (humanos) “somos todos iguais, mas diferentes”.
É assim que a Ética e a Liberdade se unem. Por vezes existem “coisas” que as pessoas deviam de fazer até para o próprio bem das mesmas, mas estas não fazem por não querem, (no entanto têm a liberdade para o fazer). Existem outras que fazem o que não devem e até se prejudicam, mas também têm a liberdade para o fazer.
Liberdade tem a ver com a Cidadania, liberdade de expressão e o direito de escolha.
Eu ao entrar neste curso, tive a consciência de que não seria fácil para mim começar a estudar de novo; contudo tive a liberdade de optar/escolher.
Eu quero, posso e devo fazê-lo com Ética e Liderdade.


Raquel Vieira
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Comer bem...

Ácidos Gordos Essenciais: Fonte de Saúde Cardiovascular


Sabia que os ácidos gordos ómega-3 contribuem para a regulação do ritmo cardíaco, evitando arritmias e eventos cardíacos indesejáveis? E que, como a proporção óptima ómega-3/ómega-6 foi estimada entre 2:1 e 3:1, quatro vezes menor que a verificada actualmente, se recomenda que aumentemos o aporte de ácidos gordos ómega-3 na dieta?

Ritual: Ingira diariamente fontes de ácidos gordos ómega-3 e ómega-6, presentes por exemplo nas nozes e sementes e, em regime mais moderado, recorra também ao peixe e aos óleos vegetais (milho, soja e girassol).

Salmão, cenoura e limão

A distinção entre os diferentes tipos de gordura e o conhecimento sobre o impacto que cada um deles tem na saúde, foi durante longos anos um mistério. De facto, os primeiros indícios de que nem todas as gorduras deveriam ser encaradas da mesma forma surgiram apenas no final da década de 1940. Foi então nesta altura que se encontraram as primeiras associações entre a elevada ingestão de gorduras de origem animal e o aumento dos níveis de colesterol total, com repercussões negativas na saúde cardiovascular.

Já mais tarde, a baixa incidência de doenças cardiovasculares verificada numa população de esquimós, cuja alimentação apresentava elevado teor de gordura, despertou uma nova linha de investigação: a relação entre o consumo de ácidos gordos poli-insaturados – muito presente no peixe – e a saúde cardiovascular. Não tardou para que dezenas de estudos fossem realizados neste âmbito, comprovando não só a importância destes ácidos gordos (nomeadamente os ómega-3 e ómega-6) na saúde cardíaca, como também na produção de importantes hormonas, desenvolvimento da visão, desenvolvimento do sistema nervoso central e na formação de membranas celulares, entre outros.

Apesar de todos estes benefícios, a nossa dieta alimentar está cada vez mais desprovida destes importantes ácidos gordos. Adopte então uma alimentação mais rica em fontes marinhas, e alimente o seu coração com mais este ritual de vida saudável.

A CONSIDERAR:
• Ingira peixe em 2-3 das suas refeições semanais, optando especialmente pelos mais gordos como o salmão, a dourada, a sardinha, a cavala, o arenque, as anchovas e as enguias. E se gostar da pele, ingira-a também! Terá aqui mais um reforço de ácidos gordos ómega-3.

• Consuma entre 30 e 60 gramas diárias de frutos secos, especialmente as nozes e os pinhões, especialmente ricos em ácidos gordos ómega-3.

• Inclua sementes de linhaça (triturada) e leguminosas – como por exemplo o feijão de soja - em algumas das suas saladas e sopas.

• Substitua esporadicamente o azeite por óleo de soja, de girassol ou de milho, no tempero das suas saladas e para efectuar refogados.

