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terça-feira, 14 de agosto de 2012

creScER

Brincar

Brinca enquanto souberes!
Tudo o que é bom e belo
Se desaprende...
A vida compra e vende
A perdição,
Alheado e feliz,
Brinca no mundo da imaginação,
Que nenhum outro mundo contradiz!
Brinca instintivamente
Como um bicho!
Fura os olhos do tempo,
E à volta do seu pasmo alvar
De cabra-cega tonta,
A saltar e a correr,
Desafronta
O adulto que hás-de ser!

Miguel Torga
 

sábado, 10 de dezembro de 2011

Pai Aquário


No aquário da capital da Coreia do Sul, um sui generis Pai Natal surge às crianças entre sardinhas e outros peixes.
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Créditos: Expresso

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Como se fazem os bébés......

Bom demais para não "roubar" e partilhar...
Retirado com a devida vénia da sempre aberta Janela da Joana

http://sorisomail.com/partilha/95862.html

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Créditos: Blog JJoana

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Saint-Exupéry....

A 31 de Julho de 1944...
Morre Saint-Exupéry, o aviador que criou “O Principezinho”

Nascido em 1900, na cidade francesa de Lyon, Antoine
de Saint-Exupéry cedo se apaixonou pela aviação,
tendo conseguido o seu “brevet” aos 22 anos, no Serviço
Militar Obrigatório.
Tornar-se-ia um dos pioneiros da aviação postal francesa,
aceitando empregos que o levaram a conhecer
o deserto do Sahara e a América do Sul. O seu primeiro
romance, “Correio do Sul”, refl ecte este período
da sua vida, tal como “Voo Nocturno”, que o lançou
verdadeiramente e venceu o prémio Femina.
Em 1935, Saint-Exupéry sofreu um acidente sobre o
deserto na Líbia. Juntamente com o seu co-piloto,
sobreviveu graças ao facto de terem sido encontrados
por um beduíno, após quatro dias a vaguear sem
água nem comida.
Este incidente serviria como ponto de partida para
aquele que se tornou o seu grande sucesso. “O Principezinho”,
editado em 1943, um ano antes da morte
de Exupéry, começa precisamente com a queda de
um avião no deserto, onde o piloto conhece o habitante
do asteróide B612. A conversa que os dois
têm tem sido sujeita a várias leituras, desde a crítica
social à espiritualidade, com a mensagem de que
o essencial é invisível aos olhos e apenas pode ser
apreendido pelo coração.
Alexandre Honrado, autor português com uma vasta
obra de literatura para a infância, destaca a importância
de um episódio em particular: “Lembro-me de
um diálogo com uma raposa, sobre o estabelecimento
de laços e a importância de se cativar
pessoas. Esse fascínio marcou-me
muito. Numa sociedade que se desumaniza
cada vez mais, Saint-Exupéry
consegue contrariar isso, apesar de ter
sido um homem muito terra-a-terra”.
Traduzido em mais de 180 línguas e
com mais de 80 milhões de exemplares
vendidos, “O Principezinho” é um
dos maiores best-sellers de sempre,
tendo marcado várias gerações.
A sua última aventura aérea, vivida no
contexto da Segunda Guerra Mundial,
deu-se a 31 de Julho de
1944. Não se sabe ao certo
a razão da queda, nem se
sabe se o cadáver retirado
das águas a 80 quilómetros
do local da queda é realmente
o seu.

Créditos: ONTEM E HOJE» Filipe d’Avillez

quarta-feira, 1 de julho de 2009

O Dragão das nove e trinta...


Leva uma rica vida o dragão da minha história.

É verde, como dizem que são os dragões, tem escamas que o cobrem de cima a baixo e uma espinha eriçada em dentes de serra, do pescoço ao rabo.

Como se vê, é um dragão vulgar.

Agora imaginem-no, como eu imagino, carregado de meninos.

Imaginar não custa nada.

Nestes dias de Verão, por volta das nove e trinta, passa pela minha rua, deitando muito fumo pelas ventas, o dragão de que vos falo.

Pára nas paragens dos autocarros e para ele sobem os meninos em férias.

Quando estão todos instalados, o dragão buzina alegremente e põe-se a andar.

Não sabiam que os dragões buzinavam?

Pois buzinam, mas só quando estão bem-dispostos.

Com o seu carregamento de meninos, o dragão toma o caminho da praia.

Corre ao lado do comboio, que também leva o mesmo sentido, e quase sempre chega primeiro. Na praia, assim que o último menino salta para a areia, o dragão mete-se dentro de água, faz-se pequenino e transforma-se num hipocampo, isto é, num cavalo-marinho, para poder nadar sem chamar a atenção.

Perder a banhoca é que nunca!

Ao fim da tarde, volta a crescer e a apresentar-se como um dragão aprumado e responsável, que nunca se esquece de que tem de trazer os meninos de volta para casa.

À noite, trabalha na Feira Popular.

Como tem uma bocarra lança-chamas, ocupa-se a assar frangos ou sardinhas.

E, sempre que pode, vai dar uma voltinha no carrossel.

Rica vida!


Créditos: SapoKid
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quarta-feira, 29 de abril de 2009

Histórias de crianças para adultos.....

A TESE DO COELHO
Era um dia lindo e ensolarado o coelho saiu de sua toca com o notbook e pôs-se a trabalhar, bem concentrado. Pouco depois passou por ali a raposa, e, viu aquele suculento coelhinho tão distraído, que chegou a salivar.
No entanto, ficou intrigada com a actividade do coelho e aproximou-se, curiosa:
- Coelhinho, o que você está fazendo aí, tão concentrado?
- Estou redigindo a minha tese de doutorado - disse o coelho, sem tirar os olhos do trabalho.
- Hummmm... e qual é o tema da sua tese?
- Ah, é uma teoria provando que os coelhos são os verdadeiros predadores naturais das raposas.
A raposa ficou indignada:
- Ora!!! Isso é ridículo!!! Nós é que somos os predadores dos coelhos!
- Absolutamente! Venha comigo à minha toca que eu mostro a minha prova experimental.
O coelho e a raposa entram na toca. Poucos instantes depois ouve-se alguns ruídos indecifráveis, alguns poucos grunhidos e depois silêncio.
Em seguida, o coelho volta, sozinho, e mais uma vez retoma os trabalhos de sua tese, como se nada tivesse acontecido.
Meia hora depois passa um lobo. Ao ver o apetitoso coelhinho, tão distraído, agradece mentalmente à cadeia alimentar por estar com o seu jantar garantido.
No entanto, o lobo também acha muito curioso um coelho trabalhando naquela concentração toda. O lobo resolve então saber do que se trata aquilo tudo, antes de devorar o coelhinho:
- Olá, jovem coelhinho! O que o faz trabalhar tão arduamente?
- Minha tese de doutorado, seu lobo. É uma teoria que venho desenvolvendo há algum tempo e que prova que nós, coelhos, somos os grandes predadores naturais de vários animais carnívoros, inclusive dos lobos.
O lobo não se conteve e farfalha de risos com a petulância do coelho.
- Ah, ah, ah, ah!!! Coelhinho! Apetitoso coelhinho! Isto é um despropósito. Nós, os lobos, é que somos os genuínos predadores naturais dos coelhos. Aliás, chega de conversa...
- Desculpe-me, mas se você quiser eu posso apresentar a minha prova experimental. Você gostaria de acompanhar-me à minha toca?
O lobo não consegue acreditar na sua boa sorte.
Ambos desaparecem toca adentro. Alguns instantes depois ouve-se uivos desesperados, ruídos de mastigação e ... silêncio. Mais uma vez o coelho retorna sozinho, impassível, e volta ao trabalho de redacção da sua tese, como se nada tivesse acontecido.
Dentro da toca do coelho vê-se uma enorme pilha de ossos ensanguentados e pelancas de diversas ex-raposas e, ao lado desta, outra pilha ainda maior de ossos e restos mortais daquilo que um dia foram lobos.
Ao centro das duas pilhas de ossos, um enorme leão, satisfeito, bem alimentado, a palitar os dentes.

MORAL DA HISTÓRIA:
1. Não importa quão absurdo é o tema de sua tese;
2. Não importa se você não tem o mínimo fundamento científico;
3. Não importa se as suas experiências nunca cheguem a provar sua teoria;
4. Não importa nem mesmo se suas ideias vão contra o mais óbvio dos conceitos lógicos...
5. O que importa é QUEM É O SEU PADRINHO.......

Créditos: net - http://paginas.fe.up.pt/fsilva/port/coelho.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Histórias de crianças para adultos.....

O CAVALO REAL



Era uma vez um rei.
Era uma vez um cavalo.
O rei era um rei que andava a cavalo.
O cavalo era o cavalo do rei.
Não lhe chamavam cavalo do rei, mas cavalo real, porque andava sempre com o rei às costas.
Era muito vaidoso o cavalo real.
Quando se via, nos desfiles, à frente da restante cavalaria dos lanceiros, dos arqueiros, dos alabardeiros, julgava-se não só o rei de todos os cavalos, que o seguiam medindo o trote pelo trote dele, como o comandante em chefe de toda aquela tropa.
Que presunção!
O rei a cavalo passava revista à guarda real e a banda tocava o hino e os soldados apresentavam armas. Nessa altura, o cavalo levantava o pescoço, muito importante, com o rei às cavalitas.
Lá na sua vaidade, julgava que era a ele e só a ele que os soldados, os capitães, os majores, os coronéis, os generais, os músicos e os porta-bandeiras prestavam homenagem.
Já viram tolice assim?
No pátio do palácio, diante da corte reunida, dos condes e das condessas, dos marqueses e das marquesas, dos duques e das duquesas, dos embaixadores, dos ministros e dos conselheiros, o rei passeava-se em cima do cavalo. Também nessas alturas, o tonto do cavalo supunha que todos aqueles salamaleques, todas aquelas vénias, lhe eram destinadas, a ele e só a ele, cavalo real.
Já imaginaram cavalo mais burro?
Mas, um dia, numa caçada, o cavalo real tropeçou num tronco e deixou cair o rei, que se estatelou no chão, com a coroa à banda.
Não lhe perdoou o rei o trambolhão.
Deixar cair o rei é cair em desgraça.
Foi o que aconteceu.
Expulso das cavalariças reais, o cavalo percebeu finalmente que não lhe tinham respeito nenhum.
Acabaram-se as paradas, as vénias, os desfiles.
É agora um cavalo de carroça.
Nem tudo se perdeu, afinal.
Depois do que se passou, o cavalo ganhou juízo.

Créditos:
Autor: António Torrado
Ilustrador: Cristina Malaquias
Sapo Kids