• Substitua a manteiga por margarina para barrar. Apesar do valor calórico ser idêntico, aumentará bastante o aporte de gorduras poli-insaturadas, mais benéficas para a saúde.
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Créditos: IOL

segunda-feira, 1 de março de 2010

Um Mundo em mudança.... Tempestade na Madeira

Tempestade na Madeira é "mais um sinal de um mundo que está em mudança"
Declarações de investigador António Baptista


Portugal “vai viver muito as alterações climáticas” e a violenta tempestade na Madeira é apenas mais um sinal de uma tendência global, defende António Baptista, director do centro norte-americano de Ciência e Tecnologia para a Observação de Margens Costeiras.

“Nenhum evento por si próprio é sinal de alterações climáticas. Não foi a primeira vez que aconteceu [uma tempestade na Madeira]. Há registos idênticos de há 30 ou 40 anos. Pode sim observar-se um conjunto vasto [de fenómenos] dos últimos anos (...) que representa um mundo que está em mudança”, disse António Baptista em entrevista à Lusa nos Estados Unidos.


Outros fenómenos invulgares nas zonas costeiras são o aparecimento de tipos de peixes em zonas onde historicamente não têm presença ou até a morte inexplicável de grande quantidade de espécimes.

“Quando posto num contexto de vários eventos extremos que estão a acontecer, temos indicação de que há mudança. (...) Faz sentido dizer que há mudanças profundas, mas não sabemos quais são”. As causas, afirma, estão lá: os gases com efeito de estufa estão a aumentar, o que tem influência directa na radiação solar e na temperatura. “Há causas básicas de mudança, estamos a ver os efeitos e temos de percebê-los”, disse.

Residente há mais de 20 anos nos Estados Unidos, e com fortes laços com o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) português, Baptista foi um dos oradores do Encontro de Ciências do Oceano, que decorreu na semana passada em Portland, Estados Unidos.

Formado em engenharia civil na Academia Militar, fez mestrado e doutoramento no Massachussetts Institute of Technology nos anos 1980 e hoje é professor na Universidade de Saúde e Ciência do Oregon, além de diretor do centro para as zonas costeiras.

Pelas características geográficas - uma grande costa em relação à área total - Portugal “deve ser olhado como indicador” do impacto das alterações climáticas nas zonas costeiras, a nível internacional, acredita Baptista.

“As mudanças serão significativas, só não se pode saber quais”, afirmou o investigador.

Noutros pontos do planeta, os dados recolhidos apontam para maior variabilidade e maior frequência de ocorrência de tempestades, mas por enquanto “é difícil provar qual vai ser a mudança”.

“Não é possível voltar ao passado nas zonas costeiras. É preciso antecipar agora, tomar as medidas necessárias para ter zonas saudáveis, que permitam aos animais ser saudáveis e aos homens também. Não há ambiguidade ou dúvida. É profunda e irreversível a mudança”, afirma.

“Pode discutir-se qual é a grandeza das mudanças climáticas a nível global, mas não há dúvida de que os gases com ‘efeito de estufa’ estão a aumentar de forma espetacular. (...) A questão agora não é julgar a sociedade pelo que fez para que chegássemos a isto, mas olhar para o futuro e perceber o que fazer para gerir melhor os recursos”.
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Créditos: Público online

sábado, 27 de fevereiro de 2010

CATÁSTROFE NA MADEIRA

Raimundo Quintal: "Alertei para o que podia acontecer e chamaram-me inimigo da Madeira"


O conhecido geógrafo e investigador madeirense Raimundo Quintal, presidente da Associação dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal e ex-vereador do Ambiente da câmara da cidade, afirma em entrevista ao Expresso que alertou várias vezes as autoridades, nos últimos anos, para o desastre que poderia ocorrer na ilha, mas chamaram-lhe "fundamentalista, radical e inimigo da Madeira".

Vídeo:
http://www.belacena.com/videos/view/17138

Fotos:
http://aeiou.expresso.pt/a-semana-negra-da-ilha-da-madeira=f567861

O que correu mal no ordenamento do território para acontecer a catástrofe na Madeira?

Em primeiro lugar é preciso dizer que, por muito bem ordenado que estivesse o território, com a gravidade do que ocorreu na manhã de 20 de Fevereiro e somando ao que vem a chover desde Dezembro, haveria sempre consequências, mortos e destruição. Disso não tenho dúvidas.

Mas a meu ver o que correu mal foi o facto de se ter acreditado, desde há muitos anos, que apenas com obras de construção civil se resolvem os problemas dos cursos de água. Não é verdade. Alguns casos poderiam ter-se evitado se dentro dos leitos das ribeiras não existissem britadeiras e materiais.

Pode dar alguns exemplos?

Olhe, no sítio da Meia Légua, na Ribeira Brava, há um estaleiro de uma conhecida empresa de construção civil com máquinas e muitos materiais para apoiar a Via Expresso, e tudo veio por ali abaixo até ao mar.

E numa das ribeiras que atravessa o Funchal, a Ribeira de Santa Luzia, há uma empresa no leito de cheia, a Brimade, com uma pedreira, uma britadeira e uma central de betão, e desde há muitos anos que se arrasta ali, extrai pedra da própria ribeira e deposita aí os materiais. Nos oito anos que estive na Câmara, por várias vezes a autuei, levei a tribunal porque não pagava e num dos julgamentos até solicitei que fossem ao terreno, mas infelizmente a juíza foi lá e arquivou o processo. E já estão a fazer agora uma nova central de betão! Não basta construir muralhas nas ribeiras

Mas era expectável o que se passou?

Era. Não basta fazer muralhas nas ribeiras. Não tenho dúvida que muitas das muralhas que foram feitas contribuíram para minimizar os efeitos das cheias. Mas ninguém me venha dizer que a cobertura do troço final da Ribeira de S. João, junto ao Centro Comercial do Dolce Vita, no Funchal, não tinha um erro grave.

Eu avisei antes e chamaram-me fundamentalista, radical, inimigo da Madeira. Infelizmente vi acontecer o que eu escrevi várias vezes em artigos e o que disse num programa na RDP Madeira, bem como na televisão a 28 de Outubro de 2007.

Outro exemplo: há dois anos houve uma derrocada na Ribeira dos Corridos que matou dois homens, que estavam no estaleiro de uma empresa. Um mês antes eu tinha chamado a atenção para o problema num telejornal da RTP Madeira (a 28 de Outubro de 2007).

Na noite do acidente fui comentar à televisão o que tinha acontecido mas apontei outros casos, como uma enorme padaria (a maior da Madeira) que estava a ser construída no sítio da Fundôa, no Funchal, na vertente oriental da Ribeira de Santa Luzia, e disse que essa padaria estava numa zona de elevado risco, nunca devia ter sido autorizada, mas ainda estão a tempo de o impedir. Pois agora, com as chuvadas, houve uma enorme derrocada e uma parte da padaria desapareceu.

A sua experiência na Câmara do Funchal permite-lhe perceber melhor a enxurrada que varreu a ilha?

Quando se apontam os problemas antes de acontecer a desgraça dizem que há má vontade, que não se é amigo da Madeira. Mas eu estou muito à vontade, porque estive oito anos como vereador independente do Ambiente na Câmara do Funchal, e fui para lá pouco depois das cheias de 1993 (em Janeiro de 1994).

E sei bem o que foi preciso lutar para termos as ribeiras melhor geridas, e não apenas com obras de construção civil, mas iniciando os trabalhos de reflorestação e abrindo caminho para a própria autoregeneração da vegetação indígena.

Possivelmente, se isso não tivesse acontecido, hoje tínhamos consequências ainda mais graves. Não se pode dizer que isto é culpa de A, B ou C. Mas nem tudo o que se fez foi bem feito por quem tem responsabilidades nesta terra. Cometeram-se erros, também se fizeram coisas bem feitas, mas o que não foi bem feito não deve ser reconstruído.

Não posso admitir que venha dinheiro do Fundo de Solidariedade da União Europeia para voltar a fazer a rotunda em frente ao Centro Comercial Dolce Vita, no Funchal, para apoiar empresários com estaleiros dentro da ribeira.
Evitar zonas de risco
E então o que propõe?

Proponho que venha dinheiro do Fundo de Solidariedade para recuperar as veredas que vão permitir novamente o turismo de montanha, para recuperar as levadas, para recuperar acessos, para construir casas e haver coragem de dizer que não é possível construir mais em determinados sítios onde existem riscos de escorregamentos, ou que estão em leito de cheia.

A melhor estratégia para o grande trabalho de recuperação da Madeira seria aplicar a mesma metodologia que foi usada para os Açores aquando do sismo de 1 de Janeiro de 1980.

Neste caso, naturalmente, com a devida adaptação porque na altura não estávamos na União Europeia mas a recuperação levada a cabo foi exemplar, apesar de não haver muitos meios financeiros, e com uma enorme competência, com uma equipa multidisciplinar a trabalhar e liberta das colorações político-partidárias.

Como foi possível construir em leito de cheia e em locais de risco de derrocadas sem violar as directivas europeias?

Muitas das obras de canalização das ribeiras foram feitas em pleno Terceiro Quadro Comunitário de Apoio (com o apoio do Feder - Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional) e ao abrigo dos programas de defesa do Ambiente. Algumas dessas obras foram bem feitas, foram importantes para defender localidades, tanto no Funchal como fora do Funchal.

Mas outras não. As obras foram autorizadas e financiadas e passaram no Tribunal de Contas e tudo foi feito de forma legal. Mas possivelmente o conceito de leito de cheia varia consoante os técnicos que dão os pareceres. E sabe bem que os estudos de impacto ambiental são encomendados pelos promotores das obras, é assim em todo o país...

O desastre da Madeira foi um fenómeno extremo relacionado com o aquecimento global?

Estamos integrados numa grande região mediterrânica que é caracterizada por estados do tempo que têm picos de secura intercalados com picos de precipitação no Outono e Inverno. O que aconteceu agora aconteceu em 1803 com muito maior violência. Isto é um fenómeno que ao longo da história da Madeira tem ocorrido.

Os estudos que eu conheço para esta área, incluindo os liderados pelo professor Filipe Duarte Santos, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (o Projecto CLIMAAT), apontam para que neste século os períodos de secura sejam mais intensos e que estas chuvas violentas venham a acontecer em intervalos mais curtos.

O que aconteceu na Madeira está intimamente ligado às alterações climáticas?

Não gosto de especular. O que é verdade é que temos vindo a notar estes problemas e, por um lado, há a Natureza com extrema violência mas, por outro, há a arrogância de alguns pigmeus que sempre afirmaram que dominavam a Natureza.
UE devia arbitrar a reconstrução da ilha
Acha que as ajudas financeiras da União Europeia e da Administração Central serão bem aplicadas na reconstrução da Madeira?

Julgo que seria importante ter uma forma de intervenção diferente. Há que recuperar algumas estruturas, sobretudo viárias, muitas delas têm que ter o mesmo traçado, mas há situações em que voltar a construir no mesmo sítio é estar a deitar dinheiro pela ribeira a baixo.

A rotunda junto ao Dolce Vita do Funchal não pode jamais ser refeita da maneira como estava. É completamente errado voltar-se a cobrir um troço final da Ribeira de S. João com cerca de 200 metros. Não pode ser!

A União Europeia deveria ter uma participação externa de forma a arbitrar claramente estas situações. Se não, tenho muito receio que a actuação venha a ser profundamente condicionada pelas empresas de construção civil.

As empresas são necessárias neste momento, sem dúvida, e há a meu ver um trabalho extraordinário de colocar novamente a água debaixo das pontes. Há um efeito perverso de relançamento da economia com este desastre, porque o desemprego na construção civil vai baixar, mas é mais do que natural que assim seja.

Muitas das muralhas das ribeiras que foram feitas são importantes para protegerem as pessoas que vivem de um lado e do outro, mas há casos em que só há muralha numa margem e na outra não, é escarpada, e quando a enxurrada passou não encontrou resistência aí e houve desmoronamentos, o que mostra que a construção não foi feita da melhor maneira.

Deveria pensar-se num plano global moderno para o Funchal, adaptado à situação actual, do género do plano do brigadeiro Oudinot aplicado depois do desastre de 1803?

Os tempos hoje são outros. O brigadeiro Oudinot veio para a Madeira, orientou a canalização do troço final das ribeiras, as muralhas ainda aí estão, e na altura previa-se a construção da cidade nova na zona planáltica a leste da baixa do Funchal. Isso só aconteceu muito mais tarde, onde estão os hotéis, o casino, etc., mas não houve essa nova centralidade, como estava previsto. Era uma visão que apontava para uma maior fixação dos habitantes do Funchal fora das zonas de risco. Hoje a realidade é completamente diferente e não há hipótese nenhuma de aplicar essa ideia.
Frases Soltas:

Raimundo Quintal critica o facto de se ter acreditado durante muitos anos que os problemas relacionados com as ribeiras da Madeira se resolviam apenas com obras de construção civil

«Por muito bem ordenado que estivesse o território da Madeira, haveria sempre consequências, mortos e destruição com as chuvadas de 20 de Fevereiro»

«Sei bem o que foi preciso lutar para termos as ribeiras melhor geridas, e não apenas obras de construção civil, quando fui vereador da Câmara do Funchal»

«Há vários casos de destruição de casas, estradas e pontes em que voltar a construir no mesmo sítio é estar a deitar dinheiro pela ribeira a baixo»

«Não posso admitir que venha dinheiro da UE para reconstruir a rotunda em frente ao Dolce Vita, no Funchal, onde se tapou o troço final da Ribeira de S. João»
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Créditos: Virgílio Azevedo (www.expresso.pt)

Ó Dor

Presinto no ar (mais) uma entrega avulsa
Heroína forte com sabor carnal...
Porque te vendes?.. ó mórbida curiosidade...!!
Tanto que és de fácil como de fatal....
Presinto no ar, triste adeus banal....
A que horas chegas..já não me faz mal!!

Já não me importo

Já não me importo
Até com o que amo ou creio amar.
Sou um navio que chegou a um porto
E cujo movimento é ali estar.

Nada me resta
Do que quis ou achei.
Cheguei da festa
Como fui para lá ou ainda irei

Indiferente
A quem sou ou suponho que mal sou,

Fito a gente
Que me rodeia e sempre rodeou,

Com um olhar
Que, sem o poder ver,
Sei que é sem ar
De olhar a valer.

E só me não cansa
O que a brisa me traz
De súbita mudança
No que nada me faz.
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Fernando Pessoa

Insónia

Não durmo, nem espero dormir.

Nem na morte espero dormir.
Espera-me uma insónia da largura dos astros,
E um bocejo inútil do comprimento do mundo.
Não durmo; não posso ler quando acordo de noite,
Não posso escrever quando acordo de noite,
Não posso pensar quando acordo de noite —
Meu Deus, nem posso sonhar quando acordo de noite!
Ah, o ópio de ser outra pessoa qualquer!
Não durmo, jazo, cadáver acordado, sentindo,
E o meu sentimento é um pensamento vazio.
Passam por mim, transtornadas, coisas que me sucederam
— Todas aquelas de que me arrependo e me culpo;
Passam por mim, transtornadas, coisas que me não sucederam
— Todas aquelas de que me arrependo e me culpo;
Passam por mim, transtornadas, coisas que não são nada,
E até dessas me arrependo, me culpo, e não durmo.
Não tenho força para ter energia para acender um cigarro.
Fito a parede fronteira do quarto como se fosse o universo.
Lá fora há o silêncio dessa coisa toda.
Um grande silêncio apavorante noutra ocasião qualquer,
Noutra ocasião qualquer em que eu pudesse sentir.
Estou escrevendo versos realmente simpáticos —
Versos a dizer que não tenho nada que dizer,
Versos a teimar em dizer isso,
Versos, versos, versos, versos, versos...
Tantos versos...
E a verdade toda, e a vida toda fora deles e de mim!
Tenho sono, não durmo, sinto e não sei em que sentir.
Sou uma sensação sem pessoa correspondente,
Uma abstracção de autoconsciência sem de quê,
Salvo o necessário para sentir consciência,
Salvo — sei lá salvo o quê...
Não durmo. Não durmo. Não durmo.
Que grande sono em toda a cabeça e em cima dos olhos e na alma!
Que grande sono em tudo excepto no poder dormir!
Ó madrugada, tardas tanto... Vem...
Vem, inutilmente,
Trazer-me outro dia igual a este, a ser seguido por outra noite igual a esta...
Vem trazer-me a alegria dessa esperança triste,
Porque sempre és alegre, e sempre trazes esperança,
Segundo a velha literatura das sensações.
Vem, traz a esperança, vem, traz a esperança.
O meu cansaço entra pelo colchão dentro.
Doem-me as costas de não estar deitado de lado.
Se estivesse deitado de lado doíam-me as costas de estar deitado de lado.
Vem, madrugada, chega!
Que horas são? Não sei.
Não tenho energia para estender uma mão para o relógio,
Não tenho energia para nada, para mais nada...
Só para estes versos, escritos no dia seguinte.
Sim, escritos no dia seguinte.
Todos os versos são sempre escritos no dia seguinte.
Noite absoluta, sossego absoluto, lá fora.
Paz em toda a Natureza.
A Humanidade repousa e esquece as suas amarguras.
Exactamente.
A Humanidade esquece as suas alegrias e amarguras.
Costuma dizer-se isto.
A Humanidade esquece, sim, a Humanidade esquece,
Mas mesmo acordada a Humanidade esquece.
Exactamente. Mas não durmo.

Alvaro de Campos

A Minha Alma Partiu-se

A minha alma partiu-se como um vaso vazio.
Caiu pela escada excessivamente abaixo.
Caiu das mãos da criada descuidada.
Caiu, fez-se em mais pedaços do que havia loiça no vaso.

Asneira? Impossível? Sei lá!
Tenho mais sensações do que tinha quando me sentia eu.
Sou um espalhamento de cacos sobre um capacho por sacudir.

Fiz barulho na queda como um vaso que se partia.
Os deuses que há debruçam-se do parapeito da escada.
E fitam os cacos que a criada deles fez de mim.
Não se zanguem com ela.
São tolerantes com ela.
O que era eu um vaso vazio?

Olham os cacos absurdamente conscientes,
Mas conscientes de si mesmos, não conscientes deles.

Olham e sorriem.
Sorriem tolerantes à criada involuntária.

Alastra a grande escadaria atapetada de estrelas.
Um caco brilha, virado do exterior lustroso, entre os astros.
A minha obra? A minha alma principal? A minha vida?
Um caco.
E os deuses olham-o especialmente, pois não sabem por que ficou ali.

Álvaro de Campos, in "Poemas"

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Partir....

Chegou o momento...
Chegou a hora... o dia...
Já larguei amarras....
abri as velas ao vento......
defini a rota, que não tem rumo
e, de leme bem seguro...
deixo parte da vida no cais que agora abandono...
Cais de sonhos, cais de esperança,
 mas também..
 cais de cansaço... cais de derrota...

Glória aos vencedores....
e.....
 saía de cena... quem não é de cena!

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

A Aprendizagem

Todo começo é involuntário
Deus é o agente,
O herói a si assiste, vário
E inconsciente.
À espada em tuas mãos achada
Teu olhar desce.
“Que farei com esta espada?”
Ergueste-a, e fez-se.

Fernando Pessoa, in Mensagem

Cântico Negro

“ Vem por aqui”- dizem-me alguns com olhos doces,
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem :”vem por aqui”!
Eu olho-o com olhos lassos.
(...)
Não não vou por aí ! Só vou por onde me levam os meus próprios passos .
Se ao que busco saber nenhum de vós responde ,
Porque que me repetis: “ vem por aqui”?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos ,
Redemoinhar aos ventos,
Como Farrapos , arrastar os pés sangrentos ,
A ir por aí...
(...)
Ah, Que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga “vem por aqui”!
A minha vida é um vendaval que se soltou .
É uma onda que se levantou .
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou
Não sei por onde vou
- sei que não vou por aí.”
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José Régio

Pega e leva-me....

E a noite mudou o dia..
e a chuva a solidão..
Só tu sabes o que eu não sei..
mesmo assim,
vem...!
Vem, pega e leva-me.....!
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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Sabe bem não estar sózinho....

Ser forte é tudo isto....

http://www.youtube.com/watch?v=8xmkKUPuGrY

Obrigado C2
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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Le retour au source

Hoje fui ver as estrelas de perto....
À muito tempo que não era tão ambicioso pois contentava-me com o bonito satélite da Terra.
As estrelas assumiam um simples papel de guardiãs e nem mesmo quando formavam figuras mitológicas ou preenchiam o Zodíaco, lhes dava maior importância..

Hoje, em acto de contrição, fui expressamente admirá-las!
O problema é que quando se gosta de papoilas, as tulipas nem parecem flores....
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Extracto

Hoje
dói a mente... estala a testa...
arrepio de mal-estar
nuca cansada.. frio sem rosto
sensação que é vazio
gota de gelo.. voz cansada.

Ái se eu pudesse
habitar a tua casa,
roubava rosa vermelha
sorriria a toda à gente.

Deixa(me) sossegar um pouco....
já vais, não te demoro,
deixa apenas aninhar.

Papy

Esta é uma noite para me lembrar
Que há qualquer coisa infinita como o firmamento
Um sorriso, um abraço
Que transcende o tempo
E ter medo como dantes
De acordar a meio da noite
A precisar de um regaço
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Créditos: MV

Se(m)ti

E eu gosto tanto dela que não sei como a desejar.
Se a não vejo, imagino-a e sou forte como as árvores altas.
Mas se a vejo, tremo, não sei o que é feito do que sinto na ausência dela.
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Créditos: FPessoa

Abraço bem conversado...

Haverá algo mais belo do que ter alguém com quem possa falar as suas coisas, como se falasse consigo mesmo???
Anónimo

Conversar é a essência do bom relacionamento... Abraçar é um puro e nobre acto de afectos....
Podemos comparar uma boa conversa com um bom abraço??
Podemos comparar o eco no falar com a segurança transmitida num abraço forte e consistente???
Será que ambos não nos transmitem empatia, tranquilidade, orientação e confiança??
Não serão fontes de sentimento???
Tal como um bom conselho, um abraço forte pode orientar no rumo a seguir....
Por vezes um abraço sentido é uma prova de confiança.... é uma partilha de esforços....
Por vezes é algo que tem que acontecer, pois já não sabemos onde colocar os braços...
É impulso desenhado..é força que tem que sair...
Não se abraça o vazio..abraça-se alguém....
É tal e qual como a conversa
é preciso mais alguém para acontecer...
Prescrever simultâneamente Conversa e Abraço, é a certeza de sucesso no combate ao monólogo e à solidão.
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"E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz. "
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Créditos: FPessoa

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

grande Pessoa....

O meu olhar é nítido como um girassol.

O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...
Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...
O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...
Eu não tenho filosofia; tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar...

Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar...
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ALBERTO CAEIRO